Projeto quer implantar coleta seletiva nas dependências da Prefeitura

06/06/2018 14:560 comments

Arapoti – Na Semana em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), a Câmara vota em 2º turno o Projeto de Lei 1935, que institui a separação do lixo reciclável nas dependências do Serviço Público Municipal  e a correta destinação desse material às associações ou cooperativas de catadores do município. A medida, de autoria do vereador Divair da Silva (PV), propõe contribuir com o meio ambiente e melhorar a renda das famílias arapotienses que dependem da venda de material reciclável.

Vereador Divair. Foto: Divulgação

O projeto determina que todo material reciclável coletado nas dependências da Prefeitura Municipal, incluindo o trabalho administrativo, escolas, postos de saúde, entre outras, deverão ser destinados à entidades formalizadas e que tenham o lixo como renda exclusiva, que não possuam fins lucrativos, que apresentem sistema de rateio entre os cooperados ou associados e que possuam estrutura para triagem e classificação dos resíduos. Para implantar e acompanhar os trabalhos da separação do material descartado, a Prefeitura deverá compor uma Comissão com cinco servidores, coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente.

“Promover a preservação do meio ambiente é uma obrigação de todo cidadão. Aplicar os princípios da ecoeficiência, reduzir a utilização de recursos, reaproveitar insumos e reciclar os resíduos sólidos é uma das melhores formas de promover a preservação do nosso planeta, bem como dar sobrevida ao Aterro Sanitário”, justificou o autor do projeto.

MODELO

Antes de apresentar a proposta para a Prefeitura, o vereador Divair da Silva foi autor do Projeto de Resolução 108/2017, aprovado em maio do ano passado, que instituiu a separação e a Coleta Seletiva Solidária dos resíduos recicláveis descartados pela Câmara Municipal de Arapoti.

Além de colocar em prática a proposta, substituindo as lixeiras convencionais por lixeiras separadas por tipo de material – papel, plástico, vidro e metal, a instituição também passou a implantar medidas ecoeficientes com o propósito de reduzir o uso de materiais e, consequentemente, a produção de lixo: a ‘papelada’ distribuída aos vereadores foi trocada por arquivos digitais, que podem ser acessados por vereadores e servidores em celulares, tablets ou computadores, de forma eficiente, segura e transparente; e ao invés do uso de copos plásticos, que demoram entre 250 a 400 anos para se decompor na natureza, aquele cafezinho pode ser consumido em canecas ou copos de vidro. São medidas que geram economia do dinheiro público e contribuem para a preservação do meio ambiente.

Para se fazer uma conta rápida e demonstrar o benefício que o esforço coletivo pode gerar, a Câmara Municipal descarta por mês, em média, 220 litros de papel, 220 litros de plástico, 40 litros de metal e 20 litros de vidro. Ao todo são 500 litros de lixo reciclável por mês, 6 mil litros por ano, que deixam de poluir o meio ambiente. Se compararmos os Poderes, o quadro de funcionários da Câmara Municipal representa pouco mais de 1% do quadro da Prefeitura. Ou seja, podemos estimar um volume de 50 mil litros/mês ou 600 mil litros/ano de lixo reciclável que pode ser arrecadado no Executivo e nas suas dependências.

“É um sistema que foi implantado na Câmara Municipal e percebemos na prática que funciona. Agora é hora de ampliar o modelo para os demais serviços públicos do município”, disse o vereador Divair.

Nicole Chiaradia (Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Arapoti