Polícia esclarece homicídio e prende casal em Arapoti

08/06/2018 16:310 comments

Arapoti – A Polícia Civil agiu rápido e prendeu nesta quinta-feira, 07, um casal acusado de ter cometido o homicídio de um jovem de 26 anos, ocorrido na madrugada do último sábado, 02, no bairro Pindorama. Segundo relatório divulgado pela Polícia na tarde desta sexta-feira, 08, o caso teve início quando os policiais militares, Soldados Laércio e Marcos, foram acionados após uma vítima chegar ao Hospital Municipal 18 de Dezembro em óbito.

O nome da vítima era Evander Soares da Silva, 26 anos. Seus familiares alegaram que ele estava em uma festa na casa de uma prima no bairro Pindorama. No local, segundo os depoimentos levantados pela Polícia Militar, o jovem  sentiu a falta de seu aparelho celular e, por essa razão, teria ficado muito nervoso. Em seguida, segundo relato informado aos policiais, ele teria caído desfalecido.

Diante da estranha natureza do caso, o investigador Angelo Simões da Polícia Civil foi acionado para analisar a situação. Depois de observarem o corpo, constataram que a vítima apresentava escoriações superficiais, porém não suficientes para levá-la a óbito. No entanto, a análise inicial do cadáver,  levou ao entendimento de que algo, além de uma simples queda, tinha ocorrido.

“As condições das vestimentas da vítima e outros sinais particulares, indicavam que Evander tinha sido subjugado fisicamente por alguém. Além disso, o pescoço da vítima, embora discretamente, apresentava detalhe mínimo de que poderia ter sido lesionado” afirmou Angelo. O investigador, então, novamente conversou com os donos da casa e com os familiares, os quais se limitavam a repetir a versão da “queda”.

Já naquele momento, segundo a Polícia Civil,  todos foram advertidos de que o corpo dava sinais de que Evander teria sido vítima de estrangulamento por um golpe conhecido como “mata- leão”. Foram, então, instigados a contar a versão verdadeira dos fatos e se explicarem, mas os responsáveis pelo crime preferiram manter a primeira versão.

Laudo pericial

O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) que acabou por comprovar que a linha de investigação inicial estava correta. A perícia criminal atestou que a vítima tinha sido estrangulada, tendo inclusive as vértebras do pescoço quebradas. A partir da confirmação pericial, o trabalho de investigação foi intensificado.

Embora a Polícia já tivesse os principais suspeitos na mira, alguns familiares, que estiveram presentes na festa, foram ouvidos para a comprovação de quem seriam os responsáveis pelas agressões contra Evander. As suspeitas dos policias, então, foram confirmadas. Segundo as testemunhas, um rapaz de 22 anos e sua esposa de 32, teriam sido os autores do crime.

“O rapaz teria aplicado um golpe de mata-leão contra a vítima e a subjugado no chão, até que esta, tivesse o pescoço quebrado. Em um dos depoimentos, uma pessoa próxima da mulher, informou que ela havia admitido para a família que o marido aplicara o golpe e que depois ela teria ajudado a sufocar a vítima” esclareceu o investigador.

Dissimulação do Crime

Segundo a Polícia, autores do homicídio incendiaram a casa de vizinho para dissimularem o crime. Foto: Divulgação

Não bastasse o homicídio, conforme apuração da Civil, assim que retornou para casa, o casal teria ido até a residência de um vizinho próximo e ateado fogo em sua casa, alegando que este vizinho seria o responsável pelo sumiço do aparelho celular da vítima. Algumas testemunhas acreditam que a intenção era também dissimular o trabalho policial, alegando que esse vizinho pudesse ser o responsável pelo homicídio e que a família da vítima teria ateado fogo na casa dele como vingança.

No entanto, a Polícia já conhecendo essa possibilidade de dissimulação, localizou testemunhas que presenciaram a mulher ameaçando os vizinhos e determinando que eles deixassem suas casas, pois “iam atear fogo em tudo”. Uma vizinha muito próxima não conseguiu sair em tempo com seus seis filhos e precisaram ser socorridos por outros moradores para não se tornarem vítimas do incêndio.

Foi necessária a presença da Defesa Civil para conter o alastramento do fogo para as demais casas. Os investigadores ainda tiveram informações de que o casal estava vendendo toda mudança para fugir da cidade. O Delegado Gumercindo Athayde representou pela prisão preventiva do casal e, na tarde desta quinta-feira, 07, os investigadores Angelo e Fabian efetuaram a prisão e constataram que, de fato, o casal estava com as malas arrumadas para saírem da cidade.

“Toda equipe tem se dedicado muito para manter o índice de esclarecimento de homicídios em Arapoti como modelo. Praticamente 100% dos casos são esclarecidos nos longos últimos anos”, ressaltou o Delegado. “Nesse caso, importante destacar também a agilidade do Ministério Público e do Judiciário na análise e decisão rápidas sobre a prisão. Do contrário, o casal poderia ter conseguido fugir”, destacou. O casal se encontra preso à disposição da Justiça e deverá responder pelos crimes de homicídio doloso qualificado e incêndio.

Fonte: Polícia Civil