Testemunha afirma à Promotoria que recebeu dinheiro para mentir em processo

13/09/2018 11:120 comments

Arapoti – Uma testemunha no processo de cassação contra o vereador Giovanni Carneiro (PP) afirmou, em vídeo gravado pela Promotoria de Justiça da Comarca de Arapoti, que teria recebido R$ 12 mil para mentir em depoimento prestado ao Conselho de Ética da Câmara Municipal. O registro em vídeo foi encaminhado nesta terça-feira, 11, aos vereadores e o Promotor de Justiça aguarda uma posição do Conselho de Ética.

Vídeo gravado pela Promotoria de Justiça. Foto: Reprodução

A testemunha afirmou ao Promotor de Justiça, José de Oliveira Júnior, que o vereador Giovanni supostamente teria oferecido R$ 5 mil a ela e R$ 7 mil para sua mãe para que mentissem nos depoimentos prestados ao Conselho. Segundo a testemunha, R$ 5 mil seriam provenientes de um valor já devido pelo vereador à sua mãe. Perguntada pelo promotor, se ela acreditava nessa promessa do dinheiro, a testemunha afirmou que não, mas que quem sabe ele se mantendo no cargo, o vereador poderia pagá-las.

A mulher afirmou que o vereador a teria procurado em companhia de sua irmã para oferecer o valor de R$ 10 mil, mas que ela a princípio não teria aceitado, e que ele então ofereceu R$ 12 mil, dos quais R$ 10 mil seriam para acertar suas contas e R$ 2 mil para tirar uma carteira de motorista.

O CASO
A denúncia representada pela cidadã Mayara Crystiane da Silva contra o vereador Giovanni Aparecido Carneiro, baseada na ação do Ministério Público, foi acolhida pelo Plenário da Câmara em Sessão Ordinária no dia 25 de abril. Para apurar os fatos, o Presidente da Casa, Lelo Ulrich (PSD), encaminhou o documento ao Conselho de Ética a fim de analisar se houve ou não a quebra do decoro parlamentar por parte do vereador, de acordo com a Resolução 57/2009, que dispõe sobre o Código de Ética da Câmara Municipal. O vereador Giovanni que era Presidente do Conselho à época foi destituído do cargo para ser substituído pelo vereador Nei Ferreira (PSC).

A denúncia acusa o vereador Giovanni por estelionato qualificado, onde supostamente teria recebido a quantia de R$ 4,8 mil em troca da promessa de aumentar o valor da aposentadoria de uma idosa, pago pelo INSS. Os fatos teriam ocorrido entre outubro de 2015 e março de 2016. As acusações são negadas pelo vereador Giovanni.