Delegado esclarece prisões de envolvidos no homicídio de Keko

10/01/2019 22:450 comments

Arapoti – O delegado Gumercindo Athayde concedeu entrevista coletiva a imprensa na tarde desta quinta-feira, 10, onde esclareceu as prisões de um adolescente de 17 anos, de sua namorada, Yasmin dos Santos Sardinha Ribeiro, 21 anos e de Flávio Fernandes, 37 anos. Os três são acusados de participação no homicídio do comerciante Lupércio de Paula, mais conhecido como Keko, assassinado no último dia 29 de dezembro.

Segundo o delegado, o responsável pelos golpes de facão foi o adolescente. “Ele (adolescente) alega que contou com a colaboração da namorada e que tinham combinado a emboscada ao Lupércio, porém a Yasmin alega que foi surpreendida pelo jovem namorado que, em um ataque de fúria, teria matado a vítima em um crime passional. Nós estamos tentando ainda esclarecer essa motivação, mas os autores já estão esclarecidos” disse o delegado.

Delegado Gumercindo Athayde

De acordo com Gumercindo, é fato que Keko foi surpreendido enquanto estava na companhia de Yasmin em seu carro Honda Civic em frente a Unidade Básica de Saúde (UBS) Santa Rita no bairro Jardim Aratinga. Ele teria sido atacado enquanto ambos teriam saído do veículo para urinar. “O adolescente então chegou com o facão, juntamente com Flávio, e atacou a vítima que ainda tentou se defender em um primeiro momento, como é demonstrado pelo golpe no pulso. Na sequência, Lupércio continuou sendo golpeado violentamente” explicou Gumercindo.

Após o ataque com o facão, o adolescente (ou a sua namorada), dependendo da versão, teria passado com o veículo por cima de Keko. “Ainda não sabemos quem foi o responsável por isso (atropelamento), pois ambos dão versões diferentes sobre este ponto” esclareceu o delegado. Ele informou ainda que Flávio teve uma participação secundária no crime, e não atacou efetivamente a vítima. “Ele atuou como suporte no crime” diz Gumercindo.

Após o homicídio, os três envolvidos teriam ido à casa de um quarto elemento, que já teve passagens pela Polícia, e tentaram vender o automóvel de Keko. Porém, a tentativa teria sido frustrada quando o quarto elemento viu o sangue na camisa dos envolvidos. Eles foram embora e abandonaram o veículo, além de quebrarem e descartarem o celular da vítima.

O delegado espera nos próximos dias encerrar o inquérito policial e enviar as investigações para o Ministério Público. O foco principal agora é apurar a motivação do assassinato e esclarecer se foi um crime passional ou até mesmo um latrocínio. Os dois maiores de idade seguem em prisão preventiva. O menor segue apreendido e aguarda determinação da Justiça para ser encaminhado a um Cense (Centro de Socioeducação).