MEC vai propor reunião com o Planejamento para discutir greves em federais

12/07/2015 17:390 comments

O Ministério da Educação (MEC) vai propor reuniões conjuntas com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para discutir a pauta dos trabalhadores em educação. O compromisso foi feito pelo secretário de Educação Superior da pasta, Jesualdo Pereira Farias, que se reuniu hoje (9) com representantes da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra).

Os funcionários técnico-administrativos estão em greve desde o dia 28 de maio e atinge 65 universidades e instituições federais, segundo a entidade. Além do aprimoramento da carreira, os trabalhadores pedem, junto com outras carreiras de funcionários públicos, o reajuste salarial de 27,3% em 2016, entre outros itens.

De acordo com o MEC, Farias se comprometeu com temas propostos pela Fasubra, por exemplo, a democratização da universidade e o redimensionamento da força de trabalho. Também aceitou a proposta de negociar com a  Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e fazer reuniões conjuntas com o Ministério de Planejamento para discutir essas questões.

Segundo a Fasubra, o secretário agendou uma reunião com a entidade para o próximo dia 16 a fim de tratar da contratação de técnicos. Outra pauta que os trabalhadores levaram, foi o corte de ponto e a perseguição aos servidores grevistas de algumas universidades. Segundo a federação, o MEC assumiu o compromisso de entrar em contato com os reitores.

Nessa terça-feira (7), a Fasubra participou da Caravana Nacional em Defesa da Educação Pública, que reuniu professores, técnicos e estudantes em Brasília. O grupo de cerca de 4 mil pessoas protocolou no MEC um manifesto contra os cortes no orçamento e por mais investimentos na educação pública.

Uma nova reunião com o Planejamento foi pré-agendada para o dia 21. Além dos técnicos, professores universitários de 32 universidades e o Instituto Federal do Piauí estão em greve, de acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes-SN).

Via UOL

Greve dos professores paulistas é a mais longa desde 1989

17:360 comments

Os professores da rede estadual paulista decidiram nesta quarta-feira (3), em assembleia, continuar em greve por tempo indeterminado, após 83 dias sem trabalhar, na maior paralisação da categoria desde 1989, quando o movimento durou 82 dias.

Os manifestantes caminharam do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, onde ocorreu a plenária, em direção à Praça da República, onde fica a sede da Secretaria Estadual de Educação.

Nesta assembleia, havia também a proposta de manter a paralisação em dias determinados de mobilização, como a decisão sobre o dissídio na Justiça. A idéia, no entanto, foi rechaçada. Alguns professores temem que o movimento esteja começando a se esvaziar. “Hoje, mais gente votou pela suspensão da greve, mas a maioria ainda defende a continuidade”, avaliou Maria Izabel Noronha, presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp).

Os professores reclamam que o governo não abre negociação, e a resposta é que a data-base da categoria será apenas em julho. De acordo com a presidenta do sindicato, a adesão diminuiu nas últimas semanas, mas ainda assim, cerca de 30% da categoria representam numericamente algo significativo, em torno de 230 mil professores. “Sabemos que vai baixar. Uma coisa é trabalhar com ideal e outra com real”, explicou.

Durante a assembleia, uma briga em frente ao carro de som tumultuou a plenária. Um grupo de professores que defendia a manutenção da greve entrou em confronto com outro grupo que, segundo eles, eram seguranças. Embora também tenha se referido ao grupo como seguranças durante a confusão, pedindo, ao microfone, que eles se retirassem, Izabel disse à imprensa que havia cometido um erro e que se tratava de conflitos entre professores.

A Apeoesp estima que 15 mil pessoas participaram da assembleia de hoje. A Polícia Militar, que acompanhou o protesto, calculou que 600 pessoas estiveram presentes.

Fonte: IG

Aprovada em nove universidades dos EUA, jovem pede doação para viagem

17:300 comments

Selecionada em um programa da Universidade de Harvard, em 2014, e aprovada em nove instituições de ensino norte-americanas, a estudante baiana Georgia Gabriela da Silva Sampaio, de 19 anos, escolheu a Stanford University, na Califórnia, para nos próximos quatro anos desenvolver os trabalhos de pesquisa iniciados no Brasil. Com a viagem marcada para o dia 12 de setembro, a jovem moradora de Feira de Santana, a 100 quilômetros de Salvador, lançou campanha de arrecadação online, a fim de levantar o dinheiro necessário para poder arrumar as malas e embarcar para os Estados Unidos (EUA).

Georgia Gabriela traçou uma tabela de custos que esboça gastos com passagens, materiais de estudo, taxas burocráticas, exames médicos e vestimentas. No total, o valor de investimento necessário para a viagem passa dos US$ 6.000, mais de R$ 19 mil. A estudante explica que a família não tem condições de arcar com os gastos. “O valor ficou alto para o curto espaço de tempo. Por isso, fiz o Patreon [serviço que permite doação pela internet]. Ele é ótimo. Permite que a pessoa que doa acompanhe o que você está fazendo. Você pode pegar os contatos. Existe troca, um acompanhamento”, explica.

 

A dois meses da viagem, Georgia argumenta que as doações irão permitir a continuação de um projeto que pode ajudar milhares de mulheres.  Ela pesquisa um método mais barato, por meio de exame de sangue, que seja capaz de diagnosticar a endometriose. A doença provoca cólicas, dor no fundo da vagina e desconforto durante a relação sexual, além de ser a principal causa de infertilidade feminina.

Na Stanford University, a estudante tem a opção de escolher as disciplinas que pretende cursar e, após dois anos, decidir qual o curso de graduação escolhido para a formação. Georgia antecipa interesse pelos cursos de engenharia biomédica e biomecânica, que devem dar suporte às pesquisas que desenvolve. “A universidade respira inovação e criação”, justifica a escolha entre as nove universidades selecionadas. gia também espera deixar outra marca na Stanford. “Quando estive lá [abril], um grupo de mulheres negras veio falar comigo. Elas falavam sobre a falta de representatividade negra lá dentro. Eu estava reclamando desse problema aqui [no Brasil] e isso também existe lá. Infelizmente, foi assim que a história se deu. Fico feliz por poder, de alguma formar, diminuir isso”, avalia.

Das nove universidades em que foi aprovada, Georgia visitou quatro após ter a viagemcusteada por uma instituição bancária de Feira de Santana. Além da Stanford, ela conheceu a Yale, Columbia e Duke. As visitas ocorreram no mês de abril.

Aprovação
Georgia Gabriela foi aprovada em nove universidades norte-americanas. As aprovações, que saíram em março, é o resultado de dedicação aos estudos e determinação. “Eu estudava das 8h às 19h voltada para essas provas. Lia livros, pesquisas. Me inscrevi em atividades extra-curriculares, que contam para aprovação. Em vez de música, ouvia palestras em inglês quando voltava para casa”, relata.

A jovem foi aprovada nas universidades de Stanford University, Minerva, Duke University, Northeastern University, Middlebury College, Yale University, Columbia University, Dartmouth College e Barnard College. Na última segunda-feira (6), Georgia Gabriela já recebeu proposta de bolsa integral de uma das instituições estrangeiras durante entrevista por meio da internet.

“A maioria das entrevistas ocorre durante o processo de candidatura ainda. A Dartmouth College me ofereceu uma bolsa integral, que é uma bolsa de mérito, que não paga só o curso, como também outras coisas. Segunda-feira eu conversei com essa universidade e ainda vou conversar com outras, mas a maioria foi antes do resultado”, conta.

Fonte: G1

Professora vira ‘queridinha’ de alunos por fazer cosplay e assistir animes

17:270 comments

Considerada uma das cidades com maior concentração de nerds em todo o Brasil, Santos, no litoral de São Paulo, também é a casa de uma das cosplayers mais antigas da região. A professora Juliana Vita Innuendo conheceu a arte de se fantasiar como personagens de animações japonesas em 1996 e, desde então, não parou mais. Hoje, ela faz sucesso entre seus alunos, que querem conversar sobre Pokémon e Naruto.

Juliana revela que sua paixão pelos animes e pela arte do cosplay começou por acaso. “Eu descobri, lendo uma revista, um evento que promovia concursos de cosplay, em 1996. Fui até lá, vi e achei o máximo. Desde então, não parei mais. Fiz faculdade, estágio, hoje trabalho como professora do Estado e ainda continuo fazendo cosplay”, explica.

A professora lembra que o início foi difícil, fazia as fantasias por conta própria, com a ajuda de uma amiga. “Nós mesmas fazíamos os acessórios, procurávamos os materiais em brechós, lojas de sucatas e na casa de parentes. Aprendemos por conta própria, com marceneiros e costureiras. Na época, não havia tutoriais, não havia internet, então era complicado”, diz.

Juliana também enfrentou um pouco de preconceito para concluir suas criações. “Eu cheguei a dizer para minha costureira que as roupas eram para o carnaval e teatro. De certa forma, acabei ensinando ela a fazer cosplay, sem que ela sequer soubesse”, brinca.

Ela diz ainda que tinha receio de contar a seus alunos que faz cosplay, mas foi surpreendida com a recepção positiva deles. “Eu dei uma chance para isso após ser incentivada por um professor e amigo. Foi durante um festival, os alunos vieram me perguntar se eu gostava de Naruto, Pokémon, e foi um sucesso incrível”, lembra.

Com o passar dos anos, Juliana fez dezenas de cosplays diferentes, mas a amazona dragoon Freya, do jogo Final Fantasy 9, é sua favorita até hoje. “A Freya é meu xodó, por conta da complexidade da fantasia, e também pela história dela, uma guerreira que abandona tudo para ir atrás de um amor perdido”, conta.

A família apoiou a nova atividade de Juliana, que antes de fazer cosplay era tímida e quase nunca saía de casa. “Minha mãe aceitou numa boa, ficou feliz de me ver saindo de casa, ganhando prêmios em apresentações, foi algo que me ajudou até no meio profissional. Eu digo que, se não é divertido, não é cosplay. É a minha diversão. Hoje não tem livro de colorir para adultos? Colagem para adultos? A professora Juliana faz cosplay para se divertir”, finaliza.

 

Fonte: G1

Aluno ganha medalha por remédio contra gripe à base de acerola e caju

17:210 comments

Um estudante cearense juntou conhecimento popular e científico para desenvolver o projeto de um antiviral à base de frutas que ganhou medalha de bronze em uma feira nos Estados Unidos. Helyson Lucas Bezerra, de 19 anos, misturou extrato de acerola, de goiaba e de caju com óleo de romã e criou uma polpa rica em vitamina C. Ele diz que seus testes comprovaram que ele ajuda na prevenção e no tratamento da gripe.

O projeto batizado de “Ação sinergética de antiviral natural” começou a ser desenvolvido em 2013 por iniciativa do estudante.

“A gripe atinge bastante toda a minha escola e a minha cidade, sem ter bons medicamentos que pudessem combatê-la de forma eficaz e barata”, conta Helyson, que faz o curso técnico em meio ambiente do Instituto Federal do Ceará (IFCE), em Limoeiro do Norte.

Helyson diz que o antiviral criado com a polpa das frutas é capaz de reduzir os sintomas da gripe em pouco tempo, aumentar os leucócitos (glóbulos brancos) no sangue e destruir o vírus de forma mais rápida. Segundo o estudante, quem tomar seu composto “tem uma chance maior de recuperação [da gripe] em relação a outros medicamentos”.

A ideia da combinação de frutas veio da população local. Ele aplicou um questionário como parte da pesquisa. O estudante tirou a fórmula para o composto a partir das frutas mais comuns que as pessoas afirmaram usar para combater os sintomas da gripe.

“Pensei em juntar todas, procurar por novas substâncias e vi que elas trabalham melhor juntas do que separadas, que era como a população usava”, comenta Helyson.

Métodos
Com a polpa feita, Helyson recorreu à comunidade novamente para testar sua criação. Ele elaborou três análises diferentes: uma com pessoas que só utilizavam acerola, goiaba e caju para combater os sintomas da gripe, outra com quem apenas fazia gargarejo com as sementes de romã e uma terceira com pessoas que usavam a combinação dos dois métodos.

“Depois dessas entrevistas, constatei que quem utilizava as frutas com a semente da romã tinha uma resposta superior [do que a dos outros dois métodos]”.

Prêmio nos EUA
Com o projeto do antiviral, Helyson ganhou em maio a medalha de bronze na competição de ciência Intel ISEF, na categoria biomedicina e ciência da saúde, em Pittsburgh, nos Estados Unidos. A próxima feira que o estudante vai participar é a Genius Olympiad, em Nova York, em julho de 2016.

Os resultados positivos da pesquisa fazem Helyson pensar em comercializar seu composto como alimento, na forma de polpa, ou em forma de medicamento, isolando as substâncias benéficas contra a gripe de cada fruta. Mas, antes, é preciso patentear a ideia. “Como ela já é bastante utilizada de forma autônoma, pretendo divulgar mais e o próximo passo é conseguir mais apoio para a patente”, afirma.

Fonte: G1

Governo autoriza 2.290 vagas de medicina em faculdades privadas

17:180 comments

Os ministérios da Educação e da Saúde informaram nesta sexta-feira (10) que autorizaram a abertura de 2.290 vagas para alunos de medicina em instituições particulares de dez estados do país.

Dez por cento das vagas devem ser concedidas com bolsas voltadas para estudantes de baixa renda.

A medida faz parte do programa Mais Médicos e tem o objetivo de garantir atendimento a 36 municípios considerados prioritários pelo governo (veja a lista de instituições abaixo).

As cidades foram selecionadas em setembro do ano passado. Todas elas têm pelo menos 70 mil habitantes e não ofereciam a formação médica, segundo o governo.

Em setembro, uma lista de 39 municípios foi anunciada, mas, segundo o MEC, três deles (São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, Limeira, em São Paulo, e Tucuruí, no Pará) foram retirados da lista por não atenderem aos critérios de qualidade.

A abertura dos cursos entra na meta do governo federal de criar 11,5 mil novas vagas em cursos de medicina em todo o Brasil, incluindo instituições de ensino superior públicas e privadas.

Previsão
A previsão é que as 2.290 vagas sejam abertas pelas instituições de ensino em um período de entre três e 18 meses, segundo o MEC.

“É uma nova maneira de desenvolver o processo de regulação de ensino superior”, afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

“O Mais Médicos se consolida não apenas como um projeto emergencial para atender o setor da saúde. É uma política estruturante da formação médica no Brasil.”

O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, afirmou que, com as 2.290 vagas anunciadas nesta sexta-feira, o governo totaliza cerca de 7.600 novas vagas de graduação em medicina no Brasil até 2016.

Nesta conta estão outras 5.306 que já foram autorizadas pelo MEC, sendo 1.690 em 23 cursos da rede pública e 3.616 na rede privada. A meta do governo também inclui a criação de 12.372 vagas em residência médica até 2018.

Segundo Ribeiro, a medida deve levar atendimento médico para o interior do país. “As capitais sempre tiveram mais vagas que o interior”, afirmou. A meta é criar 16 mil vagas no interior do país. Nas capitais, são 10,6 mil vagas. “Começa a abrir uma vantagem no interior. Temos aí um avanço”, disse.

Dos 39 municípios brasileiros selecionados no primeiro edital, 14 estão em São Paulo e seis na Bahia. Em Minas Gerais, no Paraná e no Rio Grande do Sul serão quatro cidades em cada um deles.

O número de autorizações poderia ser maior, mas a proposta em três cidades foi vetada. “Em algum momento as

Os ministérios da Educação e da Saúde informaram nesta sexta-feira (10) que autorizaram a abertura de 2.290 vagas para alunos de medicina em instituições particulares de dez estados do país.

Dez por cento das vagas devem ser concedidas com bolsas voltadas para estudantes de baixa renda.

A medida faz parte do programa Mais Médicos e tem o objetivo de garantir atendimento a 36 municípios considerados prioritários pelo governo (veja a lista de instituições abaixo).

As cidades foram selecionadas em setembro do ano passado. Todas elas têm pelo menos 70 mil habitantes e não ofereciam a formação médica, segundo o governo.

Em setembro, uma lista de 39 municípios foi anunciada, mas, segundo o MEC, três deles (São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, Limeira, em São Paulo, e Tucuruí, no Pará) foram retirados da lista por não atenderem aos critérios de qualidade.

A abertura dos cursos entra na meta do governo federal de criar 11,5 mil novas vagas em cursos de medicina em todo o Brasil, incluindo instituições de ensino superior públicas e privadas.

Fonte: G1