Bolt conquista tricampeonato também nos 200 metros e leva Engenhão ao delírio

19/08/2016 11:580 comments
Bolt conquista tricampeonato também nos 200 metros e leva Engenhão ao delírio

bolt 1O jamaicano Usain Bolt fez história, mais uma vez, na Olimpíada do Rio de Janeiro,  e conquistou hoje (18) o tricampeonato olímpico dos 200 metros rasos, feito inédito na história esportiva, desde os primeiros jogos da era moderna, em 1896. Com a pista molhada, Bolt completou a prova em 19.78 segundos e não conseguiu bater o próprio recorde mundial, de 19.19. Também tricampeão nos 100 metros, o mito das pistas conquistou sua oitava

O canadense Andre de Grasse, bronze nos 100 metros, dessa vez ficou com a prata, com o tempo 20.02 segundo. O bronze ficou com o francês Christophe Lemaitre, que fez o tempo de 20.12 segundos.

Diferentemente da prova classificatória, em que terminou a corrida sorrindo e desacelerando, Bolt completou os 200 metros forçando e sempre sério, mesmo com uma distância razoável do segundo colocado. Conhecido pela deficiência na largada, dessa vez o jamaicano largou bem e, antes da passagem dos 100 metros já havia definido a prova.

A surpresa ficou por conta do francês Lemaitre, que conseguiu uma arrancada surpreendente depois da metade da prova, saltando da sétima posição para o pódio.

Lotado, o Estádio Olímpico Nilton Santos, o Engenhão, na zona norte do Rio, ficou em êxtase antes, durante e depois da apresentação do jamaicano Usain Bolt, que completa 30 anos no próximo domingo.

Martine Grael e Kahena Kunze vencem na vela e conquistam quarto ouro do Brasil

18/08/2016 19:420 comments
Martine Grael e Kahena Kunze vencem na vela e conquistam quarto ouro do Brasil

martine_grael_e_kahena_kunzeAs brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze conquistaram o ouro na classe 49er FX da vela. Após dez regatas, elas chegaram à regata da medalha em segundo lugar na classificação geral, mas conseguiram garantir o lugar mais alto do pódio quando terminaram em primeiro a última regata de hoje (18).

A dupla teve uma boa largada. Antes da primeira boia, chegaram a liderar, mas perderam a ponta da regata para as duplas italiana e neozelandesa e fizeram a primeira virada em terceiro. Pelo desempenho na primeira fase, as italianas não tinham chance de medalha e o Brasil já tinha a prata, quando chegou em terceiro na segunda boia. A partir daí, Marite e Kahena aumentaram a pressão sobre as neozelandesas e reduziram a desvantagem de 12 para 6 segundos até a quarta boia.

A dupla apostou em um lado diferente do das neozelandesas após a quarta boia, ganhando velocidade na parte esquerda da raia, o que permitiu que chegassem na quinta e última boia. A reta final foi dominada pelas brasileiras, que conseguiram chegar ao lugar mais alto do pódio, levando ao delírio a torcida que acompanhava a regata na Praia do Flamengo. As neozelandesas chegaram dois segundos depois.

Martine é filha de Torben Grael, que conquistou cinco medalhas olímpicas. Formando dupla com Kahena, ela foi campeã mundial em 2014 e prata nos Jogos Pan-Americanos 2015 na classe 49er FX. Elas fazem a estreia em olimpíadas no Rio. Já foram eleitas as atletas do ano pela Federação Internacional de Vela.

A prata ficou com as neozelandensas Alex Maloney e Molly Meech e o bronze com Jena Hansen e Katja Steen Salskov-Iversen, da Dinamarca.

Mais cedo, Ana Luiza Barbachan e Fernanda Oliveira chegaram em quarto lugar na última regata da classe 470. Com o resultado, elas terminaram em oitavo lugar na classificação geral.

Esse foi o segundo melhor resultado das velejadoras nesses jogos; nas dez primeiras regatas, elas não passaram do quinto lugar, exceto na regata 5, quando alcançaram o segundo melhor tempo. Entretanto, isso não foi suficiente para conquistar uma medalha na classe 470.

A Grã-Bretanha ficou com a medalha de ouro, a Nova Zelândia com a prata e a França levou o bronze.

Na vela, os atletas devem completar um número específico de voltas no menor tempo. O percurso é determinado por boias. As competições de vela são divididas em uma série de regatas e os atletas acumulam pontos de acordo com a colocação em cada uma delas; a última é a regata da medalha.

Este foi o último dia das provas da vela nos Jogos Olímpicos do Rio. A medalha conquistada hoje na classe 49er FX feminino foi a única do Brasil na modalidade.

Thiago Braz conquista ouro e bate recorde olímpico no salto com vara

16/08/2016 12:200 comments
Thiago Braz conquista ouro e bate recorde olímpico no salto com vara

thiago brazO brasileiro Thiago Braz da Silva, 22, conquitou a medalha de ouro e bateu o recorde olímpico no salto com vara masculino em uma emocionante disputa contra Renaud Laevilleni na final da prova. A prova atrasou em função da chuva no Estádio Olímpio Newton Santos e a final terminou às 23h55. Foi a segunda medalha de ouro conquistada pelo Brasil na Rio 2016.

Thiago e Laevilleni empataram com 5,93 metros para chegarem à disputa do ouro. Na disputa do ouro, Laeville conseguiu 5,98 m e o brasileiro o superou com 6,03 m, estabelecendo um novo recorde olímpico. O francês fez seu último salto tentando superar Thiago saltando para 6,08 em sua última tentativa, mas não conseguiu e ficou com a prata. Laeville é detentor do recorde mundial da modalidade, 6,16 m, superando os 6,15 que estabelecido por Serguei Bubka em 1993.  O bronze ficou com Sam Kendricks, que saltou 5,85 m.

Segundo o site do Comitê Olímpico Brasileiro, entre as conquistsa mais recentes de Thiago estão o primeiro lugar no Troféu Brasil em 2015 e campeão no Sul Americano em 2013. Ele é natural de Marília, no interior de São Paulo, e começou a carreira aos 14 anos por influência de um tio. Hoje ele treina na Itália com o ucraniano Vitaly Petrov.

Nas últimas três temporadas ele se manteve entre os dez melhores do mundo na modalidade. Suas marcas foram evoluindo ano a ano. Em 2010, ele havia saltado 5,10 m em São Paulo. Em 2012, ele alcançou 5,55 m na Espanha. Em 2014, ele chefou aos 5,73 m na República Tcheca. Em 2015, o atleta saltou os 5,92 metros no Azerbaijão.

Medalha histórica

O último brasileiro a vencer uma prova olímpica foi Joaquim Carvalho Cruz, com ouro nos 800 metros em Los Angeles 1984. As outras medalhas de ouro no masculino foram sido conquistadas por Adhemar Ferreira da Silva no salto triplo em Helsinque 1952 e Melbourne 1956. No feminino, Maurren Maggi conquistou o ouro no salto em distância em Pequim 2008.

Usain Bolt faz história com tricampeonato nos 100 metros rasos

15/08/2016 12:160 comments
Usain Bolt faz história com tricampeonato nos 100 metros rasos

BoltO jamaicano Usain Bolt fez história neste domingo (14) ao conquistar pela terceira vez o título de homem mais rápido do mundo nos 100 metros rasos em uma Olimpíada. Bolt garantiu o ouro com tempo de 9.81 segundos.

Bolt é o primeiro atleta da história a se tornar tricampeão olímpico da prova, uma das mais populares do atletismo. O jamaicano conquistou o ouro em Londres 2012 e em Pequim 2008.

Ele não quebrou, contudo, o próprio recorde olímpico, de 9.63 segundos, alcançado em Londres em 2012. O recorde mundial dos 100 metros rasos, de 9.58 segundos, obtido na Alemanha em 2009, também pertence a Usain Bolt.

Justin Gatlin, dos Estados Unidos, ficou com a medalha de prata na prova, com tempo de 9.89. O bronze coube ao canadense Andre De Grasse, com 9.91.

Ovacionado pela plateia, Bolt caminhou até a torcida no Engenhão e apertou a mão de torcedores, antes de fazer sua tradicional pose para fotos imitando um raio com os braços.

As três semifinais para a prova também foram disputadas na noite de hoje, quando os dois melhores de cada bateria e os três melhores tempos dentre todos os demais atletas das três semifinais se classificaram para a final. Os vencedores das três semifinais foram Bolt, Gatlin e De Grasse, que ficaram com as medalhas de ouro, prata e bronze, respectivamente.

Bolt volta às pistas na terça-feira, quando começam as disputas dos 200 metros rasos. Ele venceu o ouro nos 200 m rasos em Pequim 2008 e Londres 2012. Ele também vai disputar o revezamento 4 x 100 metros masculino com a equipe da Jamaica, atual campeã olímpica.

Brasil supera Austrália nos pênaltis e vai à semifinal do futebol feminino

13/08/2016 11:540 comments
Brasil supera Austrália nos pênaltis e vai à semifinal do futebol feminino

brasilNão podia ser mais tenso. Com direito a disputa de pênaltis e erro de Marta, a seleção brasileira de futebol feminino superou a Austrália no Mineirão na madrugada deste sábado (13) e está nas semifinais das Olimpíadas de 2016. O Brasil dominou a partida, mas não conseguiu balançar as redes. Depois de um 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, a torcida explodiu quando a goleira Bárbara defendeu a cobrança da australiana Kennedy, cravando o placar de 7 a 6 na disputa de pênaltis.

O Brasil enfrentará agora a Suécia, na próxima terça-feira (16), no Maracanã. As suecas superaram os Estados Unidos também nos pênaltis, após o empate de 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação.

O estádio recebeu um bom público. Haviam sido vendidos 52.255 ingressos. Foi a primeira vez nas Olimpíadas que o anel superior do Mineirão recebeu torcedores para partida de futebol feminino. Nos outros quatro jogos, foram ocupados apenas assentos do anel inferior.

Phelps vence 200m medley pela quarta vez e chega a 22 ouros na carreira

12/08/2016 12:390 comments
Phelps vence 200m medley pela quarta vez e chega a 22 ouros na carreira

michael phelpsO mito das piscinas Michael Phelps bateu hoje (11) mais um recorde olímpico ao conquistar a quarta medalha de ouro na prova dos 200m medley, com tempo 1:54.66. Com o resultado, o norte-americano amplia o já extraordinário recorde de medalhas, totalizando 22 ouros e 26 medalhas (duas pratas e dois bronzes) ao todo, em cinco olimpíadas. A prata ficou com o japonês Kosuke Hagino e a prata com o chinês Shun Wang.

Único representante brasileiro na prova, Thiago Pereira teve excelente início, chegou a virar na liderança ao final dos 50 metros, mas não manteve o ritmo no final e fechou a prova na sétima colocação.

Com mais essa vitória, o “tubarão de Baltimore” chega a marca de quatro medalhas de ouro na Rio 2016, sendo duas em provas individuais e duas em coletivas.

Com um incrível começo de prova no nado borboleta, Thiago Pereira superou Phelps e virou na frente na primeira etapa da prova. Ao final dos 100 metros, o brasileiro ficou em segundo e começou a terceira perna da prova ainda com chances de medalha. Contudo, nos últimos 50 metros, no nado livre, o desempenho de Thiago Pereira foi muito ruim. Cansado, foi sendo ultrapassado e chegou em sétimo, com o tempo de 1:58.02.

Após conquistar a medalha nos 200m medley, Michael Phelps, cerca de meia hora depois, conquistou a classificação para disputar amanhã (12) a final dos 100 metros borboleta.

Brasil goleia Dinamarca e se classifica para as quartas no futebol masculino

11/08/2016 12:100 comments
Brasil goleia Dinamarca e se classifica para as quartas no futebol masculino

futebol_olimpicoA seleção brasileira de futebol masculino está classificada para as quartas de final dos Jogos Olímpicos Rio 2016. A partida, que ocorreu em Salvador na noite dessa quarta-feira (10), terminou com uma goleada de 4×0 contra a Dinamarca e tirou o Brasil do jejum olímpico, já que nas partidas anteriores nenhum gol havia sido marcado.

Palco da partida desta noite, a Arena Fonte Nova fez jus à fama de “Fonte dos gols”. No primeiro tempo, dois jogadores tiveram mais que o nome em comum: Gabriel Barbosa e Gabriel Jesus e fizeram a rede balançar aos 26 e aos 39 minutos, respectivamente.

Logo no início do segundo tempo, o atacante Luan marcou o terceiro gol da seleção brasileira, aos quatro minutos. Gabriel Barbosa fez seu segundo gol, o quarto da partida, aos 34 minutos. Os torcedores, que lotaram a Fonte Nova, comemoravam cada gol com gritos e aplausos, enquanto alguns vaiavam cada posse de bola do time adversário.

A torcida, na Fonte Nova, foi um show à parte, pois incentivou os jogadores brasileiros do início ao fim da partida com aplausos, gritos e frases como “O campeão voltou” e “Eu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor”.

A engenheira civil sergipana, Luiza Naruna, veio de Aracaju somente para ver o Brasil em Campo. Ela diz que não estava muito esperançosa com o resultado, mas comemora o fato de ter sido surpreendida. “Valeu eu ter vindo até aqui. O Brasil me surpreendeu bastante, porque achei que veria, no máximo, um gol. Como estamos torcendo bastante, já valeu a minha vinda, ter gritado pelos gols marcados”.

A partida na Bahia parece ter renovado a esperança dos torcedores com a seleção. O corretor de imóveis Bruno Bonfim atribuiu a vitória à proximidade que a Fonte Nova tem de um dos pontos turísticos de Salvador, onde existem estátuas de orixás, do candomblé. “Eu não estava esperançoso, mas a energia da Fonte Nova, a gente tem uma expectativa extra. O Brasil deslanchou porque a energia da Fonte Nova é muito boa, perto do Dique do Tororó, [com] a energia dos orixás. A energia já começa diferente e, com certeza, o Brasil está classificado”, comemorou.

Incertezas

Minutos antes de o time entrar em campo, a expectativa dividia opiniões entre torcedores que acreditavam na vitória ou na desclassificação do Brasil. O baiano José Neiva, de Lauro de Freitas, acertou, de cara, o placar desta noite e atribuiu o pensamento positivo à Bahia. “Com certeza a Bahia tem aquele axé gostoso e a seleção virá com esse axé e vamos ganhar fácil, fácil da Dinamarca, com o axé baiano”, disse o coordenador de produção, ao arriscar o placar de 3×0 para o Brasil.

A funconária pública, Vilma Mendes, não se disse muito otimista, mas se recusou a pensar em uma derrota. Para ela, a partida daria em empate, sem gols. “Não estou muito otimista, diante dos últimos resultados. O Brasil pode ser desclassificada e o meu coração vai ficar apertado. Mas a seleção feminina merece aplausos e aplausos, pois são merecedoras”, disse.

O pequeno Mateus Serafim, de 10 anos, também ficou preocupado, mas disse que não poderia desanimar, apesar de ter imaginado uma partida com pouca emoção. “Vai ser mais ou menos, a seleção vem de dois jogos com 0x0. Eu arrisco pelo menos 1×0, porque acredito que o Brasil vai se classificar”, disse o estudante do 5º ano.

Com a vitória do Brasil sobre a Dinamarca, o time segue na disputa pela medalha de ouro. No próximo sábado, o adversário do Brasil será a Colômbia, nas quartas de final, na Arena Corinthians, em São Paulo às 22h.

Judoca Rafaela Silva dá primeira medalha de ouro ao Brasil

09/08/2016 12:280 comments
Judoca Rafaela Silva dá primeira medalha de ouro ao Brasil

rafaela silvaA judoca brasileira Rafaela Silva derrotou a atleta Dorjsürengiin Sumiya, da Mongólia, na final na categoria até 57 quilos feminino. É a primeira medalha de ouro do Brasil nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Com um wazari sobre a oponente, Rafaela conquistou 10 pontos e soube administrar a luta até o final, com o apoio da torcida brasileira.

Nas disputas de hoje (8), Rafaela já havia vencido a romena Corina Caprioriu, a alemã Myriam Roper, a sul-coreana Kim Jandi e a húngara Hedvig Karakas. A portuguesa Telma Monteiro venceu por um yuko a romena Corina Caprioriu e ficou com a medalha de bronze.

Rafaela Silva é carioca, tem 24 anos, e cresceu na comunidade Cidade de Deus. Começou a praticar judô com 5 anos, em uma academia na rua de sua casa. Aos 8 anos, entrou no Instituto Reação, no Rio de Janeiro.

Em 2011, ganhou a medalha de prata nos Jogos Pan-americanos de Guadalajara, no México e, em 2015, conquistou a de bronze no Pan de Toronto. Também foi foi vice-campeã mundial em Paris 2011. Na Olimpíada de 2012, em Londres, Rafaela foi desclassificada pelos juízes na segunda rodada por um golpe ilegal.

Rafaela conquistou a medalha de ouro no Mundial de Judô de 2013, prata no Mundial de 2011 e bronze no World Masters de 2012.

Seleção masculina de futebol volta a decepcionar e torcida perde a paciência

08/08/2016 13:130 comments
Seleção masculina de futebol volta a decepcionar e torcida perde a paciência

neymar 1Os torcedores que lotaram o Estádio Mané Garrincha, em Brasília, para as duas primeiras partidas da Seleção Brasileira Masculina de Futebol tentaram incentivar o time, mas não viram um bom resultado e nem mesmo uma boa atuação. Durante os 360 minutos dos quatro jogos na capital federal, a rede balançou apenas uma vez. E não foi durante um jogo do Brasil, mas sim da Dinamarca sobre a África do Sul, ontem (7) à tarde.

Para assistir às duas apresentações dos jogadores brasileiros, muitos torcedores se programaram com antecedência, reservaram ingressos para suas famílias e compraram passagens para Brasília. Mas não foi desta vez que a cidade, sem tradição de futebol, entrou para a história da Olimpíada. Na última quinta-feira (4), antes da abertura oficial dos jogos, quase 70 mil pessoas saíram do estádio sem gritar nem uma única vez a palavra mais importante da partida: gol.

Nesse domingo (7), nem a magra vitória da Dinamarca sobre a África do Sul foi suficiente para empolgar a torcida. Os presentes no estádio, em sua maioria brasileiros, estavam claramente do lado dos africanos e vibraram com as duas vezes em que a bola ficou na trave de Jeppe Højbjberg, o goleiro adversário.

O estádio chegou a agradecer e comemorar o gol do dinamarquês Robert Skov, mas menos de dez minutos depois uma torcedora brasileira foi vista jogando “Paciência” em seu celular. Assim como na última quinta-feira (4), muitos torcedores preferiram chegar apenas para a segunda partida, da seleção brasileira. Durante o primeiro jogo havia mais cadeiras vazias que ocupadas.

Pouco antes da esperada disputa, os torcedores acolheram novamente entusiasmados a seleção brasileira. Eles aproveitaram que era noite e acenderam as luzes de seus celulares enquanto cantavam, de pé, o Hino Nacional. As arquibancadas estavam lotadas e, mais uma vez, os torcedores tiveram a decepção do empate sem gols.

Inicialmente, o jogo teve bastante apoio dos brasileiros, que dirigiram ao goleiro Mohammed Hameed as duras críticas do primeiro tempo. Isso porque toda vez que ele ia cobrar o tiro de meta, demorava tanto que o chute era precedido de uma vaia e um xingamento. Quando Octavian Sovre, aos 28 minutos da primeira etapa, anulou o que seria o primeiro gol brasileiro na competição, o bandeirinha também passou a ser alvo de críticas dos torcedores.

Nos 45 minutos finais, o clima de paz e paciência começou a mudar. Por diversas vezes, o nome de Marta, a craque da seleção feminina de futebol, foi ovacionado pelos torcedores, em uma provocação à equipe masculina. Com duas vitórias e oito gols marcados, as meninas já estão classificadas para a próxima fase e vêm dando show dentro de campo.

Do camarote, foram ouvidos xingamentos direcionados aos atacantes Neymar e Gabigol. Nos acréscimos, mais uma decepção: sem goleiro, o Brasil perde uma de suas melhores chances. O meio-campista Renato Augusto, inacreditavelmente, mandou a bola para fora depois de receber livre um cruzamento.

Antes do fim da partida, desanimado com o resultado, o público começou a deixar o estádio. O apito final foi acompanhado de vaias. A seleção iraquiana, ao contrário, foi aplaudida e retribuiu o carinho da torcida descontente.

Pedindo desculpas ao público de Brasília que não deixou de apoiar a seleção, o técnico Rogério Micale disse, em entrevista, que estava muito triste e apelou aos baianos para que mantenham o incentivo no jogo decisivo da próxima quarta-feira (10).

“Não conseguimos aqui fazer o nosso melhor futebol. O povo nos apoiou muito hoje, empurrou a equipe o tempo todo. Então, isso gera o sentimento de que frustramos o torcedor. Infelizmente, a gente não conseguiu dar a resposta. Nós gostaríamos de ter presenteado essa torcida com algo melhor, coisa que esperamos fazer em Salvador”, disse.

Uma vitória simples contra a Dinamarca é suficiente para o Brasil se classificar.

Atlético perde para o Flamengo no Espírito Santo

07/08/2016 13:140 comments
Atlético perde para o Flamengo no Espírito Santo
O Atlético Paranaense enfrentou o Flamengo em Cariacica, no Espírito Santo. Em um jogo bastante disputado, o Furacão acabou sofrendo um gol aos 15 minutos do segundo tempo, marcado por Mancuello. Apesar de ter pressionado para alcançar o empate, o resultado da partida terminou favorável ao adversário por 1 a 0. O próximo compromisso do Furacão será contra o Palmeiras, às 18h30 do próximo domingo, no Estádio Atlético Paranaense.
O jogo
leoO primeiro tempo do confronto foi bastante equilibrado com o Atlético trabalhando a posse de bola no meio campo. No entanto, a primeira chance de perigo foi do adversário. Aos sete minutos, Mancuello cobrou falta da esquerda, a bola desviou na barreira e o goleiro Santos fez ótima defesa na meta atleticana. Apenas um minuto depois, o Furacão foi para cima. Vinícius fez uma cobrança de falta de longe, Walter tentou o chute na linha de fundo, mas a bola foi para fora.
Aos 14′, excelente oportunidade para o Atlético. Walter viu o goleiro adversário adiantado e arriscou de longe. A bola bateu na trave esquerda do goleiro do Flamengo. Seis minutos depois, Santos fez uma defesa tranquila em uma tentativa de Mancuello. Aos 34′, mais uma tentativa atleticana. Sidcley fez o cruzamento para Pablo, mas o goleiro Alex Muralha se adiantou e defendeu.
Aos 39′, jogada de perigo do Flamengo. Na cobrança de falta de Mancuello, Guerrero cabeceou e Réver aproveitou, mas a bola desviou na zaga atleticana. E no último minuto do primeiro tempo, o Atlético quase abriu o placar. Sidcley fez jogada pela esquerda, puxou a bola para o meio e bateu com força, mas Réver cortou a jogada.
O segundo tempo começou movimentadíssimo. No primeiro minuto, Willian Arão cruzou da direita e Guerrero cabeceou com perigo no canto direito do goleiro Santos. E, logo em seguida, mais uma chance do Flamengo. Fernandinho chutou à esquerda de Santos. O Atlético chegou aos seis minutos. Pablo recebeu na área e cruzou, mas o goleiro adversário defendeu. Um minuto depois, Guerrero saiu sozinho, Santos evitou o gol, mas a bola ainda ficou com o atacante, que finalizou sem direção.
O Atlético acabou cedendo à pressão adversária aos 15 minutos. Mancuello recebeu na área, tocou de letra e abriu o placar para o Flamengo. A pressão continuou e, cinco minutos depois, o Flamengo tentou mais uma vez, em chute de fora da área. Mas o goleiro Santos fez novamente uma boa defesa.
O técnico Paulo Autuori promoveu três alterações na equipe atleticana. As duas primeiras foram a saída de Marcos Guilherme para a entrada de Luciano Cabral e a saída de Vinicius para a entrada de Lucas Fernandes. Logo em seguida, Walter deu lugar a André Lima.  E as alterações começaram a surtir efeito. Aos 29 minutos, o Furacão quase chegou ao empate. Otávio chutou forte do meio, mas Alex Muralha espalmou para escanteio. Aos 33′, Lucas Fernandes pegou rebote na entrada da área e bateu de primeira. Alex Muralha fez boa defesa novamente e evitou o empate atleticano. O Atlético continuou a pressionar e o goleiro do Flamengo fez duas outras defesas, mas o resultado terminou favorável ao time carioca.
Ficha técnica: Flamengo 1 x 0 Atlético Paranaense
Campeonato Brasileiro 2016: 19ª rodada
Datas: 06/08/2016 [sábado]
Horários: 18h30
Local: Estádio Kleber Andrade, em Cariacica-ES
Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira (MG)
Auxiliares: Guilherme Dias Camilo (MG) e Celso Luiz da Silva (MG)
Público total: 19.036 pessoas
Público pagante: 17.139 pessoas
Flamengo: Alex Muralha, Pará, Réver, Rafael Vaz e Chiquinho; Márcio Araújo, Willian Arão, Fernandinho (Thiago Santos, aos 31′ do 2ºT) e Mancuello (Cuéllar, aos 47′ do 2ºT); Everton e Guerrero (Felipe Vizeu, aos 46′ do 2ºT).
Técnico: Zé Ricardo
Gol: Mancuello, aos 15′ do 2ºT (Flamengo)
Cartões amarelos: Chiquinho e Willian Arão
Atlético Paranaense: Santos; Léo, Paulo André, Thiago Heleno e Sidcley; Otávio e Hernani; Marcos Guilherme (Luciano Cabral, aos 22′ do 2ºT), Vinícius (Lucas Fernandes, aos 22′ do 2ºT) e Pablo; Walter (André Lima, aos 26′ do 2ºT).
Técnico: Paulo Autuori
Cartões amarelos: Pablo, Léo, Santos e Hernani