FBI admite erro que deixou autor de massacre comprar arma

11/07/2015 02:350 comments

Uma falha no sistema federal de revisão de antecedentes para adquirir armas de fogo permitiu que Dylann Roof cometesse o ataque contra uma igreja de Charleston, na Carolina do Sul, nos Estados Unidos, no qual nove fiéis negros morreram, informou nesta sexta-feira o diretor do FBI, James Comey. “O fato de que um erro nosso esteja relacionado com uma arma que esta pessoa usou para assassinar essas pessoas é muito doloroso”, assegurou Comey em um encontro com jornalistas. “Gostaria de voltar atrás no tempo”, acrescentou.

O funcionário explicou que quando Roof, de 21 anos, tentou adquirir uma escopeta em abril, o FBI realizou a revisão de seus antecedentes, mas não teve acesso a uma ocorrência na cidade de Columbia, a capital da Carolina do Sul, que relatava a prisão do jovem por consumo de drogas. Esse ponto teria impedido Roof de comprar armas.

De acordo com Comey, o erro do FBI aconteceu pelos trâmites burocráticos que dificultam o acesso por parte das autoridades federais aos documentos estaduais e locais. Por este motivo, a ficha criminal do jovem não estava disponível no Sistema Nacional Instantâneo de Revisão de Antecedentes Criminais.

Roof é considerado o responsável pela morte de nove fiéis negros durante o massacre no qual disparou indiscriminadamente contra as pessoas que estavam em uma igreja afro-americana de Charleston, aparentemente por motivos racistas.

Este incidente provocou um debate nos EUA sobre os símbolos da Confederação, já que o jovem venerava a bandeira confederada, além de outras referências de movimentos que pregam a supremacia branca, e tinha escrito um manifesto racista.

Como consequência, a bandeira confederada que tremulava em frente ao Legislativo estadual da Carolina do Sul foi retirada hoje após mais de meio século, depois que o Congresso estadual aprovou sua remoção.

Fonte: Terra

Mais de 150 mil migrantes cruzaram o Mediterrâneo desde o início de 2015

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Mais de 150.000 migrantes chegaram à Europa pelo Mediterrâneo desde o início do ano, afirmou a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Mais de 1.900 pessoas morreram durante a perigosa travessia do Mediterrâneo, segundo a OIM, que pediu “uma resposta coletiva e consequente da Europa”.

 Quase 77.000 migrantes alcançaram as costas gregas desde janeiro – contra 34.442 em 2014 – e 75.000 chegaram à Itália.

“Na média, mil pessoas desembarcam a cada dia nas ilhas gregas, a maioria em fuga da guerra na Síria”, disse William Spindler, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

“O número de chegadas é tão grande que, apesar de todos os esforços, as autoridades e as comunidades locais não conseguem mais enfrentá-las”, completou Spindler.

“A Grécia precisa de ajuda de forma urgente por parte da Europa”, destacou.

Macedônia e Sérvia, por onde costumam passar os migrantes que chegam à Grécia em sua viagem para o norte da Europa, também precisam de ajuda, segundo o porta-voz do ACNUR.

Na Itália, a Guarda Costeira anunciou nesta sexta-feira que resgatou 823 migrantes e recuperou 12 corpos na quinta-feira em oito operações de salvamento em alto-mar.

Alemanha e França anunciaram na quinta-feira que receberão quase um terço dos 60.000 migrantes a que a União Europeia prevê conceder asilo, com o objetivo de ajudar Itália e Grécia, os dois países que estão na linha de frente da onda migratória.

Fonte: G1

 

Líder grego admite ‘erros’ e cita avanços na proposta a credores

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O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, defendeu nesta sexta-feira (10), perante o Congresso da Grécia, avanços na proposta de acordo feita aos credores do país, mas admitindo que ela contém medidas “difíceis” e distantes do pacto eleitoral feito pela esquerda radical. Tsipras fez um discurso no Parlamento, onde deve ser votada nesta sexta a proposta enviada pelo governo grego na quinta-feira (9) ao Eurogrupo para receber ajuda financeira.

Em discurso no Parlamento, o chefe do executivo também reconheceu ter cometido “erros” durante os quase seis meses que está no poder, mas assegurou ter feito “tudo o que foi humanamente possível” para salvar a Grécia da ruína financeira.

O pacote de cortes de gastos do governo e aumento de impostos apresentado por Tsipras ao Eurogrupo foi visto como uma saída similar às medidas rejeitadas em um referendo no domingo (5).

Por isso, manifestantes se reuniram em frente ao parlamento para protestar contra a proposta. Do lado de dentro também houve protestos, com parlamentares exibindo cartazes com a palavra “oxi”, que quer dizer “não” em grego.

No discurso, Tsipras considerou que a Grécia está diante de “uma opção de grande resposabilidade”, que “leva ao dever nacional de manter o povo em vida”. Ele fez um apelo para que o congresso aprove o pacote de reformas submetido aos credores. “Pela primeira vez temos sobre a mesa uma discussão substancial para reestruturação da dívida”, afirmou o premiê.

Tsipras afirmou que a Grécia cumprirá o pagamento de € 6,8 bilhões em títulos que estão vencendo do Banco Central Europeu (BCE) em julho e agosto. O premiê afirmou ainda que o controle de capitais imposto aos bancos não forçará o governo a tomar novas medidas fiscais.

Gregos votam contra exigências de credores por empréstimo

30/05/2015 01:040 comments

Com dois terços dos votos apurados, o “não” parece ser o vencedor do plebiscito deste domingo na Grécia, com a população rejeitando a adoção de mais medidas de austeridade como forma de obter mais ajuda econômica de credores como a União Européia e o Fundo Monetário Internacional (FMI). As urnas fecharam às 13h (de Brasília) e, segundo o Ministério do Interior grego, 61% dos votos foi para o “não” contra 39% votando pelo “sim”.

Antes mesmo do fim da apuração, dezenas de milhares de pessoas foram para a praça Syntagma, no centro de Atenas, para celebrar o resultado. Em um pronunciamento na noite deste domingo, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, afirmou que não foi um voto contra a Europa, mas uma permissão para ele negociar uma solução viável para a crise do país e acrescentou que povo grego fez uma “escolha muito corajosa”. Tsipras afirmou ainda que o governo está pronto para voltar imediatamente para as negociações com os credores.

O partido do governo, o Syriza, fez campanha pelo “não, afirmando que as exigências dos órgãos internacionais para liberar mais ajuda econômica para o país eram humilhantes. E o resultado deste domingo mostrou que a maioria dos gregos optou por desafiar a pressão da comunidade internacional. A campanha pelo “sim” afirmava que a rejeição dos gregos poderia significar que o país fosse expulso da zona do euro.

Algumas autoridades da União Europeia também disseram que a vitória do “não” poderia ser vista como uma rejeição completa da possibilidade de negociação com os credores. Mas, autoridades do governo grego insistem que o resultado vai fortalecer sua posição e eles poderão chegar rapidamente a um acordo para a liberação de mais dinheiro. E, o governo do país já afirmou que os bancos gregos devem reabrir nesta terça-feira.

O ministro da Economia grego, Yanis Varoufakis, afirmou que o resultado foi um “grande sim à uma Europa democrática”. Varoufakis disse que a Grécia será “positiva” nas negociações com os credores

‘Governo popular’

Euclid Tsakalotos, o ministro do Exterior da Grécia, disse em entrevista ao canal de televisão local Star TV que duas coisas vão permitir que o país tente uma “solução que seja mais viável financeiramente” a partir do resultado da votação deste domingo. “Primeiramente, o governo agora tem um novo mandato popular e a segunda é o último relatório (do FMI) que afirma que a dívida grega é insustentável”, afirmou.

Há meses a Grécia estava em meio a uma negociação muito difícil com os credores internacionais até que, inesperadamente, o governo convocou um plebiscito no qual o povo do país teria que decidir se aceitava ou não as condições oferecidas. Os bancos gregos foram fechados e os saques em caixas eletrônicos foram limitados a 60 euros por dia. O Banco Central Europeu se recusou a dar ao país mais empréstimos de emergência.
Segundo o correspondente da BBC em Atenas, Mark Lowen, a festa que tomou as ruas de Atenas com a vitória do “não” no plebiscito não deve durar muito tempo.

“Há uma fatia considerável da nação grega profundamente insatisfeita com o que aconteceu. E o governo terá que unir um país dividido. Mais do que isso, é preciso chegar a um acordo com a zona do euro, e rápido”, afirmou. “Os bancos gregos estão ficando (com os fundos) criticamente baixos e vão precisar de outra injeção de fundos de emergência do Banco Central Europeu.”

Mas, segundo Lowen, a volta à mesa de negociações não deve ser fácil, já que o ministro da Economia grego, Yanis Varoufakis, até chamou a estratégia da zona do euro de “terrorismo”. “E com a crise nos bancos e a receita tributária caindo em meio à instabilidade, a economia grega se enfraqueceu de novo, tornando um acordo ainda mais difícil.”

Para o correspondente da BBC a retórica dura da zona do euro vai continuar. Mas agora o governo da Grécia terá uma resposta pronta: “colocamos suas exigências frente a um teste democrático – e elas foram rejeitadas”.

 

Fonte: Terra