Saúde pleiteia aumento das doses de vacina contra meningite

07/03/2019 09:090 comments
Vacinação  -  
Foto:Venilton Küchler

A Secretaria de Estado da Saúde está pleiteando junto ao Ministério da Saúde o aumento no número de doses da vacina contra a meningite, que está em falta em alguns municípios do Paraná. Emergencialmente, a secretaria fez o remanejamento dos estoques entre as várias Regionais de Saúde para evitar o desabastecimento, na medida do possível.

Vacinação –
Foto:Venilton Küchler

“Desde que o novo governo assumiu, detectamos a falta em alguns locais e acionamos o ministério imediatamente, mas ainda não temos uma posição oficial”, disse o secretário da Saúde, Beto Preto.

A região de Francisco Beltrão, um dos locais onde falta a vacina, registrou a morte de um adolescente de Pérola do Oeste que estudava em Capanema. O rapaz, de 16 anos, estava desde 1º de março no Hospital Regional do Sudoeste e morreu no dia 5.

Ainda não é possível saber o tipo de meningite, que está em análise no Laboratório Central do Estado (Lacen), mas a regional e o município tomaram as providências para proteger as pessoas que tiveram contato com o rapaz.

De acordo com a secretaria, o Paraná, assim como outros estados, está recebendo doses em quantidades insuficientes há mais de um ano. A demanda de meningogócica C conjugada é de 88 mil doses/mês e o ministério envia uma média de 66 mil, portanto, bem abaixo do necessário.

O secretário alerta que outros cuidados, além da vacinação, podem prevenir a meningite. Os principais são higiene, ventilação dos ambientes e não-compartilhamento de objetos.

CALENDÁRIO – As vacinas que fazem parte do calendário oficial são a Meningo C, a Pneumo 10-Valente, a Haemophilus influenzae e a BCG, que imuniza contra formas graves de tuberculose com possibilidades de evoluírem para meningite.

No caso da meningite do tipo B, a vacina não faz parte do calendário definido pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. Por isso, não está disponível na rede pública.

NÚMEROS – Em 2018, o Paraná teve 1.601 casos de meningite dos mais variados tipos, com 108 mortes. Estes são dados preliminares, assim como os deste ano, quando ocorreram 144 casos com 14 mortes.

A meningite é geralmente causada por uma infecção viral, mas também pode ter origem bacteriana ou fúngica. Além, ainda, por outros microorganismos, como parasitas, ou até por complicações de outras doenças, entre elas o sarampo e a pneumonia. Daí a importância de todas as pessoas estarem com as vacinas em dia, para ficarem imunizadas contra meningite de forma direta e indireta. As vacinas podem prevenir algumas formas de meningite.
A maior ocorrência da meningite está entre as causadas por vírus (60%), que costuma ser a forma benigna, com boa evolução para cura. Outros 30% são causados por bactérias – existem mais de 200 que podem provocar a doença. Elas ocorrem por complicações de outras doenças ou são transmitidas pelo contato entre pessoas. Os 10% restantes são causados por fungos ou protozoários.

Os principais sintomas da meningite são dor de cabeça, rigidez da nuca, febre, convulsão e vômito. Nas crianças abaixo de um ano, observa-se choro persistente e inchaço na moleira. Em alguns casos, o paciente pode também apresentar manchas vermelhas na pele (petequias).

AEN/PR

Paraná registra aumento de casos de dengue grave

08:090 comments
Paraná registra aumento de casos de dengue grave

Como é previsto nesta época do ano, com muita chuva e altas temperaturas, os casos de dengue estão crescendo em todo Estado. Na última semana, mais três municípios entraram em estado de alerta – Rancho Alegre (Centro-Oeste) Santa Mariana (Norte) e Capanema (Sudoeste). Já estavam nesta condição as cidades de Itambé e Moreira Sales. Em situação de epidemia continuam Uraí e Lupionópolis.

A situação é preocupante porque mais doze municípios apresentaram casos autóctones de dengue, ou seja, quando a doença é contraída no próprio local. No total, os casos autóctones aumentaram de 483 para 740, o que significa 53% de aumento, espalhados em 83 municípios. Entre importados e autóctones, o Paraná registra 798 casos de dengue (na última semana eram 536).

“Os números estão dentro da média esperada, porém a doença apresenta mais casos graves”, alerta o secretário estadual da Saúde Beto Preto, que, por isso, reitera a necessidade de uma vigilância efetiva por parte da população. “Mais uma vez pedimos a atenção da população, que pode contribuir, e muito, para amenizar a situação”, diz.

PARCERIA EDUCAÇÃO – Ele destaca, por exemplo, as várias atividades realizadas em parceria com a Secretaria Estadual da Educação e com alguns municípios, que aproveitaram os feriados de Carnaval para fazer um mutirão de conscientização contra a dengue.

Em Japurá, Tapejara, Rancho Alegre d’Oeste, Campina da Lagoa e São Manoel, por exemplo, as crianças fizeram várias atividades alertando para a contaminação da doença, para a qual não existe vacina. Em Moreira Sales, a Escola São José realizou o “Paradão contra a dengue”, quando crianças saíram pelas ruas, acompanhadas de professores, para divulgar os cuidados a serem tomados – limpar as ruas, quintais, virar tampinhas e potes, lavar o recipiente de comida dos cachorros, por exemplo.

CRESCIMENTO – Os casos autóctones apareceram nos municípios de Ampére, Missal, Altônia, Diamante do Norte, Querência do Norte, Lobato, Paranacity, Califórnia, Sertanópolis, Nova América da Colina, Santo Antonio do Paraíso e São Sebastião da Amoreira.

O número de casos graves também aumentou – eles ocorrem em Uraí, Foz do Iguaçu, Londrina e Sertanópolis. Além disso, o número de casos com sinais de alarme passou de 6 para 28; oito deles em estão em Cascavel, os demais em Uraí e Foz do Iguaçu. O Paraná registrou ainda um novo caso de chikungunya na cidade de Foz do Iguaçu, mas trata-se de um caso importado.

CUIDADOS – a população deve limpar os quintais todas as semanas, para evitar acúmulo de lixo que possa juntar água. Vasos de plantas também podem conter ovos ou larvas de mosquitos.

Os criadouros estão em qualquer acúmulo de água parada, por menor que seja; até em tampinhas de garrafa. Mas são encontrados com maior frequência em lixo, como resíduos plásticos, espalhados pelas ruas. É preciso atuar ativamente mantendo quintais limpos, sem acúmulo de lixo, pneus, garrafas, por exemplo; calhas, marquises e ralos.

Os pratos das plantas podem ser completados com areia grossa até as bordas ou ser lavados com água, bucha e sabão todas as semanas, para eliminar ovos do mosquito. Locais de armazenamento de água devem ser mantidos com tampas.

AEN/PR

Relatório mostra queda no número de homicídios no Paraná

27/02/2019 09:560 comments
Foto: Divulgação/AEN-PR

Relatório da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária mostra queda no número de homicídios dolosos no Paraná. Em 2018 foram 1.955 casos, o menor índice desde 2007, ano em que os dados começaram a ser contabilizados oficialmente. A redução é de 10,6% em comparação a 2017, que registrou 2.187 ocorrências e era até então o menor número do período. Em relação a 2007, o resultado do ano passado representa queda de 26%. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes foi de 17,22%.

Foto: Divulgação/AEN-PR

Dos 399 municípios do Paraná, 37% (146) não registraram homicídios entre janeiro e dezembro, e 28% (113) registraram apenas um ou dois homicídios no período. Os números foram divulgados pela Coordenadoria de Análise e Planejamento Estratégico (Cape) da Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária, nesta terça-feira (26).

Curitiba registrou 293 homicídios em 2018, uma queda de 21% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já na 2ª Área Integrada de Segurança Pública (AISP) de São José dos Pinhais, que compreende 22 municípios da Região Metropolitana de Curitiba, a redução foi de 17,6%. A tendência foi vista também em outras 12 AISP.

“Certamente um dos fatores que contribuíram com a redução da criminalidade no Estado, principalmente dos homicídios, é a integração entre as polícias e todos os outros órgãos que compõem a segurança pública”, afirma o secretário de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Luiz Felipe Carbonell.

“De um lado, a prevenção à criminalidade feita pela Polícia Militar e de outro a investigação criminal feita pela Polícia Civil que se somam ao trabalho da Polícia Científica e outros atores, sempre num todo em prol da comunidade paranaense”, disse ele. A integração é uma orientação do governador, Ratinho Junior, que está empenhado em investir em segurança pública para que os cidadãos de bem do Paraná possam andar tranquilos pelas ruas.”

REGIÕES – De acordo com o relatório, as maiores reduções ocorreram na 20ª Área Integrada de Segurança Pública (AISP) de Londrina (-46%), com cinco municípios; seguida da 11ª AISP de Cascavel (-30%), com 22 cidades; da 19ª AISP de Rolândia (-24%), com 16 municípios; da 18ª AISP de Apucarana (-22,5%), com 26 cidades e da 23ª AISP de Jacarezinho (-21,8%), com 22 municípios da região.

OPERAÇÕES CONJUNTAS – Para o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Péricles de Matos, a redução da criminalidade em todo o estado do Paraná é resultado de diversos aspectos. “Operações conjuntas com a Polícia Civil, a intensificação das operações da Polícia Rodoviária Federal e Rodoviária Estadual, dos batalhões da PM que atuam no estado. Juntos, formam um efeito sinérgico que eleva o Paraná dentro do panorama nacional, proporcionando um cenário favorável de redução, principalmente dos homicídios”.

O delegado-geral da Polícia Civil, Silvio Rockembach, cita ainda dois fatores que segundo ele contribuíram para a redução de homicídio ao longo dos anos. “O primeiro foi a intensificação e o combate sistemático ao tráfico de drogas, pois sabemos da estreita relação existente entre tráfico e homicídios, e o segundo fator importante foi o aumento do percentual de elucidação desses crimes pela Polícia Judiciária, pois na medida em que a equipe soluciona mais ocorrências acaba desestimulando a prática de novos homicídios”, afirmou.

AEN/PR

Ipem verifica bombas de combustíveis em todo Estado

22/02/2019 09:290 comments
Ipem verifica bombas de combustíveis em todo Estado

O Instituto de Pesos e Medidas do Paraná está verificando periodicamente, desde o dia dois de janeiro, bombas de combustíveis líquidos em todos os postos do Estado. Até a esta quinta-feira (21) já foram verificados 12.106 bombas, com a reprovação de 3.141 instrumentos. Em 2018, durante o ano, foram verificadas e fiscalizadas 45.198 bombas de combustíveis.

O Ipem, como órgão delegado para todas as atividades do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), intensificou essa ação depois que o Instituto Nacional reduziu a margem de erro para aprovação desses instrumentos, a partir do dia 1º de janeiro, nos casos em que resulte em prejuízo ao consumidor, que antes era de 0,5% passou para 0,3%.

Segundo o presidente do Ipem-PR, Rubico Camargo, o objetivo desse trabalho é verificar se o consumidor não está sendo lesado na compra de combustíveis, e principalmente certificar a segurança dos equipamentos dos postos.

Ele explica que os técnicos do Instituto conferem a regulagem das bombas, conferindo o volume de combustível medidos pelas bombas e se cada dispositivo da máquina, como mangueira, painel e bico, está em conformidade com os padrões determinados pelo Inmetro.

Após os testes, as bombas que tiverem sido aprovadas recebem as marcas de verificação do Ipem (selo e etiquetas) e o Relatório de Verificação Metrológica. Havendo irregularidade, em alguns casos, a bomba é lacrada e o estabelecimento é notificado e terá o prazo de 10 dias para solucionar o problema. A manutenção do equipamento deve ser feita obrigatoriamente por oficina credenciada junto ao Inmetro.

Rubico Camargo disse que essa verificação é de rotina no Instituto, que acontece durante todo o ano, como recomenta do Inmetro. Outras fiscalizações também acontecem aleatoriamente, ou após denúncias de irregularidades. Rubico também alerta que a qualidade do produto não é de responsabilidade do Ipem.

OUVIDORIA IPEM-PR – Em caso de dúvida, ou para fazer alguma denúncia, o cidadão deve entrar em contato com a Ouvidoria por meio do telefone 0800 645 0102, de segunda a sexta, de 8h às 12h e 13h às 17h, ou através do site do Ipem-PR: www.ipem.pr.gov.br, no link “Ouvidoria”.

AEN/PR

Paraná reforça necessidade de modernização de rodovias estaduais

21/02/2019 08:460 comments
Paraná reforça necessidade de modernização de rodovias estaduais

O governador Carlos Massa Ratinho Junior e o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, levaram nesta quarta-feira (20) ao Secretário Nacional de Transportes Terrestres, Jamil Megid Junior, a proposta de inclusão das rodovias PR-092 (Norte Pioneiro), PR-323 (Noroeste), PR-280 (Sudoeste), além da ligação entre Campo Mourão e Guarapuava, no pacote de concessões do governo federal. A reunião do grupo de trabalho aconteceu em Brasília.

Segundo o governador Ratinho Junior, a modernização das rodovias é fundamental para o Paraná ter uma estrutura adequada de escoamento da produção agropecuária. Segundo ele, a inclusão de trechos estaduais no pacote da União agilizaria a realização das melhorias necessárias.

“É a solução mais rápida, ganharíamos tempo. Essas rodovias não estão estruturadas para receber toda a demanda que já vêm recebendo nos últimos anos”, afirmou Ratinho Junior, reforçando que a produção rural do Paraná praticamente dobra a cada 10 anos. “Queremos deixar as rodovias mais apropriadas para o escoamento da produção e acima de tudo levar mais segurança para a população”.

Na reunião com técnicos do governo federal houve a apresentação de dados de demanda e de tráfego que explicam a necessidades de remodelação das rodovias para fomentar a economia regional e nacional, já que o Paraná é grande exportador de grãos e carnes. A partir da apresentação, o governo federal passa a qualificar as sugestões para viabilizar o ingresso no pacote de concessões.

COMITÊ – O Paraná e o governo federal criaram um comitê para discutir os pacotes de concessão de infraestrutura. O grupo de trabalho é composto por servidores da Secretaria de Infraestrutura e Logística e órgãos ligados ao Ministério da Infraestrutura. O governo federal pretende promover leilões de 23 concessões, incluindo portos e aeroportos, dentro dos 100 primeiros dias de administração federal.

ANEL DE INTEGRAÇÃO – O governador Carlos Massa Ratinho Junior já confirmou que o governo federal será responsável pelas concessões de rodovias que formam o Anel de Integração, inclusive os trechos estaduais, cujos contratos expiram em 2021. A União concordou com as exigências feitas pelo Estado, que passam pela redução de pelo menos 50% no valor das tarifas pagas pelos usuários e implantação de contornos rodoviários, principalmente nas maiores cidades.

AEROPORTOS – O governador do Paraná e o secretário Nacional da Aviação Civil, Ronei Glanzmann, definiram na semana passada que quatro aeroportos do Paraná integrarão o pacote de 20 aeroportos do Sul e Centro-Oeste que serão licitados pelo governo federal em março: Foz do Iguaçu, Londrina, Bacacheri (Curitiba) e Afonso Pena (São José dos Pinhais).

CORREDOR BIOCEÂNICO – O governador voltou a destacar na reunião desta quarta que o Paraná pretende ser um hub logístico entre Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país e a América do Sul. Um dos projetos para concretizar esse modelo é o do corredor bioceânico ligando os portos de Paranaguá e Antofagasta, no Chile.

A rede de ferrovias e rodovias integrariam os mais de 3 mil quilômetros que separam os portos. A ligação vai ajudar a desenvolver uma nova rota de exportação de produtos para a China.

AEN/PR

Paraná teve mais de quatro mil acidentes com aranha-marrom

14/02/2019 14:070 comments
Aranha Marrom  -  Foto: Venilton Kuchler/Arquivo SESA

O Paraná registrou 4.098 acidentes com aranha-marrom em 2018, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, o que representa uma diminuição em relação a 2017, quando houve 4.198 ocorrências no Estado.

A maior incidência ocorre em Curitiba e municípios da Região Metropolitana, que concentram aproximadamente 50% dos casos a cada ano, de acordo com levantamentos anuais feitos desde 2015.

Aranha Marrom – Foto: Venilton Kuchler/Arquivo SESA

Do início do ano até agora, já foram registrados 203 casos. Os períodos de calor propiciam uma maior frequência de picadas, pois as altas temperaturas aumentam o metabolismo destes animais, que se movimentam mais em busca de alimento e de um parceiro para reprodução.

“Essa movimentação aumenta também o encontro entre homem e animal, e com isso acontecem mais acidentes no período do verão, não só com aranhas, mas também com serpentes, escorpiões e lagartas”, afirma Emanuel Marques da Silva, biólogo da Divisão de Zoonoses e Intoxicações e coordenador do Programa Estadual de Vigilância de Acidentes por Animais Peçonhentos e Venenosos.

As aranhas-marrons procuram abrigo em locais secos, quentes e escuros, pois não suportam claridade. À noite, sai para caçar, em busca de alimento e da água que ele contém.

Cuidados

O controle químico (com inseticidas) não é recomendado na eliminação de animais peçonhentos, até para não intoxicar seres humanos e outras espécies.

O mais apropriado é fazer o manejo ambiental, com práticas simples que devem ser adotadas dentro das residências. “É preciso eliminar os quatro ‘As’ que garantem a sobrevivência desses animais: abrigo, acesso ao abrigo, alimento e água. Quando eliminamos qualquer um desses quatro ‘As’, estamos alterando o ambiente natural dele”, afirma o biólogo.

O acesso a abrigos da aranha-marrom pode ser as frestas de casas em paredes, rodapés, caixilhos de portas, que devem ser fechados com massa corrida ou outro material apropriado. “Isso vai diminuir a presença destes animais, pois não terão onde se esconder, e assim podem ser abatidos mais facilmente. Diminuindo a população, eles se reproduzem menos e infestam em menor quantidade as residências”, afirma Emanuel.

Viagem

O biólogo também chama a atenção para os períodos de férias, quando as pessoas voltam de viagem. É recomendado que os moradores vistoriem a casa, em especial dentro de sapatos e em roupas e toalhas encostadas em paredes ou no chão, que podem ser esconderijos de aranhas-marrons.

É importante também organizar materiais que estejam em caixas de papelão, livros velhos e outros objetos acumulados que podem se tornar abrigos para elas. O mesmo vale para materiais de construção fora de casa.

Tábuas devem ficar em pé, e não deitadas; assim como tijolos e telhas, que além de ficarem na posição vertical, devem estar a pelo menos 20 centímetros do solo, em um estrado ou outro suporte. Com estas medidas de manejo ambiental, as pessoas também não se intoxicam com produtos químicos.

Soro

Em caso de picada da aranha, a orientação é lavar o local do ferimento com água e sabão para mantê-lo limpo; não cobrir a ferida e nem fazer qualquer outro procedimento. Uma Unidade de Saúde deve ser procurada o mais rápido possível. Quanto antes for feito o diagnóstico, melhor vai ser a evolução do quadro, com a medicação adequada.

Em situações mais graves, a vítima poderá ser encaminhada para um hospital. Caso seja necessário, no paciente será feita uma soroterapia, mas este tratamento não ocorre com muita frequência. “Menos de 5% dos casos necessitam do uso do soro antiaracnídico ou soro antiloxoscélico, e somente um médico vai poder avaliar a necessidade”, afirma Emanuel da Silva. Apenas a rede SUS tem o soro disponível, que não é encontrado em hospitais particulares e não é comercializado.

Se for possível, o paciente deve levar a aranha capturada em um recipiente, esteja ela viva ou morta, para ajudar o médico na identificação do animal (isso vale também para ocorrências com escorpiões, lagartas ou outras espécies peçonhentas). Caso esteja morta, é preciso colocar um pouco de álcool no recipiente para preservar o animal, que se deteriora muito facilmente.

AEN/PR