Outono começa nesta terça com previsão de chuva no Paraná

19/03/2018 11:140 comments
Outono em Curitiba. Bosque do Papa.
Foto: José Fernando Ogura

O outono começa às 13h15 desta terça-feira (20) e termina às 7h07 de 21 de junho. Segundo a previsão climática do Simepar – Sistema Meteorológico do Paraná, a estação entra com chuvas e temperaturas variando de 18ºC a 32ºC no Estado.

Outono em Curitiba. Bosque do Papa.
Foto: José Fernando Ogura

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam a probabilidade de um pequeno aumento de chuvas no Sul do continente americano, confirmando o comportamento histórico do clima no Paraná durante o outono. “As chuvas devem variar muito entre as regiões, porém as variações, tanto acima quanto abaixo, ficam próximas à normalidade climatológica”, observa o meteorologista do Simepar, Cezar Duquia.

A previsão indica chuvas dentro da normalidade nas regiões Central e Centro-Sul do Paraná. No Oeste, Sudoeste e Noroeste, a tendência é de chuvas um pouco acima da normalidade durante a estação. As ocorrências devem diminuir um pouco no Litoral, na Região Metropolitana de Curitiba e no Norte Central. Em todo o Sul Brasil, segundo o Inmet, os volumes totais de chuvas devem variar entre 150 e 400 milímetros.

“A estação caracteriza-se pelo aumento de aglomerados de nuvens que podem causar drásticas alterações nas condições atmosféricas”, explica Duquia. Enfraquecido durante o verão, o fenômeno La Niña – que resfria as águas do Oceano Pacífico – continua a perder força, conforme sugere a análise dos dados da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA).

O outono costuma registrar nevoeiros e geadas mais frequentes nas regiões serranas do Sudeste e do Sul do país. A partir de maio, ondas de frio tornam-se mais constantes devido às frentes que se deslocam na área. Segundo o boletim do Inmet, as temperaturas tendem a ficar mais amenas devido à entrada de massas de ar frio: as mínimas devem oscilar entre 12ºC e 18ºC e as máximas entre 18ºC e 28ºC.

AGRICULTURA – Quanto mais tarde o milho safrinha for semeado, maior é o risco para as lavouras, que ficam suscetíveis a danos e perdas por geadas a partir de maio, alertam as pesquisadoras em agrometeorologia do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Heverly Morais e Angela Costa. Semeado com atraso devido à colheita tardia da soja causada pelo excesso de chuvas no verão, o milho safrinha estará em estágio de floração e frutificação.

A cultura do trigo deve desenvolver-se normalmente, pois estará na fase vegetativa, tolerante a baixas temperaturas. Em caso de previsão de geada, as plantações de hortaliças e café devem ser protegidas conforme as orientações técnicas do Iapar.

Em meados de maio o Simepar inicia o serviço Alerta Geada, especialmente desenvolvido para orientar agricultores durante o outono e o inverno. Boletins diários são publicados nas páginas dos órgãos – http://www.simepar.br e http://www.iapar.br – e avisos são enviados por celular a agricultores cadastrados.

COLHEITAS – De origem latina, a palavra outono significa época propícia para as colheitas. Suas principais características são a queda das folhas das árvores em nuances amarelas e vermelhas e dos frutos amadurecidos sobre a terra, o tom acinzentado do céu, o abrandamento das temperaturas e as noites que começam mais cedo. Nas artes, a estação está associada a nostalgia, melancolia e introspecção.

Agropecuária cresceu 11,5%, melhor resultado em quatro anos

16/03/2018 15:160 comments
Agropecuária cresceu 11,5%, melhor resultado em quatro anos

A agropecuária do Paraná teve em 2017 o melhor desempenho em quatro anos. A safra recorde de grãos e o bom resultado da pecuária fizeram o Produto Interno Bruto (PIB) do setor crescer 11,5% no ano passado. Sozinha, a agropecuária adicionou R$ 35,9 bilhões à economia do Estado, de acordo com dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).

O setor foi um dos principais responsáveis pelo fim da recessão no Paraná. A agropecuária respondeu por 9,8% do PIB do Estado em 2017. No Brasil, o setor primário respondeu por 5,3%.

Desde 2013, quando cresceu 18%, a agropecuária não registrava um avanço acima de dois dígitos no Estado. Maior produtor de carne e segundo maior produtor de grãos do País, o Paraná respondeu por 12% da produção agropecuária brasileira. No ano anterior, a participação havia sido de 11,8%.

“Tivemos a maior e melhor safra da história do Paraná, e a produção de frango, suínos e peixes, além de madeira e leite, continuou a ter um papel importante na cadeia da agropecuária” diz o secretário da Agricultura, Norberto Ortigara.

DESTAQUE NACIONAL – O Paraná se destacou nas principais culturas em 2017, de acordo com números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Respondeu por 17,2% da produção de soja, 18,4% de milho, 52,2% de trigo, 21,7% de feijão, 57,9% de cevada, 71,4% de centeio, 21,7% de aveia e 1,3% de arroz.

Na pecuária, se consolidou como o maior produtor do País, resultado puxado, principalmente, pelo frango (30,9% do total de toneladas produzidas do Brasil) e de suínos (21%).

Maior produtor de madeira do Brasil, o Estado também aumentou sua participação na silvicultura nacional. Em 2017, respondeu por 24,6% da produção de madeira em tora do País. Em 2015, essa participação havia sido de 22,2%.

“O Paraná se sobressai na produção agropecuária nacional mesmo tendo apenas 2,3% do território nacional e sem ter mais espaço para onde expandir a área de plantio, ao contrário dos estados do Centro-Oeste. É graças, principalmente, às elevadas produtividades que o Paraná consegue expandir a produção”, diz Julio Suzuki Júnior, diretor-presidente do Ipardes.

RECORDE – Em 2017, além das novas tecnologias aplicadas no campo, o clima colaborou no recorde de produção de grãos. “O clima ajudou muito durante o desenvolvimento dos cultivos. Nas fases cruciais do plantio deu tudo certo. Com isso, o Paraná registrou produtividades muito acima das médias históricas em várias culturas”, afirma Francisco Simioni, diretor-geral do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.

Ele lembra que o milho rendeu 9,5 mil quilos por hectare, contra uma média de 8,7 mil quilos. A soja registrou produtividade de até 4 mil quilos por hectare, sendo a média de 3,6 mil. A safra de verão, principal do Estado, somou o recorde de 25,3 milhões de toneladas.

PROJEÇÕES POSITIVAS – Para 2018, embora a produção deva voltar para patamares históricos – em torno de 22,7 milhões de toneladas, as projeções são positivas. “Os preços internacionais melhoraram e estão sustentados. A demanda maior da China, a quebra da safra da Argentina e a redução dos estoques mundiais de soja e milho devem manter as cotações em patamares mais elevados” diz Simioni.

Na safra 2017/2018, o produtor, de olho nos preços, plantar soja ao invés do milho, que rende menos por hectare. A área destinada à produção de milho da primeira safra foi reduzida em 35%, para 332,8 mil hectares no Estado. A área da soja, por outro lado, aumentou 4% – para 5,46 milhões de hectares.

“A safra paranaense de grãos será menor, mas dentro dos patamares históricos. Será uma produção respeitável e que contará com preços melhores, o que será bom para os produtores e para o PIB do Estado”, diz o secretário Ortigara.

EFEITO NO PIB – Em 2018, a agropecuária deve contribuir para o crescimento do PIB principalmente pelo seu efeito indireto na economia. “Com mais dinheiro com a venda da safra, o produtor rural deve ajudar a movimentar o comércio e os serviços em especial no Interior do Estado”, diz Suzuki Júnior, do Ipardes.

AEN/PR

Caixa rompe contrato e lotéricas deixam de receber fatura de luz

13/03/2018 09:160 comments
Caixa rompe contrato e lotéricas deixam de receber fatura de luz

A Copel informa que a Caixa Econômica Federal rescindiu, unilateralmente, o convênio que mantinha com a empresa para pagamento das faturas de energia nas casas lotéricas. A Copel está recorrendo da decisão do banco na Justiça. Porém, caso se concretize, a rescisão do contrato vale a partir do dia 13 de março.

De praxe no mercado, as empresas pagam uma taxa por fatura para que os bancos aceitem o pagamento. O contrato da Copel com a Caixa Econômica foi renovado em janeiro, com reajuste com base no INPC conforme previsto em cláusula contratual, e possui vigência até janeiro de 2019. No entanto, em fevereiro o banco reivindicou um reajuste de 47% nesta taxa.

Para a Copel analisar este aumento na taxa exigido pela Caixa Econômica é essencial que o banco forneça documentos que comprovem esta necessidade. No entanto, a Caixa Econômica ainda não os forneceu. Assim, visando a defesa dos seus clientes, a Copel está adotando as medidas possíveis para resolver este impasse.

Ressaltamos que os clientes que costumam usar as lotéricas para pagar sua fatura de energia continuam a ter toda a rede arrecadadora da Copel à sua disposição.

A rede arrecadadora da Copel está presente em todos os municípios atendidos pela Companhia e é composta por bancos, mercados, farmácias, grandes lojas varejistas, entre outras. A lista completa da rede arrecadadora da Copel pode ser acessada em www.copel.com

Agência Estadual de Notícias

Operação da PF combate desvio de recursos públicos em universidade no Paraná

09:010 comments
Campus da UTFPR é um dos alvos da operação. Foto: Divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira, 13, a Operação 14 Bis para investigar a atuação de gestores e empresas que se uniram para fraudar licitações e contratos na Universidade Tecnológica Federal do Paraná UTFPR – Campus Cornélio Procópio. Segundo a PF, há indícios de desvios de cerca de R$ 5,7 milhões.

Campus da UTFPR em Cornélio Procópio é o alvo da operação. Foto: Divulgação

“As investigações apontaram a ocorrência de irregularidades graves em contratos celebrados entre a universidade e empresas que prestaram serviços de manutenção predial, manutenção de ar-condicionado, manutenção de veículos, fornecimento de materiais de construção e serviços de reprografia”, diz a nota da Polícia Federal.

Estão sendo cumpridos 20 mandados de prisão temporária e 26 de busca e apreensão, além de sequestro e indisponibilidade de bens em endereços nas cidades de Uraí, Cornélio Procópio, Nova América da Colina e Maringá, todas no Paraná.

Ao tomar conhecimento da denúncia, a universidade imediatamente adotou medidas no âmbito administrativo, entre elas, a realização de auditorias, além da demissão, mediante processos administrativos disciplinares, de servidores envolvidos nas fraudes”, destaca a PF.

Os presos estão sendo levados para a Delegacia de Polícia Federal em Londrina onde permanecerão à disposição da Justiça. O nome da operação, 14 Bis, é uma alusão à empresa criada pelos investigados para facilitar os desvios de recursos.

Agência Brasil

Paraná está em terceiro lugar na geração de empregos

06/03/2018 08:520 comments
Arquivo/Agência Brasil

O Paraná começou o ano de 2018 gerando 6.195 empregos em microempresas com até nove empregados, apenas em janeiro. No primeiro mês do ano, o Estado ficou em terceiro lugar no ranking nacional na geração de empregos, atrás apenas de São Paulo e Rio Grande do Sul, que são maiores em termos de população. O saldo representou 53,2% do total de empregos no Estado.

Arquivo/Agência Brasil

Os dados foram divulgados na sexta-feira (2) pelo Ministério do Trabalho, através do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O setor que mais contribuiu foi o de serviços, com 53,4%, seguido pela indústria (confecções, etc), responsável por 15,9% dos postos de trabalho. Construção civil, comércio e agropecuária vêm na sequência, com respectivamente 12%, 9,4% e 9,3%.

O município com melhor resultado foi Curitiba, responsável por 1.144 vagas, ou 18,5% do total. Em seguida, aparecem Londrina, Maringá e Cascavel, com 6,3%, 5,4% e 5,2% do total.

Em 2017, as microempresas do Paraná com até nove empregados geraram 43.989 postos de trabalho com carteira assinada. Foi o melhor resultado entre os Estados da Região Sul, e o quarto melhor do País. Os setores de serviços e comércio registraram os números mais elevados no Estado.

EMPREENDEDORISMO – O diretor-presidente do Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social), ligado à Secretaria de Planejamento e Coordenação Geral, Julio Suzuki Júnior, disse que o resultado deve-se ao crescimento econômico do Estado, que, por sua vez, reflete o empreendedorismo do empresariado paranaense e as políticas do governo estadual.

Segundo ele, o processo de recuperação do emprego no Paraná pode ser fortemente atribuído às microempresas do Estado. Suzuki Júnior comentou a importância da terceira colocação do Paraná no ranking nacional. “São Paulo e Rio Grande do Sul, que ficaram à frente, são maiores em termos populacionais e têm mais empresas e microempresas que o Paraná”, disse.

AEN/PR

Ex-deputado é condenado a 9 anos e 4 meses de prisão por homicídio

01/03/2018 09:190 comments
Carli Filho é condenado. Foto: Reprodução

O Tribunal do Júri de Curitiba condenou o ex-deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho a 9 anos e 4 meses de prisão por duplo homicídio com dolo eventual pelas mortes, em 2009, de Gilmar Rafael Souza Yared e Carlos Murilo de Almeida. O ex-deputado foi a júri popular nesta terça e quarta-feira, 27 e 28 de fevereiro.

Carli Filho é condenado. Foto: Reprodução

O corpo de jurados acatou a tese do Ministério Público do Paraná, que sustentou que o ex-deputado assumiu o risco de matar ao dirigir em alta velocidade e após ingerir bebida alcoólica.

No primeiro dia de julgamento (terça), foram ouvidas seis testemunhas de acusação e defesa, além do ex-deputado. Nesta quarta-feira, ocorreu o debate entre acusação e defesa – momento em que as duas partes sustentam suas teses sobre o ocorrido para os jurados. Na sequência, os jurados se reuniram para proferir a decisão do Conselho de Sentença e, por fim, o juiz proclamou a sentença, lida em plenário diante do réu e de todos os presentes. Cabe recurso da decisão.

No julgamento, o MPPR sustentou que o ex-deputado não poderia estar dirigindo na noite do acidente por uma série de motivos, como a embriaguez e as reiteradas tentativas de algumas pessoas de dissuadir o réu de dirigir naquela situação, além do excesso de multas (22 por excesso de velocidade). “A partir do momento em que ele faz tudo isso, assume o risco de matar. Quanto maiores as circunstâncias, maior a culpabilidade, a responsabilidade do acusado: ele dirigiu sem habilitação, bebeu, foi advertido para não dirigir e trafegou em alta velocidade”, ressaltaram os promotores durante o júri.

Os promotores destacaram ainda que o colegiado teve a oportunidade de mudar a mentalidade no país, ao decidir pelo dolo eventual, ou seja, de condenar o ex-deputado por sua conduta de assumir o risco de matar ao dirigir nessas circunstâncias.

Fonte: MP/PR

Ex-deputado acusado de duplo homicídio com dolo eventual vai a Júri popular nesta terça e quarta

27/02/2018 09:280 comments
Ex-deputado acusado de duplo homicídio com dolo eventual vai a Júri popular nesta terça e quarta

Nesta terça-feira, 27 de fevereiro, às 13 horas, terá início o julgamento do ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho, acusado de duplo homicídio com dolo eventual pela morte, em 2009, de Gilmar Rafael Souza Yared e Carlos Murilo de Almeida. Por se tratar de um crime doloso contra a vida, o julgamento, que está previsto para prosseguir até quarta-feira (28), será realizado pelo Tribunal do Júri, instância em que a decisão cabe a um conselho de jurados formado por cidadãos da cidade onde ocorreu o crime.

O ex-deputado foi denunciado pelo MPPR ainda em 2009 e, após uma série de recursos apresentados pela defesa no Tribunal de Justiça do Paraná, no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal, o julgamento foi marcado. Pelo Ministério Público do Paraná, atuarão na acusação os promotores de Justiça Marcelo Balzer Correia (autor da ação contra o ex-deputado em 2009) e Paulo Markowicz de Lima.

O MPPR sustenta a ocorrência de duplo homicídio com dolo eventual, ou seja, que o ex-deputado assumiu o risco de matar, ao dirigir em alta velocidade e após ingerir bebida alcoólica. Além disso, o MPPR acusa Carli Filho de violar a proibição de dirigir, já que ele estava com a carteira de habilitação suspensa no momento do acidente por excesso de multas e pontos.

O julgamento – O julgamento terá início após a definição dos jurados. Entre um grupo de 25 pessoas previamente convocadas pela Justiça, serão definidos, por sorteio, os sete que irão compor o Conselho de Sentença. Em seguida, serão ouvidas as testemunhas: são 12 no total, de acusação e de defesa. Na sequência, é realizado interrogatório com o réu, e depois ocorre o debate entre acusação e defesa – momento em que as partes sustentam suas teses sobre o ocorrido para os jurados, os quais se reúnem após as falas para proferir a decisão do Conselho de Sentença. Por fim, o juiz proclama a sentença, que é lida em plenário diante do réu e de todos os presentes. Confira aqui matéria especial sobre como funciona e o que caracteriza o Tribunal do Júri.

Fonte: MPPR

DER contesta alegações do Ministério Público Federal sobre tarifas de pedágio

26/02/2018 09:180 comments
Técnicos do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) contestaram nesta sexta-feira (23) alegações apresentadas pelo Ministério Público Federal (MPF) a respeito das tarifas de pedágio no Paraná e questionaram as razões da inclusão da autarquia na 48a. fase da Operação Lava Jato.
Curitiba, 23/02/2018.
Foto: Divulgação DER

Técnicos do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) contestaram na sexta-feira (23) alegações apresentadas pelo Ministério Público Federal (MPF) a respeito das tarifas de pedágio no Paraná e questionaram as razões da inclusão da autarquia na 48a. fase da Operação Lava Jato. A equipe explicou a rotina de trabalho que é aplicada para autorizar qualquer alteração tarifária, demonstrando que o ato não depende de uma única pessoa e sim de cálculos que têm como base as condições impostas pelos contratos de concessão assinados em 1997.

Técnicos do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) contestaram nesta sexta-feira (23) alegações apresentadas pelo Ministério Público Federal (MPF) a respeito das tarifas de pedágio no Paraná e questionaram as razões da inclusão da autarquia na 48a. fase da Operação Lava Jato.
Curitiba, 23/02/2018.
Foto: Divulgação DER

Em entrevista coletiva, os técnicos consideraram um equívoco dos procuradores federais a acusação de que as obras da concessionária Econorte foram superfaturadas a partir de auditoria que utilizou como parâmetro a tabela do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), da Caixa Econômica Federal. Ocorre que estes valores não se aplicam a obras de infraestrutura de transporte. A tabela citada é para obras urbanas.

O governo federal inclusive emitiu, em 2013, o decreto 7.983 que trata do Sinapi. O artigo terceiro do texto desobriga a utilização dos valores para “serviços e obras de infraestrutura de transporte”. No caso, a norma é adotar o Sistema de Custos Referenciais de Obras (Sicro), do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

“As obras contempladas na concessão são executadas conforme valores contratuais – com base em 1997 – que são reajustados por índices também contratuais. As obras não previstas em contrato e incluídas e negociadas em termos aditivos têm seus preços referenciados pelas tabelas do DNIT ou do DER-PR”, enfatizou o novo diretor-geral do DER-PR, Paulo Montes Luz.

Ele explicou que durante o período da concessão ocorreram desequilíbrios econômico-financeiros, principalmente em razão de decisões políticas, que precisavam ser corrigidos. “As distorções foram corrigidas por determinação do Tribunal de Contas da União [em 2012] e acatadas pela atual gestão”, afirmou, completando que o TCU também recomendou a inclusão de cláusula de revisão periódica dos contratos e mais termos aditivos para que não fique um passivo no final do contrato.

ADITIVO NECESSÁRIO – Segundo Luz, o objetivo do termo aditivo firmado com a Econorte em 2014 foi exatamente eliminar os passivos e descartar eventual necessidade de prorrogação obrigatória da concessão ao final do contrato. “Temos absoluta convicção do procedimento correto executado por esta autarquia com relação às revisões contratuais”, afirmou.

Ele ressaltou que os procedimentos adotados pelas equipes técnica e jurídica do DER corrigiram 21 pontos de desequilíbrio contratual com a concessionária e demandaram mais de 2 anos para sua conclusão.

Luz salientou que o estudo da Fundação Instituto de Administração-SP (FIA) sugerindo uma redução de tarifa – mencionado pelos procuradores da Lava Jato – foi baseado em dados preliminares. Após aprofundar as análises, a própria instituição apontou a necessidade de correção, que resultou em degraus tarifários. O termo aditivo, de 2014, foi validado pela FIA, analisado e homologado pela Agepar (Agência Reguladora do Paraná) e encaminhado à União (Ministério dos Transportes) e ao TCU.

TRANSPARÊNCIA – Montes Luz afirmou que o DER nunca se furtou a prestar informações e esclarecimentos aos órgãos de controle externo. Na questão da Operação Integração, os esclarecimentos prévios foram feitos ao Ministério Público Federal, inclusive com o convite para que os procuradores acompanhassem o trabalho diário da autarquia para entender o funcionamento do processo.

Além disso, todos os termos aditivos firmados estão publicados e disponíveis no site www.der.pr.gov.br.

VALOR DA TARIFA – De acordo com o diretor-geral, o DER reconhece o valor elevado da tarifa de pedágio no Paraná. Ele explica, porém, que isso decorre de um contrato celebrado há mais de 20 anos (1997) e que os reajustes são aplicados a partir de uma fórmula paramétrica composta por 7 índices setoriais de serviços rodoviários, cada um com um peso.

“O cenário econômico à época era pautado por incertezas e por elevadas taxas de juros e índices inflacionários”, apontou Luz. Por isso, diz, “não é válido comparar os contratos [do Anel de Integração] com os firmados em outros estados, tendo em vista a época da celebração do contrato, a quantidade de investimentos, o volume de tráfego, o custo operacional e o prazo da concessão serem diferentes”.

RESPONSABILIDADE – Cabe ao DER a fiscalização da execução dos contratos de concessão dentro dos limites legais e contratuais, garantindo a qualidade das obras, da operação e a prestação do serviço adequado aos usuários. “Contratos firmados entre as concessionárias e terceiros são de exclusiva responsabilidade das concessionárias, bem como eventuais preços superiores aos valores contratualmente previstos. Seus resultados não impactam no cálculo da tarifa de pedágio”, ressaltou o diretor-geral.

PARTICIPAÇÃO – Além do diretor-geral, participaram da entrevista coletiva o procurador jurídico do DER-PR, Edson Luiz Amaral; o coordenador de concessões, Roberto Abagge; e o assessor jurídico Rodrigo Lopes de Assis.

Lava Jato diz que diretor do DER recebeu propina para aumentar pedágio no Paraná

22/02/2018 17:040 comments
Diretor do DER, Nelson Leal Junior foi preso pela PF. Foto:Divulgação/AENPr

A 48ª fase da Operação da Lava Jato, batizada de Integração, deflagrada nesta quinta-feira  (22), tem, entre os seis presos, o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná (DER/PR), Nelson Leal. As suspeitas são de que o diretor tenha recebido propina da concessionária Econorte, do grupo Triunfo, para aprovar aditivos que resultaram no aumento da tarifa de pedágio cobrada na rodovia que constitui o chamado Anel de Integração.

Diretor do DER, Nelson Leal Junior foi preso pela PF. Foto:Divulgação/AENPr

Segundo os investigadores, Nelson Leal adquiriu “de forma oculta” um apartamento de luxo em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, no valor de R$ 2,5 milhões. Deste total, “aproximadamente R$ 500 mil foram pagos em espécie ou com recursos cuja origem não foi identificada nas contas do investigado”, informou o procurador Diogo Castor de Mattos, do Ministério Público no Paraná. Leal teria sido beneficiado também com o pagamento do aluguel de um iate de luxo.

O DER é subordinado à Secretaria de Infraestrutura do estado, que tem à frente o irmão do governador Beto Richa, José Richa Filho. Até o fechamento desta reportagem, a secretaria aguardava posicionamento da área jurídica para se manifestar sobre o ocorrido.

Outro denunciado pelo Ministério Público Federal no Paraná é o assessor da Casa Civil do estado Carlos Felisberto Nasser, que não foi preso por causa da idade avançada. De acordo com a assessoria do governo do Paraná, Nasser, que tem cerca de 80 anos, ocupava um cargo de terceiro escalão em departamento que coordena ações políticas voltadas ao relacionamento com prefeituras e órgãos públicos.

Em entrevista coletiva, o procurador Diogo Castor de Mattos disse que está investigando “aditivos dos quais participam vários servidores públicos” do estado do Paraná, o que deve expandir o caso para outras concessionárias que atuam no estado. Segundo o investigador, “até o momento, não há indicativo de que o governador Beto Richa tenha participado de forma ativa” dos ilícitos.

Investigações feitas em novembro de 2016 pelo MP indicaram que o grupo ligado à concessionária responsável pelo Anel de Integração usou operadores financeiros já investigados pela Lava Jato – no caso, Rodrigo Tacla Duran e Adir Assad. Os operadores auxiliavam o grupo na produção de dinheiro em espécie ou na operacionalização de pagamentos de propina no exterior por intermédio de movimentação entre contas offshores.

A Econorte depositou mais de R$ 1 milhão em favor de Tacla Duran entre 2012 e 2014. Na época, foi comprovado que tais valores foram repassados sem que qualquer tipo de serviço tivesse sido prestado. Outras empresas relacionadas ao Grupo Triunfo depositaram mais R$ 5 milhões na conta de Rodrigo Tacla Duran, além de  R$ 26 milhões para empresas de fachada do operador financeiro Adir Assad.

Ainda conforme o Ministério Público, dados da quebra de sigilo bancário judicialmente autorizada demonstraram que, entre 2005 e 2015, a concessionárias recebeu aproximadamente R$ 2,3 bilhões provenientes de tarifas pagas pelos usuários. Deste total, R$ 343 milhões foram repassadas a uma subsidiária em contratos de conservação de rodovias, que enviou R$ 110 milhões à holding do grupo, e “pelo menos R$ 63 milhões a empresas de fachada ou sociedades cuja prestação de serviços ou entrega de produtos não foi comprovada, acrescentou o MP.

Fraude tributária

Segundo o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, o caso envolvendo a concessão da rodovia à iniciativa privada representa um “claro indicativo de que privatizações não necessariamente levam ao fim da corrupção”, uma vez que há “sérios indícios de pagamentos e desvios que chegam a servidores públicos”.

Ele acrescentou que as despesas apresentadas pela Econorte geraram fraude tributaria, o que foi confirmado pelo auditor fiscal da Receita Federal Roberto Leonel.

“Uma das concessionárias pagou despesas a uma subsidiaria que, na verdade é uma empresa irmã. Toda a receita dessa empresa vinha dessa concessionária que atendia praticamente 70% de toda despesa operacional. Isso resulta na redução do lucro tributável”, disse o auditor da Receita durante a entrevista à imprensa.

Em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação, o governador Beto Richa informou que já determinou “pronta instauração de processo de investigação para esclarecimento de eventuais irregularidades apontadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal”. A investigação será conduzida pela Controladoria- Geral do Estado.

De acordo com a nota, tanto os contratos quanto os aditivos relacionados ao chamado Anel de Integração foram conduzidos pelo DER, e todos terminaram submetidos ao crivo da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná, que homologou seus termos.

“Quanto aos fatos que envolvem o sr. Carlos Nasser, [o governo do Paraná] esclarece que ele exercia a função de assessor político junto à Casa Civil, cargo de terceiro escalão, sem qualquer vínculo com o Gabinete do Governador.  Em razão disso, o governador determinou o seu imediato afastamento do cargo, até a apuração completa dos fatos”, concluiu a nota.

Agência Brasil

Saúde alerta para cuidados com a dengue no final do verão

21/02/2018 09:300 comments
Fêmeas do Aedes aegypti transmitem doenças como dengue e zika por meio da picada em seres humanos. Insetos geneticamente modificados podem reduzir a quantidade de larvas.
Crédito: Divulgação / Portal Brasil/ em: http://www.mcti.gov.br/noticia/-/asset_publisher/epbV0pr6eIS0/content/%E2%80%98aedes-do-bem%E2%80%99-liberado-pela-ctnbio-ajuda-a-combater-o-mosquito-da-dengue;jsessionid=1CD7C5D68ECE6E2EA95796A13A8E7405

Com o término do período de férias de verão, turistas ou proprietários de imóveis, no Litoral ou locais de veraneio, não devem esquecer os cuidados necessários para evitar a presença do mosquito da dengue.

A orientação da Secretaria de Estado da Saúde é que ao deixarem suas casas os veranistas fiscalizem quintais e outros espaços a fim de eliminar qualquer tipo de recipiente que acumule água da chuva e contribua na proliferação do mosquito.

Crédito: Divulgação / Portal Brasil/ em: http://www.mcti.gov.br/noticia/-/asset_publisher/epbV0pr6eIS0/content/%E2%80%98aedes-do-bem%E2%80%99-liberado-pela-ctnbio-ajuda-a-combater-o-mosquito-da-dengue;jsessionid=1CD7C5D68ECE6E2EA95796A13A8E7405

Segundo a chefe do Centro de Vigilância em Saúde, Ivana Belmonte, o verão é uma das épocas do ano mais propícias para alta ocorrência do Aedes aegypti, principalmente com a ocorrência de calor e chuvas  constantes.

“Na pressa do retorno, as pessoas fazem as malas e acabam esquecendo medidas simples, que não gastam muito tempo, mas que podem prevenir dores de cabeça no futuro”, diz.

Ivana explica que quinze minutos são suficientes para prevenção contra o mosquito. Basta conferir alguns itens antes de fechar o imóvel e retornar para viagem, como tampar os ralos, fechar a tampa do vaso sanitário ou vedá-lo com plástico, remover a água de aparelhos de ar-condicionado e geladeiras, eliminar qualquer recipiente do quintal que acumule água da chuva, limpar as calhas  e, se houver piscina, providenciar que haja manutenção periódica.

Ainda enfatiza que cada morador pode fazer vistorias semanais em seus imóveis. “Não é necessário grande quantidade de água para que o mosquito se reproduza, basta ter água acumulada e calor. O cuidado deve ser permanente para evitar complicações”, acrescenta Ivana.

BOLETIM – Divulgado nesta terça-feira (20), o boletim técnico da Secretaria da Saúde informa a ocorrência de 487 casos e nenhuma morte por dengue no Paraná desde agosto de 2017.

O boletim detalha também o comportamento das outras duas doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Até agora, são onze casos de chikungunya, sendo cinco importados de outras localidades, e nenhum caso de zika no Estado.