Indústria do Paraná recupera espaço nas exportações

10/06/2016 12:320 comments
Indústria do Paraná recupera espaço nas exportações

Indústria do Paraná recupera espaço nas exportações. Foto: Arquivo APPA

Depois de sofrer nos últimos anos com o câmbio desfavorável para as exportações, a indústria do Paraná, puxada pelo setor automotivo, vem recuperando espaço no mercado externo em 2016, mostram dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, compilados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).

Nos primeiros cinco meses de 2016, as exportações de automóveis do Paraná cresceram 116,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, de US$ 103,7 milhões para US$ 224,2 milhões. As vendas externas de veículos de carga, principalmente caminhões, subiram 231,8%, de US$ 26,3 milhões para US$ 87,4 milhões. As encomendas de partes de motores para veículos subiram 44,9%, passando de US$ 37 milhões para US$ 48,3 milhões. As vendas de tratores, por sua vez, cresceram 34,5%, com evolução de US$ 53,9 milhões para US$ 72,5 milhões.

“A indústria, especialmente a automotiva, vem aproveitando o dólar favorável para retomar exportações e compensar a queda nas vendas no mercado interno”, diz Julio Suzuki Júnior, diretor presidente do Ipardes.

CONTRIBUIÇÃO – As vendas da indústria puxaram o resultado geral das exportações do Paraná nos primeiros cinco meses do ano, que passaram de US$ 5,6 bilhões de janeiro a maio de 2015, para US$ 6,4 bilhões no mesmo período de 2016 – alta de 13%.

O desempenho das exportações do Paraná foi em direção contrária da registrada pelo Brasil. Em termos nacionais, as exportações brasileiras tiveram queda de 1,6%. De janeiro a maio de 2016 totalizaram US$ 73,5 bilhões, contra US$ 74,7 bilhões em igual período do ano passado.

MAIS PRODUTOS- Os automóveis ocupam a quinta posição entre os produtos mais exportados pelo Paraná, atrás de soja em grão, carne de frango, farelo de soja e papel.

Mas outros setores industriais também estão se destacando nas exportações, como torneiras e válvulas, cujas vendas somaram US$ 75,4 milhões, 366,9% mais do que no mesmo período do ano passado (US$ 16,4 milhões). As encomendas de máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos diversos tiveram alta de 30,3%, de US$ 37 milhões para US$ 48,2 milhões.

ARGENTINA – A combinação câmbio favorável e retomada das encomendas da Argentina impulsiona as exportações das montadoras paranaenses, explica o presidente do Ipardes. Desde que Maurício Macri assumiu a presidência no país vizinho, no ano passado, uma das principais alterações foi a queda de barreiras para a entrada de automóveis no país. A Argentina é o principal destino dos automóveis produzidos no Estado.

Ex-prefeito de Andirá morre aos 79 anos

08/06/2016 10:410 comments
Ex-prefeito de Andirá morre aos 79 anos

alarico-2Andirá – Faleceu nesta terça-feira, 07, aos 79 anos, ex-deputado e ex-prefeito de Andirá Alarico Abib. Ele estava internado em Londrina. Foi deputado federal (1987-1991) e prefeito de sua cidade natal, Andirá, por três mandatos (1969 até 1973), (1983 até 1986) e o último de (2005 até 2008).

Filho de imigrantes libaneses, formou-se em medicina em Curitiba, pela Universidade Federal do Paraná. Após sua especialização retornou para Andirá, onde abriu consultório. Candidatou-se, jovem ainda, ao cargo de prefeito, sendo eleito com 32 anos em votação histórica.

Atualmente dedicava-se pecuária em sua fazenda. Alarico Abib nasceu em Andirá (PR) no dia 12 de março de 1937, filho de Said Abib e de Nasira Abib. Formou-se em medicina pela Universidade Federal do Paraná em 1964.

Fazendeiro, em novembro de 1968 elegeu-se prefeito de Andirá na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), agremiação política de sustentação ao regime militar. Tomou posse em fevereiro do ano seguinte, permanecendo no cargo até fevereiro de 1973, ao final do mandato. Com a extinção do bipartidarismo em 1979 e a posterior reformulação partidária, filiou-se ao Partido Popular (PP). Em fevereiro de 1982, com a incorporação do PP ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), ingressou nessa agremiação.

Novamente eleito prefeito de Andirá em novembro de 1982, agora na legenda peemedebista, exerceu o cargo de fevereiro de 1983 até novembro de 1986, quando concorreu a deputado federal constituinte pelo Paraná. Tendo como base eleitoral os municípios do norte do estado, foi eleito com a décima maior votação do partido.

Assumiu sua cadeira na Assembléia Nacional Constituinte em fevereiro de 1987. Membro titular da Subcomissão de Saúde, Seguridade e do Meio Ambiente, da Comissão de Ordem Social, e suplente da Subcomissão de Defesa do Estado, da Sociedade e de sua Segurança, da Comissão da Organização Eleitoral, votou a favor do rompimento de relações diplomáticas com países de orientação racista, do mandado de segurança coletivo, da proteção ao trabalhador contra despedida sem justa causa, do turno ininterrupto de seis horas, da unicidade sindical, da soberania popular, do voto aos 16 anos, do presidencialismo, da nacionalização do subsolo, do limite de 12% ao ano para os juros reais, da proibição do comércio de sangue e do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney. Pronunciou-se contra a limitação do direito de propriedade privada, o aborto, a remuneração 50% superior para o trabalho extra, a jornada semanal de 40 horas, a estatização do sistema financeiro, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária, a anistia aos micro e pequenos empresários e a desapropriação da propriedade produtiva.

Com a promulgação da nova Constituição em 5 de outubro de 1988, participou dos trabalhos legislativos ordinários da Câmara até janeiro de 1991, ao final da legislatura. Findo o mandato, passou a se dedicar às atividades agropecuárias, em especial às culturas do trigo, da soja e ao aperfeiçoamento genético de alimentos em suas fazendas no município de Andirá.

Voltou a concorrer à prefeitura de Andirá em outubro de 2004, sempre na legenda do PMDB. Eleito pela terceira vez, permaneceu no cargo entre janeiro de 2005 e dezembro de 2008. Candidatou-se à reeleição em outubro 2008, mas foi derrotado no primeiro turno das eleições. No dia da posse de seu sucessor, Dr. Xavier, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), não compareceu à solenidade de transmissão do cargo. Após sua saída da prefeitura, voltou a exercer a medicina em Andirá.

Casou-se com Ione Elizabeth Alves Abib, com quem teve dois filhos.

Castro aprova redução no número de vereadores para esta eleição

02/06/2016 12:350 comments
Castro aprova redução no número de vereadores para esta eleição

DSCN2632Castro – A Câmara Municipal aprovou nesta quarta-feira, 01 de junho, em sessão ordinária, após segunda discussão e votação, o projeto de emenda à Lei Orgânica que prevê a redução no número de vereadores de 15 para 13.

De autoria do vereador Presidente Gerson Sutil (PSB), e dos vereadores Aline Sleutjes Roberto (PR), Antonio Sirlei Alves da Silva (DEM), Herculano da Silva (PSC), Itari Cropolato (PDT), José Otávio Nocera (PMDB), Luiz Cezar Canha Ferreira (PSC), Maria de Fátima Barth Antão Castro (PMDB), Paulo Cesar de Farias (PPS) e Regiane Batista Severino (PRB), a proposta altera o artigo 7° da lei maior do Município.

A alteração visa a diminuição do número de vereadores a serem eleitos nas eleições municipais deste ano. De acordo com a emenda n° 12/2012, a Casa de Leis seria composta por 15 vereadores durante o mandato de 2017 a 2020, porém, com a aprovação desta nova emenda, os munícipes de Castro elegerão 13 representantes para integrar o Legislativo Municipal nos próximos quatro anos.

Durante votação nominal, o único voto contrário a aprovação da proposição foi do vereador Joel Elias Fadel (PSDB). Conforme determina a própria Lei Orgânica esta emenda será promulgada pela Mesa Executiva da Casa e passa a vigorar na data de sua publicação em Diário Oficial.

 

Bandeira verde em junho mantém conta de luz sem cobrança extra

12:070 comments
Bandeira verde em junho mantém conta de luz sem cobrança extra

bandeirasA conta de luz dos paranaenses continua com a bandeira tarifária verde ao longo do mês de junho. Isso significa que não haverá cobrança extra na conta de energia, o que acontece quando a bandeira indicada é amarela ou vermelha.

Desde abril, a Copel aplica a bandeira tarifária verde. Junho será o terceiro mês consecutivo sem a cobrança extra na conta de energia. A alteração da cor da bandeira em abril aconteceu em decorrência do aumento do nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas de todo o país.

A definição da bandeira verde para junho foi divulgada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta terça-feira (31) e vale para todo o país até o dia 30 deste mês. Na prática, os consumidores deixam de pagar a mais R$ 4,50 a cada 100 kWh consumidos (bandeira vermelha) ou R$ 1,50 (bandeira amarela).

SISTEMA DE BANDEIRAS – O sistema de bandeiras tarifárias começou a vigorar em janeiro de 2015 para compensar o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas e custear o acionamento das usinas termelétricas, cuja produção é mais cara.

Essa foi a saída encontrada para adaptar esses gastos extras às tarifas de energia pagas pelos consumidores. As cores das bandeiras (verde, amarela ou vermelha) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração de eletricidade.

As bandeiras têm como objetivo sinalizar ao consumidor se o custo da geração de energia no país está mais caro, ajudando as pessoas a consumirem com racionalidade e economizarem na conta de luz. Além disso, a cobrança contribui para diluir, mês a mês, o custo adicional da geração térmica.

Hospital Evangélico de Ponta Grossa suspende todos os atendimentos

31/05/2016 19:410 comments
Hospital Evangélico de Ponta Grossa suspende todos os atendimentos

evangelico-PGPonta Grossa – O Hospital Evangélico de Ponta Grossa terá todos os atendimentos suspensos às 7h da quarta-feira (1º) para obras, sem prazo para terminar, segundo a diretoria.

O prédio, construído na década de 1960, será reformado. Com isso, o hospital deixará de fazer, em média, por mês, 900 consultas ambulatoriais e 300 partos, conforme estimativa do próprio.

São atendidos, no Evangélico, pessoas de Ponta Grossa e outras oito cidades da região. A maioria – 93% – é de pacientes ligados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A demanda será encaminhada ao Hospital Regional, no qual uma nova maternidade, com 32 quartos, foi inaugurada na segunda-feira (30). A previsão inicial é de que 200 partos sejam feitos por lá no mês.

Além do Hospital Regional, ainda há atendimento para grávidas na Santa Casa e na Maternidade Sant’ana.

G1

http://g1.globo.com/pr/campos-gerais-sul/noticia/2016/05/hospital-evangelico-de-ponta-grossa-suspende-todos-os-atendimentos.html

Com investimentos, Interior já responde por 65% do consumo no Paraná

27/05/2016 12:360 comments
Apucarana. Foto: Jonas Oliveira
Apucarana. Foto: Jonas Oliveira

Apucarana. Foto: Jonas Oliveira

Os municípios do Interior do Paraná aumentam a participação no consumo estadual de bens e serviços, mesmo na crise econômica. Dados da pesquisa IPC Maps, realizada pela IPC Marketing Editora, consultoria paulista especializada no setor, mostram que, em neste ano, 65% do consumo do Estado virá de famílias que moram fora da região metropolitana de Curitiba. De acordo com o estudo, ao todo, os paranaenses vão gastar R$ 246,4 bilhões em 2016. Desse total, R$ 160,1 bilhões devem vir do Interior.

O aumento do consumo no Interior ganhou força nos últimos anos, embalado pelo atual ciclo de investimentos atraídos pelo programa de incentivos Paraná Competitivo e pela força do agronegócio – um dos poucos setores que ainda cresce neste período de crise. Em 2010, os municípios tinham uma participação de 58,7% do consumo total no Estado. Em 2015, essa participação chegou a 64% e nesse ano avançou um pouco mais, para 65%.

Para o governador Beto Richa, os dados confirmam que a geração de riqueza e de emprego propiciados por empreendimentos produtivos e melhorias na infraestrutura ajudam a aumentar a renda e o poder de compra da população. “Os dados mostram que o Paraná está alcançando o cenário que desejávamos com a nossa estratégia de apoiar empreendimentos produtivos e descentralizar esses investimentos, de forma a que empregos e riqueza sejam disseminados por todo o Estado”, disse Richa.

Além do Paraná Competitivo, ele ressalta a participação da agência paranaense do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) em financiamento às cooperativas agrícolas e ao agronegócio em geral. Richa lembrou que, no início de seu primeiro mandato, em 2011, a interiorização do desenvolvimento e o maior dinamismo econômico de regiões carentes estavam entre os maiores desafios de sua gestão.

PESQUISA – O cálculo do IPC Maps toma como base dados coletados junto ao IBGE, Fundação Getúlio Vargas (FGV) e indicadores dos Estados. O potencial de consumo inclui uma série de categorias de gastos, como alimentação dentro e fora do domicílio, manutenção do lar, medicamentos e planos de saúde, educação, recreação, transporte e viagens e outras despesas, como aquisições e imóveis. Considera, ainda, as compras de vestuário, calçados, itens de higiene e cuidados pessoais, artigos de limpeza, eletrodomésticos.

DESCENTRALIZAÇÃO – A geração de riqueza e emprego e melhorias de infraestrutura fizeram com que a população das cidades menores aumentasse a renda e o poder de compra.

A descentralização vem crescendo desde 2010. Naquele ano, as dez maiores cidades do Estado respondiam por 53% do consumo paranaense. Em 2015, a concentração foi reduzida para 49% e, neste ano, a participação está em 47,9%. As dez cidades com maior potencial de consumo no Estado em 2016 são Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, São José dos Pinhais, Foz do Iguaçu, Colombo, Guarapuava e Pinhais.

De acordo com Marcos Pazzini, coordenador do estudo, o movimento de descentralização do consumo se mantém, mesmo na retração da economia. “Na realidade, a crise pode até reforçar o consumo no interior, porque com a retração econômica, muitas empresas transferem suas unidades das capitais para cidades de médio porte em busca de custos menores, como mão de obra, terrenos e infraestrutura mais barata”, diz.

IMPACTO – A retração da economia vem gerando impactos profundos no consumo das famílias brasileiras, de acordo com Pazzini. Com inflação alta, incerteza política e aumento do desemprego, as famílias cortam gastos, como a compra de bens de consumo e alimentação fora de casa. “Há uma perda real de potencial de consumo no Brasil. Considerando o impacto da inflação, o consumo no país está retrocedendo aos números de 2010”, diz Pazzini.

AGRONEGÓCIO – No caso do Paraná, porém, o Interior se beneficia do poder do agronegócio, que tem uma participação relevante na economia estadual. O agronegócio responde por 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado e tem forte participação nas exportações – mais de 70%.

Graças aos projetos de investimento do agronegócio, o emprego continua a se expandir no Interior do Paraná, lembra Julio Suzuki Júnior, diretor presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes). Os municípios do Interior, mesmo com a crise, ainda exibem saldos positivos da geração de empregos, ampliando a renda e o consumo.

De acordo com Suzuki, esse movimento favorece principalmente a classe C, justamente a que mais vem perdendo força na crise. “E o consumo só cresce se a classe C também cresce, porque é o extrato social que tem mais propensão para ampliar suas compras. Ao contrário da classe A, que já realizou a maioria dos seus sonhos de consumo, a nova classe média ainda tem espaço para crescer”, diz.

A classe C representa 34,8% da população do Interior. Em Curitiba, a participação da classe média é menor, de 26,3%.

DISTRIBUIÇÃO – Dos gastos das famílias paranaenses previstos para 2016, as maiores parcelas são destinadas à manutenção do lar (alugueis, condomínio, energia, telefonia e televisão por assinatura), com R$ 57,3 bilhões. Em segundo lugar vêm despesas como aquisição de imóveis, reformas, empréstimos, empregados domésticos, cabeleireiros e lavanderias, com R$ 46,4 bilhões. Alimentação no domicílio fica em terceiro lugar, com R$ 24,5 bilhões, e material de construção (R$ 17 bilhões).

Homicídios têm nova queda no primeiro trimestre de 2016

12:330 comments
Homicídios têm nova queda no primeiro trimestre de 2016

polcia_civil1Com 45 mortes a menos, o Paraná fechou o primeiro trimestre do ano com redução de 6,4% no índice de homicídios dolosos (aqueles com intenção de matar), na comparação com o mesmo período de 2015. Relatório oficial divulgado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária mostra que houve 655 assassinatos de janeiro a março. No primeiro trimestre do ano anterior foram 700.

Das 23 Áreas Integradas de Segurança Pública (Aisps), nas quais o Paraná é dividido para fins de gestão na área da segurança, houve redução em 16, como na região de Cornélio Procópio (-56%) e de São Mateus do Sul (-60%).

“O principal aspecto é manter o índice geral de redução, porque a criminalidade é migratória. Por isso mantemos um acompanhamento constante dos fatores que incidem sobre o resultado para aplicar recursos e continuar trabalhando pela queda nos indicadores criminais”, aponta o secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wagner Mesquita.

“Meses atrás nós identificamos um aumento na Região Metropolitana de Curitiba, trabalhamos esse fator e agora conseguimos reverter o quadro. Tivemos alguns fatos pontuais, em cidades como Londrina e Ponta Grossa, que demandam mais atenção das forças policiais”, acrescenta Mequita.

As ações sistemáticas de combate à criminalidade integram o Paraná Seguro, o maior programa da área da segurança pública da história do Paraná. O programa envolve reforço no efetivo das polícias civil e militar, novas viaturas, investimentos em inteligência e novas construção de novas unidades da Segurança Pública no Estado.

REVERSÃO – A Região Metropolitana de Curitiba e o Litoral do Estado reverteram o índice de aumento dos homicídios registrado no relatório anterior, com quedas de 10% e de 12%, respectivamente.

“A Região Metropolitana ganhou um reforço de investigadores, com a formatura de uma nova turma, assim como cidades com mais de 100 mil habitantes”, destaca o delegado-geral da Polícia Civil, Julio Reis.

Quedas expressivas nos homicídios – o principal indicador entre os crimes contra a vida – também foram verificadas na região de fronteira. Na 11ª Aisp, cuja sede é o município de Cascavel, os assassinatos diminuíram 24%; e na 12ª Aisp, que tem Foz do Iguaçu como município sede, o índice caiu 24%.

“O trabalho integrado das polícias Militar e Civil, com atuação profissional na prevenção e no atendimento de locais de crime, propicia dados mais concretos para as investigações”, avalia o comandante-geral da PM, coronel Maurício Tortato. “A certeza da identificação e a responsabilização policial e judicial de autores de crimes contra a vida são fatores determinantes para a diminuição desses números nefastos em termos de violência.”

CAPITAL – Curitiba registrou aumento de 15 homicídios nos primeiros três meses do ano, passando de 130 para 145 homicídios dolosos. “O aumento ocorreu em bairros do Sul da cidade e o tráfico de drogas foi a principal motivação”, afirma o delegado-titular da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Miguel Stadler.

Para reverter o resultado do primeiro trimestre, as polícias Civil e Militar têm deflagrado operações conjuntas em locais considerados vulneráveis. “Trabalhamos na identificação do pessoal apontado como autor dos crimes, com a instauração de inquéritos e medidas cautelares solicitadas ao Poder Judiciário, como prisões temporárias”, acrescenta Stadler.

A integração entre as equipes policiais tem permitido maior eficiência nas ações, conforme destaca o comandante do 13º Batalhão da PM (responsável pelo policiamento na região sul de Curitiba), tenente-coronel Carlos Eduardo Rodrigues Assunção. “A atuação das polícias Militar e Civil abrange áreas diferentes e para que sejamos eficientes compartilhamos dados. A PM geralmente é a primeira que chega ao local de crime e colhe uma série de informações que são repassadas para a Polícia Civil trabalhar nas investigações”, diz Assunção. “Em muitos casos as informações da Polícia Civil nos ajudam a identificar uma pessoa, o que facilita nosso trabalho”, complementa o comandante.

O delegado-titular da DHPP aponta ainda que o número de assassinatos na região norte de Curitiba caiu, revertendo a tendência de acréscimo do final de 2015. “Além do tráfico, vínhamos enfrentando problemas em áreas ocupadas de forma irregular, em bairros como Órleans, Centro e Santa Felicidade”, diz Stadler.

A DHPP avançou também com os trabalhos desenvolvidos pelo setor de inteligência da especializada, com análise do ambiente, não apenas da autoria dos crimes.

Curva epidêmica da dengue começa a cair no Paraná

25/05/2016 12:380 comments
Curva epidêmica da dengue começa a cair no Paraná

Sala de Situação da Dengue. Curitiba/17/05/2016Pela primeira vez, desde o início deste período epidemiológico da dengue, iniciado em agosto de 2015, nenhum município entrou em epidemia no Estado. No novo informe técnico divulgado nesta terça-feira (24) pela Secretaria estadual da Saúde foram confirmados 2.622 novos casos da doença, 766 a menos do que na semana anterior.

“Neste período epidemiológico, é a primeira vez que o número de municípios com mais de 300 casos de dengue por 100 mil habitantes se manteve. As notificações também estão reduzindo gradualmente”, explica o coordenador da Sala de Situação da Dengue, Raul Bely.

Conforme divulgado na semana anterior, o Paraná contabiliza 74 municípios em epidemia. O número total de casos no Estado é de 48.104. Também foram confirmados cinco novas mortes por dengue no Paraná em Assaí (1), Londrina (2), Pérola D’Oeste (1) e Francisco Beltrão (1).

“Apesar do número de confirmações de novos casos estar caindo, a mobilização não pode parar. Temos que combater a dengue o ano inteiro, principalmente nas regiões endêmicas da doença”, diz a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide Oliveira.

A superintendente destaca a importância de que toda população vistorie, pelo menos uma vez por semana, o ambiente em que vive à procura de recipientes que acumulam água. “Os ovos do Aedes aegypti podem permanecer por mais de um ano à espera de água para eclodir, por isso é importante eliminar recipientes que podem se tornar criadouros do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya”.

Os casos de chikungunya passaram de 66 para 68, sendo apenas cinco autóctones, ou seja, contraídos no próprio local de residência e os outros 63 importados. Os casos de zika foram de 288 para 296, dos quais 193 são autóctones e 103 importados.

O número de gestantes infectadas pelo zika vírus também se manteve em 27. Até agora, sete delas já tiveram os bebês, em Colorado (5), Paranavaí (1) e Rancho Alegre (1). Não foram identificadas anormalidades neurológicas em nenhum deles.

No Paraná, campanha da gripe termina com 89% do grupo de risco vacinado

24/05/2016 12:110 comments
No Paraná, campanha da gripe termina com 89% do grupo de risco vacinado

H1N1Até esta segunda-feira (23), o Paraná já vacinou 89% do público-alvo da campanha da gripe. A meta estipulada pelo Ministério da Saúde era chegar a 80%. Foram mais de 2,6 milhões de paranaenses vacinados em menos de um mês. Mesmo com o fim da campanha, algumas unidades de saúde continuam aplicando a vacina nas pessoas que fazem parte dos grupos de risco.

Para aumentar esses números, o Paraná solicitou ao Ministério da Saúde o envio de novas vacinas. “Apesar da ótima adesão dos cidadãos, nossa vontade é aumentar ainda mais o número de vacinados no Estado e garantir a imunização da população que corre mais riscos no agravo da doença”, afirma o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto.

DOSES EXTRAS – Na última sexta-feira (20), o Paraná recebeu mais mil 30 mil doses extras de vacina (1% do total que veio para o Estado). As doses serão distribuídas por algumas Regionais de Saúde. A estratégia para a distribuição será definida em reunião com a Comissão estadual de Infectologia nesta terça-feira (24) e o envio deve acontecer no dia seguinte (25).

GESTANTES – “Quem faz parte do público-alvo e não foi imunizado, ainda pode procurar uma unidade de saúde com vacinas disponíveis e solicitar sua dose”, afirma o coordenador estadual de Imunização, João Luís Crivellaro. A maior preocupação agora é com as gestantes, único grupo em que o Estado não atingiu a meta.

“Vacinamos apenas 68% deste público. A orientação é dar prioridade às mulheres grávidas para que possamos chegar a, pelo menos, 80% e atingir a meta da vacinação em gestantes”, complementa Crivellaro. Crianças que foram vacinadas pela primeira vez também devem retornar e receber a segunda dose 30 dias depois da primeira vacina.

OCORRÊNCIAS – Até esta segunda-feira foram registrados 595 casos de Influenza no Estado, sendo 561 de H1N1. Os dados são referentes a quadros de gripe que demandaram a internação dos pacientes, as Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG), somados a casos confirmados em 23 Unidades Sentinelas da gripe espalhadas pelo Paraná.

“Mesmo com a imunização, os cuidados não podem parar. Lavar as mãos frequentemente e manter os ambientes arejados ainda são as medidas mais eficientes para evitar o contágio da gripe”, explica a chefe do Centro de Epidemiologia da Secretaria de Estado da Saúde, Julia Cordellini.

ÓBITOS – Já foi confirmada a presença dos vírus em 19 das 22 Regionais de Saúde do Estado e óbitos em 15 regiões. Do início de 2016 até agora foram 37 mortes por H1N1 em Antonina (1), Curitiba (5), Quitandinha (1), São José dos Pinhais (1), Rio Azul (1), Chopinzinho (1), Francisco Beltrão (1), Marmeleiro (3), Foz do Iguaçu (7), Espigão Alto do Iguaçu (1), Nova Aurora (1), Campo Mourão (2), Umuarama (1), Maringá (2), Apucarana (3), Londrina (2), Andirá (1), Cornélio Procópio (1), Toledo (1) e Nova Tebas (1).

Richa e Temer retomam projetos do Paraná junto ao governo federal

19/05/2016 00:290 comments
Richa e Temer retomam projetos do Paraná junto ao governo federal

VPRL9427EditarO governador Beto Richa defendeu nesta quarta-feira (18), durante encontro com o presidente Michel Temer, em Brasília, o fortalecimento da relação entre o Paraná e o governo federal. “Tenho absoluta certeza que o presidente vai ajudar o Paraná, retribuindo tanto o que Estado faz pela economia nacional. Estou muito animado com o novo governo”, disse.

Richa convidou Temer para visitar o Paraná e disse que o presidente será muito bem recebido pelos paranaenses. “O Estado tem agora um novo alento e uma nova esperança com este novo governo que pode devolver ao Brasil o caminho de desenvolvimento e da geração de empregos”.

O governador reafirmou que o Paraná tem “a confiança no novo governo e a real expectativa que os projetos possam ser atendidos e que o governo federal volte a investir no Estado”.

Beto Richa adiantou a Temer a urgência com que o Estado espera a liberação dos empréstimos internacionais, no valor de US$ 450 milhões (R$ 1,7 bilhão) junto ao BID, e que dependem do aval da Secretaria do Tesouro Nacional. “São recursos fundamentais ao Paraná no esforço do Estado em retomar os investimentos públicos em programas e obras nas áreas de segurança, infraestrutura e transportes”, defendeu.

Richa e o presidente conversaram sobre a conjuntura política e econômica do País, o relacionamento entre o Paraná e a União e as primeiras ações do governo Temer no enfrentamento da crise econômico-financeira. “Disse ao presidente que os nomes da equipe econômica, anunciados nesta semana, sinalizam um forte compromisso do governo não apenas com a responsabilidade fiscal, mas também com a retomada do desenvolvimento e com a geração de emprego”, disse o governador.

Ele afirmou ao presidente que o Estado teve graves problemas no relacionamento com o governo anterior e que nos últimos anos foi “sistemática” e abertamente “boicotado” no repasse de recursos e transferências federais. “O presidente me assegurou que este tipo de discriminação não será tolerado em seu governo. Garantiu ainda que a União terá uma relação republicana e administrativa com todos os estados, sem nenhum viés político ou partidário”, declarou. Antes da reunião com o presidente, Richa se encontrou, em audiências, com os ministros Geddel Vieira Lima (Governo), Bruno Araújo (Cidades), Sarney Filho (Meio Ambiente) e Ricardo Barros (Saúde).

PACTO FEDERATIVO – Ainda com Temer, Richa reafirmou o apoio ao presidente que na sua posse ressaltou o propósito de rever o pacto federativo brasileiro, de forma que estados e municípios tenham maior autonomia financeira. “Esta posição do presidente é bastante positiva e, se realmente efetivada, será muito bom para o País”, afirmou Richa.

Depois do encontro com o presidente, Beto Richa declarou-se confiante na recuperação da economia e da estabilidade política e institucional do País. A reunião teve a presença do deputado federal Antônio Imbassahy. O presidente adiantou ao governador o compromisso que reafirmou como “absoluto com as reformas de que o Brasil necessita para retomar o caminho do crescimento econômico sustentado”.

ITAMARATY – Ainda em Brasília, Richa participou da posse do senador José Serra no Ministério das Relações Exteriores. A cerimônia, no Palácio do Itamaraty, Serra recebeu o cargo do diplomata Mauro Vieira. Natural de São Paulo, Serra já foi ministro de Planejamento e da Saúde do governo Fernando Henrique Cardoso. Atualmente é senador pelo Estado de São Paulo.