Ponta Grossa e Campos Gerais são privilegiados pelo Paraná Competitivo

09/08/2016 12:260 comments
O GOVERNADOR BETO RICHA COM DIRETORIA DA ASSOCIA‚ÌO COMERCIAL, INDUSTRIAL E
EMPRESARIAL DE PONTA GROSSA - ACIPG
DOUGLAS TAQUES FONSECA

O GOVERNADOR BETO RICHA COM DIRETORIA DA ASSOCIA‚ÌO COMERCIAL, INDUSTRIAL E EMPRESARIAL DE PONTA GROSSA - ACIPG DOUGLAS TAQUES FONSECA

O governador Beto Richa participou nesta segunda-feira (08) da posse da nova diretoria da Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa (ACIPG). O empresário Douglas Fanchin Taques Fonseca é o novo presidente da entidade. Na solenidade, com a presença de empresários e lideranças de diversos setores, Richa disse que o Paraná passa por um novo momento, propício para investimento privados.

“O Estado tem incentivos e garante segurança jurídica para o setor produtivo. Um exemplo é o Paraná Competitivo, que é um dos pilares para atração de novos investimentos. E os Campos Gerais é a região mais privilegiada por esse programa. A Heineken, a Águia Sistemas e a Ambev são exemplos”, afirmou Richa. Ele ressaltou, também, a Klabin, que instalou uma nova indústria de celulose em Ortigueira. Juntos, esses empreendimentos criaram 2.280 empregos na região.

Pelo Paraná Competitivo são R$ 10,7 bilhões em novos investimentos nos Campos Gerais. Além disso, citou o governador, foi feita a modernização do aeroporto de Ponta Grossa e, com a articulação e incentivos do Governo do Estado, criada a linha regional da empresa aérea Azul. Em parceria e negociação com a concessionária Rodonorte, está em andamento a duplicação da BR-376, ligação com o Norte do Paraná. “Quem trabalha e produz merece nosso apoio e respeito. Diálogo é o ponto mais alto de um governo democrático. Construímos um Estado que dá orgulho”, afirmou o governador.

“Me sinto honrado e feliz em estar em Ponta Grossa, novamente, para a posse da nova diretoria dessa importante entidade, a ACIPG, que contribui para o desenvolvimento da região e a manutenção de empregos. Essa associação também ajuda o governo estadual com sugestões e ideias para incrementar ainda mais o desenvolvimento do município e região”, afirmou. Richa enalteceu o novo presidente da ACIPG. “Tem uma trajetória pessoal e empresarial de sucesso. Tenho certeza que fará grande trabalho, fortalecendo a associação, que é uma das maiores do Paraná”.

O novo presidente da ACIPG afirmou que o governo estadual tem feito um bom trabalho na região, principalmente, na atração de novas indústrias, que geram empregos, e na melhoria da infraestrutura. “O Paraná é um destaque nacional, um exemplo. O governador fez dever de casa, como um bom estadista. Antes o Governo do Estado tratava o industrial sem consideração”, afirmou Douglas Fanchin Taques Fonseca. À frente da entidade, o empresário tem metas como incentivar o comércio nos bairros e abrir escritórios para pequenos empresários.

OBRAS E AÇÕES – Hoje são R$ 640 milhões em obras e projetos em execução, em áreas como de desenvolvimento urbano, segurança, saúde, infraestrutura e saneamento.

Foram repassados para Ponta Grossa e região, em financiamentos, R$ 68 milhões para recape e pavimentação e urbanização. Cinco delegados foram designados para os municípios dos Campos Gerais.

Os investimentos em saúde ampliam e aprimoram o atendimento à população região, formada por 18 municípios, com cerca de 713 mil habitantes. A Secretaria de Estado da Saúde repassa anualmente R$ 3,2 milhões para custeio, obras e equipamentos da Santa Casa de Ponta Grossa, que atende a população da região. No dia 30 de maio deste ano, Richa entregou a maternidade do Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais, que pertence ao Governo do Estado e é vinculado à Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). São 32 leitos, centro obstétrico e consultório de pronto-atendimento especializado, o que garante melhor condição às gestantes e bebês da região e fortalece o atendimento pela Rede Mãe Paranaense.

No mesmo dia, o governador anunciou que o Estado cedeu um terreno de sua propriedade, localizado ao lado do HU, para a construção da unidade dos Campos Gerais do Centro do Especialidade do Paraná. O investimento, de R$ 10 milhões, já está garantido. Também neste ano, foi inaugurada nova ala de UTI pediátrica e neonatal, 13 leitos (eram oito). Investimento de R$ 117 mil.

Além disso, Ponta Grossa recebeu seis ambulâncias (três UTIs móveis para o Siate, uma para o Hospital Regional Universitário dos Campos Gerais e duas ambulâncias de remoção para a prefeitura). Para a região, foram 29 ambulâncias, entre UTI Móveis e veículos de remoção. Foram aplicados R$ 4,5 milhões para construção, reforma e ampliação de 12 unidades de saúde em municípios da regional, além de R$ 750 mil para construção de mais uma unidade em Ponta Grossa.

INFRAESTRUTURA – Na PR-151, entre Piraí do Sul e Jaguariaíva, a construção de um novo viaduto reduziu em 50% número de acidentes na região. O investimento foi de R$ 21 milhões. Está em andamento a construção da trincheira na PR-151 no trevo de acesso ao Jardim Los Angeles. A obra é da Rodonorte e representa investimento de R$ 7,8 milhões. Os investimentos da Sanepar na região somam R$ 175 milhões, desde 2011.

PRESENÇAS – Participaram da solenidade o presidente da Cohapar, Abelardo Lupion; o ex-governador e diretor administrativo do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Orlando Pessuti, e o deputado estadual Plauto Miró Guimarães Filho.

Infrações de trânsito crescem 17% no primeiro semestre no Paraná

07/08/2016 12:510 comments
Infrações de trânsito crescem 17% no primeiro semestre no Paraná.
Foto: Arquivo ANPr

No Paraná os motoristas cometeram 1.542.530 infrações de trânsito no primeiro semestre de 2016. O número é 17% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram 1,3 milhão de multas. O excesso de velocidade continua sendo o principal motivo das autuações, somando 444 mil multas nos três tipos de infrações previstos pela legislação de trânsito: até 20% da velocidade permitida, entre 20% e 50% e acima de 50% do indicado para a via.

“Entre os fatores que contribuem para o aumento do registro das infrações estão a distração constante do condutor, a fiscalização mais intensa e uma rede maior de radares eletrônicos. Mas, vale lembrar, só leva multa quem estiver desrespeitando a Lei. Quem respeita, não é multado. Então, a melhor forma para não ser pego no radar é não ultrapassar a velocidade, não furar o sinal, nem parar sobre a faixa de pedestre”, destaca o diretor-geral do Departamento de Trânsito do Estado, Marcos Traad.

“Infelizmente, o pagamento de multas e os pontos na CNH foram as formas encontradas pelos legisladores para coibir atitudes reprováveis ao volante. O poder público investe em educação. Mas, muita gente não dá valor a estas mensagens. O rigor na Lei se tornou essencial para reforçar aquilo que já devíamos adotar naturalmente: como não beber e dirigir, usar cinto de segurança, capacete, entre tantos outros”, diz Traad.

AS MAIS COMETIDAS – A infração mais cometida pelos motoristas é dirigir em até 20% acima do limite permitido. De janeiro a junho, foram 436.613 autuações por este motivo, o equivalente a 28% do total de infrações.

Em seguida, aparecem: estacionar em desacordo com a regulação, no estacionamento rotativo, com 121.205 multas; avanço do sinal vermelho (82.191); velocidade entre 20% e 50% do permitido (74.447); falta do uso do cinto de segurança (66.774); dirigir falando ao celular (60.693); e falta de registro de veículo após o prazo de 30 dias da venda (59.890).

Fecham o ranking das 10 infrações mais comuns aquelas relacionadas a estacionamento: estacionar em local ou horário proibido (44.184 autos), estacionar em desacordo com a sinalização (32.771) e estacionar na calçada (31.029).

GRAVIDADE – De acordo com o Detran, as infrações mais frequentes são aquelas consideradas médias, como dirigir até 20% acima da velocidade máxima permitida, usar o celular ao volante e estacionar em local proibido, por exemplo. Para a coordenadora de infrações do Detran, Marli Batagini, o baixo valor das multas e a ideia errada de que elas não oferecem grandes perigos contribuem para que elas sejam as mais cometidas.

“No trânsito as infrações não causam apenas prejuízos financeiros, mas também colocam em risco a vida do indivíduo e da coletividade. Muitas vezes o que é visto como um ato simples, por ser uma infração média, pode levar a colisões graves, fazer vítimas e colocar a vida de outras pessoas em risco”, alerta ela.

Hoje, quem comete uma infração dessa natureza paga multa de R$ 85,13 e recebe quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A partir de novembro, com a Lei Federal 13.281, a multa passará para R$ 130,16.

MUNICÍPIOS – Curitiba registrou 619.432 infrações nos primeiros seis meses deste ano. Aumento de 31% na comparação com 2015, quando foram 472.758 autuações.

Londrina, que instalou novos radares neste ano, teve a maior alta para o período: 73%. Passou de 58.150 infrações no ano passado para 100.474 em 2016.

Foz do Iguaçu e Ponta Grossa também tiveram aumento no número de infrações, 26% e 29%. A cidade do Oeste do Estado registrou 60.414 multas em 2015 e 76.012 em 2016. No munícipio dos Campos Gerais, o número era de 36.921 e chegou a 47.597.

Maringá e Cascavel continuam no ranking, mas registraram queda nas infrações. A primeira, de apenas 0,39%, passando de 159.519 autuações entre janeiro e junho de 2015, para 158.903 nos mesmos meses de 2016. Já a segunda teve queda de 24%: foram 67.589 multas no primeiro semestre do ano passado e 50.940 neste ano.

De todas as infrações registradas no Paraná, 69% são de competência dos órgãos municipais de trânsito, principalmente devido ao uso de fiscalização eletrônica, que permite maior capilaridade e precisão. Os órgãos estaduais, como o Detran e a Policia Rodoviária Estadual, por exemplo, respondem por 13% das autuações emitidas.

Emissoras de rádio AM terão crédito para migrar para a frequência FM

03/08/2016 13:370 comments
Emissoras de rádio AM terão crédito para migrar para a frequência FM

_MG_9660O Governo do Estado está colocando R$ 10 milhões em recursos da Fomento Paraná à disposição de emissoras paranaenses de rádio AM, para financiar projetos de migração para a faixa de frequência FM. O governador Beto Richa formalizou a abertura da linha de crédito. O contrato para a abertura da linha de crédito foi assinado nesta terça-feira (02), no Palácio Iguaçu, pelo governador, pelo presidente da Fomento Paraná, Juraci Barbosa Sobrinho; o presidente da Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (AERP), Alexandre Barros, e o secretário de Estado da Comunicação, Márcio Villela.

A faixa FM possui cobertura similar à AM, porém com maior qualidade de transmissão. A oferta do financiamento para a migração é uma parceria entre a Fomento Paraná e AERP com o objetivo de custear o investimento das emissoras em equipamentos e reformas da estrutura física para passar a transmitir o sinal em FM, operando em novas faixas de potência. Os recursos são da linha Banco do Empreendedor Micro e Pequenas Empresas.

Richa afirmou que os recursos da Fomento Paraná irão garantir agilidade no processo de migração e de modernização das emissoras. “Com esta linha de crédito, as emissoras poderão se adaptar a esta nova realidade. Através desse avanço tecnológico, elas terão a possibilidade de levar a informação de forma mais clara e com mais qualidade a todos os ouvintes do Paraná”, disse ele. “Aproveito este momento para renovar os nossos compromissos com a democracia e com uma imprensa livre, que possa levar informação de qualidade para fortalecer e consolidar a jovem democracia de nosso País”, declarou.

PROJETO INÉDITO – O secretário da Comunicação afirmou que o projeto do Governo do Estado é inédito no Brasil e fundamental para apoiar a radiodifusão paranaense. “É um apoio vital para que as rádios possam fazer a migração do AM para o FM. Os recursos não somente permitirão que haja investimento em equipamentos, estúdios, antenas e torres, como também vai melhorar a qualificação profissional”, afirmou Villela.

SETOR PRODUTIVO – O presidente da Fomento Paraná destacou que o apoio da instituição contribui com empresários e empreendedores de todos os setores. “A Fomento tem uma política de atender as demandas do setor produtivo e é muito importante uma linha específica para atender as rádios do Paraná. Teremos, até o final do ano, R$ 10 milhões para que as empresas possam adquirir e modernizar seus equipamentos”, disse Barbosa.

“As rádios prestam um serviço de utilidade pública. O governador Beto Richa entende a importância desse trabalho e teve a sensibilidade de buscar a facilitação do crédito para esses empresários”, completou Juraci.

MIGRAÇÃO – A migração de faixa de AM para FM está prevista no decreto presidencial nº 8139. As regras foram definidas pelo Ministério das Comunicações na portaria nº 127, de março de 2014, com regulamentação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A faixa FM possui cobertura similar à AM, porém com maior qualidade de transmissão, o que explica o gradual desinteresse na continuidade da prestação do serviço de AM. No Paraná, de acordo com a AERP, 162 emissoras protocolaram a migração no Ministério das Comunicações. Dessas, aos menos 92 pretendem fazer a migração em 2016. As demais, farão o processo depois do desligamento da TV analógica, quando serão ampliados os sinais do dial.

O presidente da AERP ressaltou que a parceria beneficia principalmente as emissoras do Interior do Estado. “Temos muitas emissoras pequenas, que são empresas familiares, que agora terão oportunidade de migrar para a FM. Com isso, elas podem se tornar empresas mais relevantes e com maior potencial de faturamento”, explicou Barros.

Ele ressaltou que o Paraná foi pioneiro na criação de uma linha de crédito para as emissoras AM. “Para fazer a migração, é preciso ter capital, e muitas dessas rádios estão descapitalizadas. Este recurso cai como uma luva para resolver essa situação e vai representar uma geração de emprego importante no setor”, disse.

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Paraná (SERT-PR), Caíque Augustini, o apoio do Governo do Estado trará um grande ganho à radiodifusão paranaense. “As rádios AMs são, geralmente, emissoras muito pequenas, têm pouco faturamento, mas são extremamente importantes na sua atuação porque estão nas pequenas localidades”, destacou. “Esta linha de crédito é um reconhecimento do Governo do Estado à atuação das pequenas emissoras, o que vai trazer um fôlego no momento da migração”, afirmou.

FINANCIAMENTO – Os prazos de financiamento serão de até 60 meses. Para cada projeto serão analisados o cadastro e o histórico de crédito da emissora para estabelecer o limite de financiamento individualizado. Os custos dos projetos de migração estimados pela AERP variam de acordo com a potência que a emissora irá operar. As que transmitirão em menores potências terão um custo de troca da infraestrutura em torno de R$ 200 mil. As maiores poderão chegar a R$ 400 mil.

Além do investimento em equipamentos e infraestrutura para a migração, as emissoras também precisam pagar o valor da outorga ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, que não é contemplado no financiamento. A outorga é paga pela emissora para dar entrada no projeto de migração.

PRESENÇAS – O chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, e o deputado estadual Luiz Cláudio Romanelli acompanharam a solenidade.

BOX

Migração trará mais qualidade e competitividade

A migração para a faixa FM trará mais qualidade e competitividade para as rádios AM, que já contam com um público cativo, afirmam os empresários do setor. Entre as emissoras que já fizeram o pedido de migração ao Ministério das Comunicações está a Banda B, de Curitiba, uma das rádios com maior audiência na capital e Região Metropolitana.

“A Banda B tem uma audiência muito grande que foi construída com público de rádio AM. Hoje ela disputa a liderança com as rádios FM”, contou a chefe de redação da Banda B, Denise Mello. “A migração para uma rádio FM é o que falta para a Banda B atingir um público maior. Nossa programação já tem o reconhecimento do público e a transição é fundamental para melhorar a qualidade de transmissão”, afirmou.

“Vamos aderir ao financiamento da Fomento e assim que o Governo Federal liberar a migração para a região de Curitiba, vamos fazer a transição. Este financiamento com juros mais baixos será fundamental para adquirir os equipamentos, que têm um custo alto, e atingir um público ainda maior no Paraná”, ressaltou Denise.

Também de Curitiba, a Rádio Difusora está estudando os pontos necessários para a migração para o FM, explicou o diretor da emissora, Augusto de Oliveira. “Temos interesse em migrar porque isso trará mais qualidade de som e de transmissão. Tem muitos cálculos a serem feitos, muitos pontos a serem estudados, e com certeza essa linha de crédito vai nos ajudar muito nesse processo”, disse.

A rádio Paiquerê AM, de Londrina, está entre as emissoras que farão a transição em um segundo momento. “Temos um interesse de acompanhar esta tecnologia, nem tanto pela audiência, já que em alguns horários brigamos pela liderança em Londrina, principalmente no jornalismo e no esporte”, explicou o diretor da emissora, JB Faria. “A linha de crédito é realmente fundamental, porque na atual situação, ninguém tem uma condição tranquila para fazer esses investimentos. Os 12 meses de carência dão a oportunidade de fazer a instalação, começar a transmissão para então começar a pagar”, ressaltou.

Paraná deverá colher 35,9 milhões de toneladas no ano agrícola 2015/16

02/08/2016 13:460 comments
Paraná deverá colher 35,9 milhões de toneladas no ano agrícola 2015/16

A produção de grãos no Paraná do ano agrícola 2015/16 caminha para o seu final, com a expectativa de colher um total de 35,9 milhões de toneladas entre as três safras plantadas no Estado: de verão, outono/inverno e inverno. Esse volume é 6% menor que a anterior (2014/15), que rendeu 38 milhões de toneladas. Este ano a safra foi atingida por vários eventos climáticos negativos desde a primavera do ano passado até o inverno deste ano, informou o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.

Colheita de SojaNo relatório de acompanhamento de safra do Deral, relativo ao mês de julho, divulgado sexta-feira (29), o destaque é a finalização das lavouras de segunda safra de milho e de trigo, que estão em campo. Segundo o relatório, houve redução na produção de milho, soja e feijão por conta do clima, que influenciou na queda de produção e na qualidade dos grãos.

Para o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, os produtores enfrentaram todas as variações possíveis de clima. “Esse período vem desde a primavera de 2015, quando iniciou o plantio da safra 2015-2016, e o inverno que estamos atravessando neste momento, com chuvas no verão, calor e seca entre março/abril/2016. E agora um frio intenso no início do inverno com cerca de seis geadas consecutivas que acabaram prejudicando especialmente a produção de milho segunda safra”, afirmou.

Para o diretor do Deral, Francisco Carlos Simioni, se por um lado as variações constantes do clima contribuíram para reduzir a produtividade e a qualidade dos grãos, por outro, contribuiu para a elevação dos preços dos principais produtos cultivados no Estado. Esse fator não foi bom para os consumidores, mas está dando condições para os produtores se manterem capitalizados de maneira geral, observou Simioni.

Para ele, a sustentação dos preços dos grãos está ajudando a manter o produtor na atividade, apesar de alguns problemas localizados de endividamento em algumas explorações.

SOJA – A colheita de soja foi encerrada com um volume de 16,5 milhões de toneladas, cerca de 10% abaixo do potencial de produção, que apontava para uma produção de 18,3 milhões de toneladas. Mesmo assim, a produção de soja da safra 2015/16 é a segunda maior da história. Houve uma redução de 1,8 milhão de toneladas de soja, motivada pelo histórico de eventos climáticos que afetaram as demais culturas de grãos no Estado.

Com a redução da oferta, os preços se mantêm elevados, em parte impulsionados pelo câmbio, ainda atrativo para exportação. No mês de julho, o preço pago pela soja ao produtor esteve em média cotado a R$ 77,25 a saca com 60 quilos, valor 26% superior à média de comercialização no mesmo mês do ano passado, quando a saca foi vendida pelo produtor por R$ 61,00, em media.

O ritmo de exportações de soja do Paraná está mais acelerado este ano. De janeiro a junho, o Estado exportou 6,1 milhões de toneladas do grão, volume 35% maior que no mesmo período do ano passado quando foram exportadas 4,5 milhões de toneladas.

A segunda safra de soja, que foi a última plantada no período da entressafra, também apresentou quebra de 8% em relação ao potencial de produção que previa um volume de 351 mil toneladas. Após os eventos climáticos, a safra rendeu um volume de 323 mil toneladas, mesmo assim 6% maior que o colhido no ano passado que foi 304 mil toneladas.

MILHO – A segunda safra de milho está com mais de dois terços da área plantada (2,2 milhões de hectares) já colhida. Segundo o economista do Deral, Marcelo Garrido, a safra tinha um potencial de produção de 12,9 milhões de toneladas, mas a colheita deve se encerrar com um volume ao redor de 11,3 milhões de toneladas, uma redução de 13% em relação à estimativa inicial.

O milho foi muito afetado por uma sequência de eventos climáticos negativos que incidiram sobre o atraso no plantio, seguido de um período de excesso de calor no mês de abril deste ano. Depois, vieram várias ocorrências de geadas, que influenciaram na perda de qualidade do grão.

De acordo com Garrido, a perda do milho na quantidade foi influenciada pelo excesso de calor em abril e a perda de qualidade foi provocada pela sucessão de geadas. Esse quadro fez a comercialização do grão se manter sustentada em pleno período de colheita.

Como o quadro é de escassez de oferta de milho no País, a tendência para os preços é se manterem elevados no período de entressafra até a colheita da próxima safra (de verão) que vai acontecer a partir de fevereiro do ano que vem.

No mês de julho, o milho foi comercializado pelo produtor, em média, por R$ 34,69 a saca com 60 quilos, um aumento de 67,26% no ano. No mesmo mês do ano passado a saca de milho era vendida pelo produtor por R$ 20,74 a saca.

Para Francisco Simioni, esse quadro de menor oferta é preocupante, principalmente para manutenção dos custos de produção das cadeias de produção de aves, suínos e bovinos de leite, que dependem do milho como principal insumo para a ração animal. O executivo acredita que a elevação dos preços do milho, em especial no período de entressafra, poderá contribuir para novos aumentos nos preços na produção de alimentos oriundos dessas cadeias produtivas.

Por isso há uma pressão de compra por parte de empresas integradoras e fabricantes de rações para formação de estoques de milho. Há incerteza sobre como vai se comportar o mercado lá na frente, sendo esse um fator de sustentação de preços, explicou Simioni. “Com a escassez, o milho virou um produto disputado e valioso”, acrescentou.

TRIGO – O trigo, um dos últimos produtos da safra de grãos do Paraná a permanecer em campo até o final do ano agrícola, encontra-se 100% plantado, com uma área ocupada de 1,1 milhão de hectares. Até agora, a safra está com bom desenvolvimento e ela deverá ser 19% menor do que no ano passado, quando foram plantados 1,34 milhão de hectares. Naquele ano, a produção de trigo no Estado enfrentou problemas como chuvas na colheita que reduziram a produção esperada.

Apesar da redução de área, o Deral prevê uma produção maior este ano, de 3,35 milhões de toneladas, 2% a mais que no ano passado, quando foram colhidos 3,28 milhões de toneladas de trigo.

Segundo o engenheiro agrônomo Carlos Hugo Godinho, a estimativa de produção de trigo no Paraná está mantida, “apesar de alguns sustos como seca em abril que atrasou o plantio”. Houve um período seco de quase um mês, que voltou à normalização com as chuvas. Mas depois houve a sequência de geadas que voltou a ameaçar, mas não ao ponto de refletir na produtividade esperada, salientou Godinho.

Apesar do bom desempenho das lavouras até agora, a comercialização não está animando muito o produtor que vive sob a ameaça de importação de trigo, que pode derrubar os preços do grão no mercado. No mês de julho, a média de preços recebidos pelo produtor foi de R$ 45,71 a saca/60-kg. Ocorre que no mercado internacional os preços estão competitivos, o que favorece as importações.

FEIJÃO – O Paraná está concluindo a colheita da terceira safra de feijão plantada no Estado, que é pequena, mas que também apresentou quebra de produção como nas duas safras anteriores. No total, o Paraná está colhendo um volume de 595 mil toneladas entre as três safras plantadas no ano agrícola 2015/16, que é 17% menor em relação ao volume colhido no ano anterior que somou 715 mil toneladas. Essa redução representa uma redução de 120 mil toneladas, que está fazendo falta no mercado, disse o engenheiro agrônomo Carlos Alberto Salvador.

Este ano, explicou Salvador, a redução na produção de feijão ocorreu em todo o País, o que motivou a explosão de preços no mercado, com efeitos devastadores sobe o consumidor que viu o preço do grão subir até a R$ 18,00 ou R$ 19,00 o quilo no varejo.

Segundo a Companhia Nacional de Alimentos (Conab), a produção de feijão no País este ano foi de 2,7 milhões de toneladas, volume 16% menor que o ano anterior quando foram produzidas 3,2 milhões de toneladas. Houve uma perda de 592 mil toneladas, que equivale a uma safra inteira do Paraná, que é o maior produtor do País”, comparou Salvador. Segundo ele, é como se o Paraná se retirasse do mercado durante um ano inteiro.

Essa quebra nacional está refletida nos preços, cuja tendência é de se manterem firmes até a entrada da safra de verão que começa a ser plantada em agosto, com início da colheita previsto para outubro. Como não há estoques de feijão, a produção é ajustada ao consumo, cerca de 95% da primeira e da segunda safra de feijão plantadas no Paraná já foram vendidas. “Feijão novo só por outubro”, disse Salvador.

Em um ano, os produtores tiveram aumento de 260% no feijão de cor, que passou de R$ 110,00 a saca de 60 quilos no mês de julho do ano passado para R$ 395,00, em julho deste ano. O feijão preto teve aumento de 148%, passando de R$ 86,00 a saca no ano passado para R$ 213,00 a saca este ano.

Esses são os maiores preços de feijão alcançados na história. Segundo acompanhamento do Deral, a média dos preços de feijão de cor, este ano, alcançou valor de R$ 250,56 a saca. Preços altos ocorreram, mas em menor intensidade, nos anos de 2013, quando a média alcançou R$ 149,58 a saca e em 2015 quando a média de preços foi de R$ 127,00 a saca.

MANDIOCA – O Paraná também se destaca como o maior produtor de mandioca do País, com produção concentrada na região Noroeste do Estado. Este ano, a safra está em recuperação de preços após um período de depreciação com pico no ano passado, que motivou a manifestação de produtores nas estradas estaduais.

Por causa dos baixos preços da mandioca no ano passado, este ano houve redução de 7% na área plantada e 6% na produção. No ano passado, a área ocupada com a cultura era de 143.115 hectares; e este ano é de 133.222 hectares. No ano passado a produção de mandioca alcançou volume de 3,95 milhões de toneladas e este ano a previsão é colher 3,73 milhões de toneladas.

No mercado, o quadro é de escassez de produto porque houve redução na produção em todos os estados produtores, disse o economista do Deral, Methódio Groxco. Com isso, houve uma valorização de 171% no preço. Em julho do ano passado o preço era de R$ 147,00 a tonelada e este ano avançou para R$ 399,00, no mesmo mês.

A farinha de mandioca, que estava cotada a R$ 41,00 a saca de 50 quilos em julho de 2015, aumentou para R$ 92,00 a saca em julho deste ano, uma elevação de 124%. E a fécula de mandioca, que estava cotada a R$ 26,00 a saca com 25 quilos em julho do ano passado, avançou para R$ 57,00 a saca em julho deste ano, um aumento de 119%.

Por conta dos preços animadores, os produtores estão adiantando a colheita. No período janeiro a julho do ano passado, 53% da área plantada estava colhida. Este ano, no mesmo período, 70% da área plantada foi colhida, um aumento de 32%.

Marcelo Rangel é confirmado em convenção como candidato a reeleição

13:380 comments
Marcelo Rangel é confirmado em convenção como candidato a reeleição

Ponta Grossa – A convenção do Partido Popular Socialista (PPS), realizada na noite desta segunda-feira, 1º de Agosto, confirmou a candidatura a reeleição do prefeito Marcelo Rangel. Ele tentará a reeleição com o apoio de 11 partidos. Além do PPS, formam a aliança; DEM, PSDB, PSB, PSD, PRB, PROS, PSC, PP, PSL e PV.

Marcelo Rangel“A experiência nos traz melhor qualidade na gestão. A saída, o caminho é pela educação em tempo integral, pela industrialização, pelo investimento rigoroso na saúde, pela socialização dos serviços, pela valorização dos nossos servidores. Enfim, levar Ponta Grossa sempre adiante”, disse Rangel.

A candidata a vice da coligação é Elizabeth Schmidt, do PSB. Ela já foi secretária de Administração e também de Recursos Humanos, na atual gestão.

Governo do Estado realiza concurso para a área da Saúde

29/07/2016 12:410 comments
Governo do Estado realiza concurso para a área da Saúde

DSC_0220O Governo do Paraná publicou nesta quinta-feira (28/07) o edital de concurso público número 73/2016, para provimento de 969 vagas para o Quadro Próprio dos Servidores da Saúde (QPPS). O período de inscrição inicia-se em 4 de agosto. As provas objetivas serão realizadas em 25 de setembro. Este é o primeiro concurso público autorizado pelo governador Beto Richa para o recém-criado quadro.

“A contratação dos novos profissionais está em sintonia com os fortes investimentos que o Estado vem realizando na saúde. Nos últimos cinco anos foram mais de R$ 11 bilhões destinados ao setor. Uma soma superior a todo o investimento feito nos oito anos anteriores a 2011”, disse o governador Beto Richa. “O Paraná se consolida como um dos estados do País com a melhor infraestrutura física e de recursos humanos na saúde pública. A realização deste concurso público, com a contratação de médicos, enfermeiros, auxiliares técnicos e demais profissionais, permitirá que o Estado possa melhorar ainda mais o atendimento humanizado e eficiente que hoje é realizado”, ele acrescentou.

FORTALECER – De acordo com o secretário estadual da Saúde em exercício, Sezifredo Paz, o objetivo é recompor o quadro funcional de hospitais, laboratórios públicos, farmácias, regionais de saúde e demais unidades vinculadas à Secretaria de Estado da Saúde. “Precisamos fortalecer nossa força de trabalho para qualificar o atendimento público ofertado à população”, destacou.

CARGOS – O edital prevê preenchimento de cargos para promotores de saúde profissional e para execução. Na primeira categoria, de nível superior, são oferecidas vagas para médicos especialistas; odontólogos; enfermeiros; farmacêuticos; psicólogos; fisioterapeutas; fonoaudiólogos; administradores; assistentes sociais; nutricionistas; contadores; biólogos; arquitetos; bibliotecários; químicos; terapeutas ocupacionais; economistas; veterinários; engenheiros civil, agrônomo, eletricista, mecânico e sanitarista.

A seleção de nível médio, na função de promotor de saúde – agente de execução, envolve profissões como assistente de farmácia; inspetor de saneamento; técnico administrativo, de contabilidade, de enfermagem, de laboratório, de manutenção e de segurança do trabalho.

EDITAL E INSCRIÇÃO – O edital pode ser consultado no endereço www.ibfc.org.br, mesmo local em que pode ser feita a inscrição até as 23h59 do dia 1.º de setembro. O valor é de R$ 120,00 para a função de promotor de saúde profissional e de R$ 70,00 para a função de promotor de saúde agente de execução, com pagamento podendo ser efetuado até o dia 2 de setembro em agência bancária credenciada, mediante boleto gerado no processo da inscrição.

Estão isentos do pagamento os candidatos que comprovarem inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal ou pertencerem a família de baixa renda, conforme estipulado pelo Decreto 6.135, de 2007, e no edital de regulamento do concurso. As vagas para pessoas com deficiência e afrodescendentes respeitam os dispositivos das leis estaduais 18.419/2015 e 14.274/2003.

PROVA – No ato de inscrição, o candidato pode optar por realizar a prova de conhecimento em Curitiba, Londrina, Maringá ou Cascavel. O horário e ensalamento serão divulgados em 16 de setembro. A prova será executada pelo Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), com duração de quatro horas. O resultado será publicado no suplemento de concursos do Diário Oficial do Estado e no endereço eletrônico da organizadora do concurso. Os classificados dentro do número de vagas ofertadas serão convocados, então, para a avaliação médica, que tem caráter eliminatório.

O prazo de validade do concurso é de dois anos, contados a partir da publicação da homologação do resultado, por ato da Secretaria de Estado da Administração e da Previdência, no Diário Oficial do Estado do Paraná, prorrogável por uma única vez, por igual período, a critério da administração pública estadual.

Alimentos e bebidas crescem e investem R$ 5 bilhões no Paraná

28/07/2016 13:560 comments
Copagril em Marechal Cândido Rondon
Copagril em Marechal Cândido Rondon

Copagril em Marechal Cândido Rondon

Apesar da recessão, as indústrias de alimentos e bebidas vêm conseguindo driblar a crise e seguem em crescimento no Paraná. Juntos, os dois setores geram 192,1 mil empregos formais e movimentam R$ 57,7 bilhões em vendas por ano no Estado. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com análise do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

Desde 2011, esses setores já investiram R$ 5,05 bilhões no Estado, apoiados pelo programa de incentivos fiscais Paraná Competitivo, com geração de 52 mil empregos, de acordo com dados da Agência Paranaense de Desenvolvimento (APD). Além disso, dos R$ 9 bilhões em projetos em análise atualmente dentro do programa, cerca de R$ 5 bilhões referem-se a investimentos de Alimentos e Bebidas.

“Os alimentos são itens de primeira necessidade e não dependem de crédito para a compra, como os bens duráveis. Por isso são mais resistentes aos cortes no orçamento realizados pelas famílias durante a crise”, diz Julio Suzuki Júnior, diretor-presidente do Ipardes. “Em tempos de retração, o comportamento da indústria de alimentos costuma se desvincular das demais atividades industriais”.

JANEIRO A MAIO – A produção de alimentos acumula, de janeiro a maio deste ano, crescimento de 3,5% na comparação com o mesmo período do ano passado no Paraná. No setor bebidas, a alta acumulada é de 11,5% na mesma base de comparação, de acordo com dados mais recentes do IBGE.

O resultado do Paraná contrasta com o comportamento desses dois setores no Brasil. No mesmo período analisado, a indústria de alimentos registrou menos 2,7% e a de bebidas teve retração de 1,8%.

PRINCIPAL DO PARANÁ – Com forte investimento realizado nos últimos anos, a indústria de alimentos já é a principal do Paraná. Foi responsável por 24,4% do valor da transformação industrial em 2014, de acordo com dados mais recentes da Pesquisa Anual Industrial (PIA) do IBGE. Está à frente de outros setores importantes, como fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (com 17,2%) e fabricação de coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (9,5%). Em 2008, a participação da indústria de alimentos era de era de apenas 18,1%

DESENVOLVIMENTO – Uma combinação de fatores ajuda a explicar o crescimento do setor nos últimos anos, de acordo com Suzuki Júnior. A oferta de matéria-prima, com uma produção agropecuária representativa no Estado, faz com que a indústrias de alimentos e bebidas se desenvolvam e apostem em investimentos em novas fábricas e expansão de produção.

APOIO DO BRDE – As cooperativas agropecuárias, com apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), investiram fortemente na industrialização da produção do campo nos últimos anos. Somente no setor, foram R$ 951 milhões desde 2011, de acordo com a APD.

EMPREGOS – Boa parte da produção da indústria de alimentos paranaense é voltada, também, para as exportações, o que ajuda a compensar a baixa atividade e a queda no consumo mercado interno.

“Além disso, a indústria de alimentos, ao contrário do setor automotivo, por exemplo, não paga salários muito altos, mas emprega muita gente. Isso não apenas nas fábricas, mas em toda a cadeia envolvida, da produção no campo ao transporte”, acrescenta Suzuki Júnior.

Essa característica, de acordo com o economista, traz uma vantagem para o Estado, que, com o desemprego em alta, tem conseguido segurar o aumento da desocupação, principalmente no Interior do Estado. A maior parte dos investimentos do setor se concentra nas regiões Oeste, Sudoeste e dos Campos Gerais.

APOIO – O apoio do Governo, por meio do programa de incentivos Paraná Competitivo, tem garantido suporte aos investimentos do setor. Além disso, outros fatores têm sido determinantes para atrair projetos de fabricação de alimentação e bebidas no Estado.

“O Paraná sempre esteve na liderança do setor agroindustrial e mesmo no momento na crise o setor não foi afetado. Além disso, os preços das commodities atrelados ao dólar subiram privilegiando o setor”, diz Daniel Dall’Agnol, responsável pelos estudos na área de agroindústria da APD.

Outro fator que atraiu empresas do setor foi o fato de a crise hídrica, que afetou outros Estados, não ter ocorrido aqui, consolidando o Estado do Paraná como uma fonte segura de água.

Richa anuncia vacinação contra dengue para 500 mil pessoas, em 30 municípios

27/07/2016 13:020 comments
Richa anuncia vacinação contra dengue para 500 mil pessoas, em 30 municípios

O governador Beto Richa lançou nesta terça-feira (26) a campanha de vacinação contra a dengue no Paraná e anunciou que 500 mil pessoas serão imunizadas nos 30 municípios com maior circulação viral da doença. A vacinação começa dia 13 de agosto. O Paraná é o primeiro das Américas a fazer uma campanha pública contra a dengue. O Governo do Estado investirá R$ 50 milhões na aquisição da vacina.

Na solenidade, realizada em Paranaguá, com a presença do ministro da Saúde, Ricardo Barros, o governador assinou protocolo com a empresa francesa fabricante da vacina, a Sanofi Pasteur, para a aquisição das 500 mil doses. Já no lançamento da campanha, dez pessoas foram vacinadas.

_MG_9370A meta é vacinar pelo menos 80% do público alvo. No Dia D da campanha, em 13 de agosto (sábado), os postos de saúde ficarão abertos durante todo o dia. A campanha segue por três semanas, até 31 de agosto, nas Unidades Básicas de Saúde dos municípios contemplados.

“Lançamos a primeira campanha pública de vacinação contra a dengue das Américas, graças ao esforço da nossa Secretaria da Saúde, que tem demonstrado muita competência e qualificação em suas ações. Além da vacina, lançamos também testes multiplex para diagnóstico da dengue, zika e chikungunya”, disse o governador.

A previsão é que a vacina seja aplicada em três doses, com um intervalo de seis meses entre cada aplicação. Além desta primeira etapa, em agosto, haverá ainda novas campanhas em fevereiro de 2017 e agosto de 2017. Segundo o governador, a vacinação deste ano terá impacto efetivo no próximo verão, visto que a primeira dose já concede proteção à doença, evitando assim novas epidemias. “Temos ações concretas que vão ao encontro do interesse da nossa população. Investimos aqui R$ 50 milhões para aquisição dessas doses, mas é importante destacar os prejuízos diretos e indiretos gerados pela dengue. Foram mais de R$ 330 milhões de prejuízo com a epidemia, com mobilização do Estado para atender as famílias atingidas, pessoas hospitalizadas e compra de equipamentos, além do impacto indireto na economia afastando turistas e pessoas que deixaram de trabalhar. Não é gasto, é um investimento que fazemos na saúde pública para proteger nossa população”, afirmou Richa.

O governador destacou que o Paraná tem capacidade técnica e infraestrutura adequada para incorporar uma vacina nova no sistema público. “Somos um dos melhores sistemas públicos de saúde do País e nossas campanhas de vacinação alcançam as melhores coberturas. Tudo isso nos credencia a inovar para avançar no controle da doença no Estado”.

DIFERENCIADA – O ministro Ricardo Barros enalteceu a decisão do Governo do Paraná. “O Governo do Paraná inicia a vacinação, com seus próprios recursos, o que certamente protegerá a população do Estado de forma diferenciada”, afirmou Barros. Ele explicou que, por enquanto, não há previsão orçamentária e nem autorização da Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias para o SUS (Conitec) para incorporação da vacina pelo Ministério da Saúde. “Combater o mosquito Aedes aegypti é prioridade do Ministério. A população que não descanse no combate ao mosquito, que transmite outras doenças, além da dengue”, afirmou ele.

AUMENTOU TRÊS VEZES – A decisão de vacinar a população é uma estratégia a mais para controlar a dengue no Paraná e não substitui os cuidados necessários para o combate ao mosquito Aedes aegypti. O repasse de recursos do Governo do Estado para o controle do mosquito transmissor da dengue já atingiu mais de R$ 120 milhões, sem, no entanto, evitar novas epidemias da doença.

A incidência de dengue no Paraná aumentou três vezes de 2013 a 2015. Em relação ao último período epidemiológico (agosto de 2015 a julho de 2016), o número de casos de dengue cresceu 55%. Mais de 80% da população do Estado, cerca de 9 milhões de pessoas, vive em áreas com circulação viral.

“Com a incorporação da vacina em municípios epidêmicos, será possível diminuir a circulação viral de dengue no Estado, protegendo indiretamente também as pessoas não imunizadas”, explica o secretário de Estado da Saúde em exercício, Sezifredo Paz.

O vice-presidente da Sanofi Pasteur, Guillaume Leroy, garantiu que a vacina é segura e eficaz. “Tivemos 20 anos de pesquisa com um conjunto robusto de estudos que mostram que a vacina Dengvaxia proporciona proteção de 93% contra a dengue grave e reduz em 80% as internações pela doença. É uma ferramenta testada e com efetividade comprovada”, relatou.

Ele explicou que para o desenvolvimento da vacina e comprovação de sua segurança e eficácia, a empresa trabalhou com 40 mil pacientes, em dez países, incluindo o Brasil. “A Sanofi tem visão de interesse público para essa vacina. Implantamos uma planta de produção nova na França. Hoje temos vários milhões de doses disponíveis”, informou.

TECPAR – O Paraná também vai ampliar sua participação na disponibilização da vacina ao País por meio do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). As primeiras 500 mil doses estão sendo adquiridas pela Secretaria de Estado da Saúde em compra direta com a empresa. As novas etapas da campanha (2ª e 3ª doses) serão importadas através do Tecpar, numa parceria estabelecida para a disponibilização da vacina contra a dengue no País. “A parceria com o laboratório francês Sanofi Pasteur é fruto de uma cooperação mais ampla, que envolve outras tecnologias de interesse do país, do instituto e do laboratório”, diz o presidente do Tecpar, Julio Félix.

PRESENÇAS – Participaram da solenidade a vice-governadora Cida Borghetti; os secretários da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho; da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos, Artagão Júnior; do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Antônio Carlos Bonetti; da Comunicação Social, Márcio Villela; e do Planejamento, Cyllêneo Pessoa; o chefe da Casa Militar, coronel Adilson Castilho Casitas; o cônsul geral da França em São Paulo, Damien Loras; o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Ademar Traiano; e o deputado estadual Mauro Moraes.

Secretaria da Saúde prepara a estratégia da campanha

Depois do lançamento da campanha de vacinação contra a dengue nesta terça-feira (26), com a assinatura do protocolo de intenções para aquisição das 500 mil doses da vacina da dengue, a Secretaria da Saúde prepara a campanha nos 30 municípios priorizados.
“No dia 6 de agosto vamos reunir os profissionais de saúde envolvidos com a imunização dos 30 municípios contemplados para uma ampla capacitação sobre a vacina e sobre a estratégia da campanha”, explica a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide Oliveira.
A escolha dos municípios foi baseada na epidemiologia da doença no Paraná, considerando os municípios com três epidemias ou mais nos últimos cinco períodos, entre 2010 e 2015; incidência atual com corte acima de 500 casos/100.000 habitantes; número de hospitalização por dengue grave; número de hospitalização por dengue e distribuição etária dos casos de dengue no período atual (agosto de 2015 a julho de 2016).
Após estudos técnicos feitos pela Secretaria da Saúde, foi definido que em 28 dos municípios paranaenses priorizados para a campanha, a população a ser vacinada abrange a faixa etária entre 15 e 27 anos. Essa faixa concentra cerca de 30% dos casos de dengue no Paraná.
Nos municípios de Paranaguá (Litoral) e Assaí (Norte) a vacina será para a faixa etária entre nove e 44 anos completos porque ambas as cidades têm incidência superior a 8 mil casos por 100 mil habitantes. Em Paranaguá, o número de pessoas que têm direito à vacina chega a 90 mil pessoas.
A meta é vacinar pelo menos 80% do público alvo. O Dia D da campanha será realizado no sábado, 13 de agosto, com postos de saúde abertos durante todo o dia. A campanha segue por três semanas, de 13 a 31 de agosto, nas Unidades Básicas de Saúde dos municípios contemplados.
MUNICÍPIOS CONTEMPLADOS, POR REGIONAL DE SAÚDE (RS):
Paranaguá;
Foz do Iguaçu;
Santa Terezinha de Itaipu;
São Miguel do Iguaçu;
Boa Vista da Aparecida;
Tapira;
Santa Izabel do Ivaí;
Cruzeiro do Sul;
Santa Fé;
Munhoz de Melo;
Marialva;
Paiçandu;
São Jorge do Ivaí;
Maringá;
Mandaguari;
Sarandi;
Iguaraçu;
Assaí;
Ibiporã;
Jataizinho;
Porecatu;
Bela Vista do Paraíso;
Cambé;
Londrina;
Sertanópolis;
Leópolis;
São Sebastião da Amoreira;
Itambaracá;
Cambará;
Maripá.

Avançam as obras da nova trincheira de Ponta Grossa

25/07/2016 12:300 comments
Avançam as obras da nova trincheira de Ponta Grossa

Trincheira Jardim Los Angeles - Ponta GrossaOs aterros da trincheira de acesso ao Jardim Los Angeles em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, começam a ser preparados para recebimento dos tirantes, estruturas utilizadas para garantir estabilidade. As equipes contratadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR) trabalham, atualmente, na execução da perfuração – a cada metro de escavação, a máquina perfuratriz faz um furo onde será colocado cimento

Os trabalhos fazem parte da técnica de solo grampeado, utilizada para a contenção da trincheira. Segue também a escavação para preparação da base para implantação das vias marginais da trincheira. Apesar das chuvas que atingiram a região em julho, o andamento é considerado bom. A obra é executada em conjunto com a concessionária Rodonorte.

A expectativa dos moradores, que hoje precisam cruzar a rodovia PR-151 para chegar ao bairro, é de que o trânsito fique mais seguro. Serão beneficiados também os habitantes do Jardim Califórnia, Jardim Esplanada, Parque Nossa Senhora das Graças, Vila Isabel e outras vilas próximas. A região concentra cerca de dois mil moradores.

Segundo dados da Rodonorte, o tráfego é de aproximadamente 28 mil veículos por dia nos dois sentidos da PR-151, no local onde será construída a nova trincheira. Com o fim dos trabalhos, os carros irão passar por baixo da estrada. O Governo do Paraná investe R$ 7,8 milhões na obra.

“Essa é uma obra muito aguardada pela população de Ponta Grossa. A trincheira vai acabar com a fila de carros que esperam para cruzar a rodovia, uma das mais movimentadas do Estado”, diz o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

Richa destaca papel do HC no atendimento médico no Paraná

24/07/2016 16:200 comments
Richa destaca papel do HC no atendimento médico no Paraná

feijoadaO governador Beto Richa reafirmou neste sábado (23/07), durante a 11ª Feijoada dos Amigos do Hospital de Clínicas, em Curitiba, o compromisso do governo estadual em fortalecer a estrutura e o atendimento do HC. “Estamos fazendo nossa parte e dando condições para que o HC continue fazendo o bem para os paranaenses que precisam de atendimento médico ágil e de qualidade”, afirmou.

O governador estava acompanhado no almoço da secretária da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa. Mesmo sob a administração da Universidade Federal do Paraná, do Governo Federal, Richa disse que o Estado tem dado suporte para reforçar o atendimento na unidade. “Como o Governo Federal atrasou os repasses e não tinha reajustado as tabelas do SUS, nós atendemos ao apelo e garantimos socorro para que o hospital continuasse atendendo”, afirmou.

Ele citou o repasse mensal de R$ 340 mil para o Hospital de Clínicas, o que representa ao ano cerca de R$ 4 milhões. Além deste repasse para custeio, o governo estadual enviou um caminhão com medicamentos e materiais médicos-hospitalares para suprir a necessidade emergencial da unidade. Este investimento foi de R$ 94 mil.

Richa elogiou a iniciativa de arrecadar fundos para a unidade e destacou o papel do HC para o atendimento médico no Paraná. “É com alegria que participamos desta iniciativa que tem o objetivo de arrecadar recursos para este hospital que tantas vidas salva diariamente. São 10 mil pessoas atendidas por dia. não só paranaenses, mas gente do Brasil inteiro”, disse.

Além dos aportes mencionados pelo governador, o HC tem convênios com a Secretaria de Desenvolvimento Social, com investimentos de R$ 4 milhões voltados para as áreas de geriatria, pediatria, neonatologia, obesidade e asma.

EVENTO – Segundo a organização da feijoada, 450 pessoas participaram do almoço beneficente que visa arrecadar recursos para o HC. A associação de amigos do HC foi fundada em 1986, para desenvolver projetos e dar suporte financeiro às atividades do Hospital de Clínicas de Curitiba.

Euclides Scalco, presidente da Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas, destacou a boa relação com o governo estadual. “Foi o Estado quem nos deu sustentação e condições para o hospital funcionar. É um grande parceiro do HC”, afirmou.

Segundo ele, a unidade passou por muitas dificuldades nos últimos anos. “Fizemos várias arrecadações na sociedade para garantir condições de o HC atender as pessoas que precisam de atendimento de qualidade. A associação repassou ao hospital R$ 6 milhões”.

BENEFICENTE – Na noite deste sábado, o governador e a secretária Família e Desenvolvimento Social participaram da 13ª Sopa Amiga, jantar organizado pela Associação Franciscana de Educação ao Cidadão Especial (Afece).

A entidade social é parceria do Governo do Estado no acolhimento de pessoas com deficiências e recebem repasses da Secretária da Família e Desenvolvimento Social para o atendimento a este público.