Paraná lidera ranking de atração de investimentos, diz Financial Times

14/04/2016 17:390 comments
Paraná lidera ranking de atração de investimentos, diz Financial Times

Governador Beto Richa acompanhado dos, secretário da receita federal do Brasil, Carlos Alberto Freitas Barreto, secretário da fazenda, Luiz Carlos Hauly, secretário chefe da casa civil, Luiz Eduardo Sebastiani, presidente da junta comercial do Pr., Ardisson Naim Akel, secretário da indústria, comércio e assuntos do mercosul, Ercílio Santinoni, superintendente regional da receita federal, Luiz Bernardi, coordenador de cadastros, Flávio Vilela Campos, chefe da divisão de interação com o cidadão, Francisco Horst, Guilherme Kloss Neto, Sandra Eberle de Carvalho, presidente da FECOMËRCIO, Darci Piana, Mário Nakatani Junior, Joaquim Cancela Gonçalves, presidente da ACP, Edson José Ramos e demais autoidades, assina convênio entre o governo do estado do Paraná e receita federal para integração do sistema das empresas paranaenses. Curitiba, 06/08/2012 Foto: ANPr

O Paraná tem a melhor estratégia para atração de investimentos da América do Sul, de acordo com análise do Jornal Financial Times FDI Intelligence. A pesquisa “Estados Sul-Americanos do Futuro” – edição 2016/2017, realizada pelo grupo britânico, é considerada uma das mais importantes publicações sobre investimento direto no mundo.

O Estado ficou à frente de Bogotá, São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro em um ranking que tomou como base dados de 28 estados, províncias e cidades da América do Sul. Na pesquisa anterior, que avaliou o período entre 2014 e 2015, o Paraná não entrou na lista de premiados. O ranking foi publicado na última edição da FDI (Foreign Direct Investment) Magazine, revista bimestral do grupo.

“Credito o resultado desse estudo ao programa Paraná Competitivo, que alavancou o maior ciclo de industrialização já visto no Estado, e ao diálogo franco e aberto com os investidores em nossa gestão”, disse o governador Beto Richa. “Os investimentos feitos em infraestrutura, especialmente no porto de Paranaguá, em educação e na agricultura também contribuíram para a maior competitividade da economia paranaense”, acrescentou Richa.

O governador também enfatizou a ação da Agência Paraná de Desenvolvimento (APD) e os esforços conjugados entre o governo e o setor produtivo para ampliar a inserção da economia paranaense no mercado internacional.

O secretário do Planejamento e Coordenação Geral, Silvio Barros, ressalta que o Paraná nunca teve tanto destaque no exterior. “Estamos vivendo uma crise econômica no Brasil e enxergamos uma oportunidade de fazer o Paraná emergir como uma alternativa a grandes estados pela sua capacidade de compreender as necessidades dos investidores e pelos seus diferenciais de competitividade”, disse Barros. Entre os diferenciais ele menciona a Sanepar e a Copel entre as melhores empresas do Brasil na área de energia e de saneamento. “Essa análise resultou na decisão de fortalecer a atuação da APD na busca de investimentos externos. E a divulgação dessa pesquisa só confirma que o Paraná está no caminho certo”, afirmou.

CLASSE MUNDIAL – No levantamento do Financial Times, o Paraná foi avaliado com base nas estatísticas oficiais dos últimos anos, na atividade e nos resultados da sua agência de promoção e nos projetos de investimentos na região.

“Ser reconhecido internacionalmente por possuir a melhor estratégia significa que o Paraná é capaz de oferecer serviços de classe mundial e ter clareza de propósito. Isso faz com que a Agência Paraná de Desenvolvimento se distingua das demais agências de investimento do Brasil e da América do Sul” diz Adalberto Netto, presidente da APD.

“Essa premiação também abre portas e atrai as melhores empresas, aquelas que são mais competitivas, mais exigentes, com modelo de negócios modernos e que, em geral, possuem os melhores e maiores projetos de investimento”, acrescenta.

DIGITAIS – De acordo com o Financial Times, um dos destaques do Paraná e da APD é o uso de estratégias digitais, com o uso de ferramentas analíticas e de internet para reforçar o potencial de investimento, além de uma atuação ativa nas mídias sociais.

Além disso, destaca a realização de roadshows para promoção do Paraná para investidores, o desenvolvimento de um novo site e o engajamento em projetos como do Trem Pé Vermelho, que vai conectar 13 cidades no Norte e Noroeste e beneficiar 2 milhões de pessoas.

MUDANÇA – Apesar do seu potencial, até pouco tempo atrás, o Paraná não aparecia na lista de localidades de interesse de muitas empresas nacionais e internacionais, de acordo com Netto. “Com a mudança de estratégia da APD, passando a ter uma atuação agressiva no Brasil e no exterior, hoje a marca Paraná passou a ser reconhecida internacionalmente. Isso se deve à combinação de bom planejamento e inteligência empresarial com missões, eventos e visitas às empresas investidoras no Brasil e no exterior”, diz.

O Paraná Competitivo, programa de incentivos para a atrair investimentos para o Estado, é considerado um dos mais bem sucedidos do País e já atraiu mais de R$ 40 bilhões em investimentos para o Estado (entre recursos da iniciativa privada e de estatais).

BOX 1

Paraná avança de 12º lugar para 8º lugar no ranking de futuro

No ranking geral da pequisa “Estados Sul Americanos do Futuro”, o Paraná conquistou o 8º lugar na edição 2016/2017. O Estado avançou quatro posições em relação à edição anterior (2014-2015), quando havia ficado em 12º lugar.

Entre os estados brasileiros, o Paraná está atrás apenas de São Paulo – que lidera o ranking geral – e Rio de Janeiro. Ao todo foram comparados dados de 133 localidades, entre cidades, províncias e estados da América do Sul.

O Financial Times analisou cinco categorias de indicadores de cada estado: ‘Potencial Econômico’, ‘Capital Humano e Estilo de Vida’, ‘Efetividade de Custos’, ‘Infraestrutura’ e ‘Ambiente Propício para Negócios’.

A sexta categoria, que mede “Estratégia de Atração de Investimentos Estrangeiros”, e na qual o Paraná está no topo da lista, foi realizada à parte, com a participação de 28 localidades da região.

Para Adalberto Netto, presidente da APD, o avanço no ranking geral é relevante, especialmente diante do difícil quadro político e sócio-econômico de 2015 e a competição acirrada de estados da região.

Para ele, a crise traz instabilidade, o que significa risco para investidores e empresas, que sempre procuram segurança e previsibilidade. Esse cenário vai exigir esforço maior para atrair projetos.

Para reduzir a percepção de risco e mostrar as oportunidades do Paraná, de acordo com Adalberto Netto, será necessário investir ainda mais em prospecção, marketing e relacionamento com executivos e empresas.

“O Parana possui vários pontos fortes, como boa infraestrutura, proximidade com mercados, e mão de obra qualificada. Porém, se não comunicar tais vantagens ao mercado e não estiver próximo das empresas, investimentos e empregos serão perdidos para outros estados ou países”, finaliza.

CONFIRA:

TOP 10 MELHOR ESTRATÉGIA DE ATRAÇÃO DE INVESTIMENTO DIRETO

1. Paraná – Brasil

2. Bogotá -Colômbia

3. São Paulo -Brasil

4. Pernambuco -Brasil

5. Rio de Janeiro -Brasil

6. Antioquia -Colômbia

7. Valle del Cauca -Colômbia

8. Risaralda -Colômbia

9. Barranquilla -Colômbia

10. Minas Gerais – Brasil

CONFIRA:

TOP 10 ESTADOS DE FUTURO

1. São Paulo – Brasil

2. Cidade de Buenos Aires -Argentina

3. Rio de Janeiro -Brasil

4. Bogotá -Colômbia

5. Santiago – Chile

6. Antofagasta -Chile

7. Província de Buenos Aires – Argentina

8. Paraná -Brasil

9. Rio Grande do Sul – Brasil

10. Lima – Peru

Fonte: “South American States of The Future 2015/2016

Paraná renegocia dívida com a União e fará economia de R$ 467 milhões

13/04/2016 12:270 comments
Governador Beto Richa  e o superintendente estadual do Banco do Brasil, Edson Pascoal Cardozo, assinam termo aditivo entre a União, o Estado e o Banco do Brasil
Curitiba, 12/04/2016.
Foto: Orlando Kissner/ANPr

Governador Beto Richa  e o superintendente estadual do Banco do Brasil, Edson Pascoal Cardozo, assinam termo aditivo entre a União, o Estado e o Banco do Brasil Curitiba, 12/04/2016. Foto: Orlando Kissner/ANPr

“A mudança é uma conquista dos Estados. Lutamos muito por isso, porque o antigo indexador elevou exponencialmente as dívidas com a União, o que sufocava as finanças estaduais e comprometia investimentos em áreas prioritárias para a população”, disse Beto Richa. Ele integrou todas as iniciativas dos governadores pela mudança do indexador.

“Trata-se de uma mudança extremamente importante. Trocamos um corretor totalmente inadequado para as as condições econômicas atuais por um mais apropriado, que é o IPCA mais 4% ao ano. A mudança vai representar uma redução de quase R$ 500 milhões do estoque da dívida e uma redução do fluxo de pagamento de R$ 16 milhões por mês”, disse o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa. Atualmente, o Estado paga cerca de R$ 1 bilhão por ano em parcelas da dívida.

UM DOS PRIMEIROS – O Paraná é uma das primeiras unidades da federação a assinar o aditivo para a mudança no indexador, previsto na lei complementar 148/2014 e nos decretos federais 8665 de 10 de fevereiro de 2016 e de 29 de dezembro de 2015. O refinanciamento é retroativo a janeiro de 2013.

“O refinanciamento vai gerar um fôlego de caixa para o Paraná. Esses R$ 16 milhões que serão reduzidos nas parcelas mensais poderão ser usados em outras áreas para o desenvolvimento do Estado, disse Edson Pascoal Cardozo, superintendente estadual do Banco do Brasil, que é o agente financeiro da operação.

O contrato original do Estado com a União foi firmado em 1998, quando a União emprestou R$ 5,6 bilhões ao Estado. Devido aos juros, em dezembro de 2015 o Estado já havia pago R$ 13,5 bilhões, mas ainda devia R$ 9,89 bilhões.

Em entrevista, Aliel Machado explica voto contra o processo de impeachment

12/04/2016 17:550 comments
Deputado Aliel Machado votou contra o impeachment. Reprodução: Gazeta do Povo
Deputado Aliel Machado votou contra o impeachment. Reprodução: Gazeta do Povo

Deputado Aliel Machado votou contra o impeachment. Reprodução: Gazeta do Povo

O deputado federal, Aliel Machado (REDE) explicou em entrevista ao blog Caixa Zero do jornalista Rogério Galindo da Gazeta do Povo os motivos que o levaram a votar contra a abertura do processo de impeachment na Comissão. O Ponta-grossense afirmou que estava dividido por motivos políticos e razões jurídicas. Confira abaixo a entrevista exclusiva concedida ao blog Caixa Zero:

Quantas mensagens o sr. recebeu no celular desde ontem?

Ah, não sei. Botei no modo avião meu celular. Agora é um momento de muita paixão dos dois lados. De muito ódio,muita raiva. E as pessoas não têm uma percepção, têm uma ideia que puseram na cabeça e colocaram como objetivo. E com todo o respeito que tenho pela posição das pessoas, acho que não é assim. mas estou recebendo muitas mensagens, inclusive muitas favoráveis.

O sr. parece ter mudado de ideia em cima da hora. O que aconteceu?

Eu estava com muita dúvida. A parte política me dizia para fazer uma coisa e a parte jurídica me dizia para fazer outra, na minha cabeça. E estava com  muita dúvida. Se fosse escolher eu me absteria. Mas é um voto morno. Ia me abster na comissão e no plenário. Mas se abster no plenário ia parecer que eu estava ajudando o governo, que eu não tinha coragem. Quando o partido tomou posição pela admissibilidade eu pensei: “arranjei uma desculpa, vou votar com o partido”. Cheguei a dizer para a Record que a admissibilidade não decidia. E a cada  minuto a gente vendo as coisas acontecerem. E teve duas coisas que me tocaram bastante. Um vídeo do Bolsonaro, antigo, e a gravação do Temer no final da tarde.

E quanto eu percebi, mesmo sendo oposição, o processo jurídico de fato – fui presidente da Câmara de Ponta Grossa, lidei muito com orçamento – e juridicamente não tem crime de responsabilidade na peça. Por mais que o contexto seja grave, por mais que esteja praticamente comprovado o desvio de campanha, meu medo era dar uma legitimidade que não existe para o Temer assumir a Presidência. É ajudar o Cunha, que com a entrada do Temer tenho certeza absoluta que se livra da cassação. Tem um acordo com os partidos. E isso me tocou bastante.

O que está na rua, esse movimento de indignação, essas pessoas que não aceitam a corrupção, isso não pode parar. E eu acredito que não vai parar, vai fortalecer as investigação. Ao contrário do PT nunca achei que é golpe. Falei no meu discurso que o PT errou e vai pagar, está pagando. Tem muita gente presa. E acho que tem que ir pra cadeia mesmo. Agora o voto era sobre aquele relatório. Pedalada fiscal sequer existe um termo jurídico. Não é crime. Eu sei que lá na frente vai ser dito que esse não era o caminho legal. E quem está buscando a legalidade quer que o Brasil supere isso com maturidade. E eu não me senti à vontade para votar em algo ilegal.

O sr. acha que essa decisão prejudica sua candidatura a prefeito em Ponta Grossa?
Eu não pensei na eleição. Se pensasse na eleição votaria pelo impedimento. Mas eu seria só mais um. Prefiro não ser só mais um. Lá em Ponta Grossa teve deputado estadual que foi à rua pelo impeachment, isso é oportunismo. Estou de consciência limpa. Se a consequência do que fiz ajudar, ótimo. se for pensar só em eleição não acaba com a corrupção, não vai ser justo. Não é a primeira vez. Sou deputado e me colocaram como pré-candidato a prefeito pelas pesquisas. Se eu mudar isso eu perco a minha essência. Eu fiz 61 mil votos me Ponta Grossa. Nunca ia ser deputado se não fosse por Ponta Grossa. Mas não estou traindo meus princípios. Talvez nem deputado eu volte a ser. Mas estou tranquilo, sou jovem, posso trabalhar em outra área. Mas nunca tinha sentido muita tristeza, dias antes da votação. Porque eu tentava arranjar justificativa para votar a favor e não conseguia.

A gente sabe que o governo está tentando conseguir votos. O sr. foi procurado?
Fui procurado pelos dois lados, pelo Temer e pelo governo. Por deputados. E falei: “estou indeciso, minha decisão vocês só vão saber na hora”. E me ligavam durante esses dias: “Olha, vem aqui, vamos conversar, você não quer falar com o Temer?” “Não”, falei, “acho que não”. “Não, fale com ele.” Chegaram a marcar reunião pra mim. Ontem [segunda]
me mandaram: “O sr. pediu uma reunião com o Temer, ele vai lhe atender agora”. “Não, não não. Eu não pedi reunião nenhuma. Eu não vou.” Antes da votação. E do governo alguns deputados do governo, não o Palácio. Do Paraná, inclusive. O Enio veio conversar comigo. Disse que sabe que eu sou oposição, mas que é muita grave. Eles sabem que eu entrei com ação no tribunal pedindo cassação da chapa, digo que a Dilma e o Temer não têm mais legitimidade de ficar. Que tinham que renunciar. Eles me veem meio como o PSol aqui… Mas teve só conversas de parceiros, que vinham me perguntar.

Mas o Temer está articulando assim tão abertamente?
Vergonhoso. E de fato está fazendo. Ele foi para o Rio de Janeiro conquistar os deputados do PMDB. E foi para outros estados. E quem está operacionalizando isso para ele é o Cunha. Eu tive uma conversa com o Cunha na semana passada. Porque eu fui na sala dele porque tinha um grupo querendo entrar no plenário e ele não autorizava. Fiquei puto da cara e fui lá. O Cunha falou: “Você não vai mais andar em Ponta Grossa. O Temer vai ser presidente, você vai ver. Ele estava numa reunião com o Paulinho da Força e o Rodrigo Maia do DEM. Eles coordenando, articulando e chamando os líderes partidários, os deputados, convencendo. O Mendonça Filho veio me pedir, do DEM: “Você tem que ser a favor”. Vários deles. Os caras que estão a favor do impeachment estão montando o governo com o Temer, eles vão assumir o comando de tudo. DEM, PSDB, todos esses caras. É o jogo aqui.

Mas chegaram a oferecer algo?
Não, nenhum dos dois lados. Não iam fazer. Como eu não tinha tomado decisão ficava mais difícil, acho. Falaram que iam ajudar, que o governo ia atender, o que que eu queria. “O que que você quer? O que que você acha que você precisa, pra te ajudar? Você é candidato a prefeito, tem que votar a favor e tal…” Isso o pessoal do Temer, né? Mas não chegaram a me oferecer nada. O governo nem me procurou.

Com isso o sr. já adiantou seu voto no plenário?
Sou contra.

O partido se mostrou surpreso com seu voto. O sr. acredita que haverá punição?
Que punição? O partido liberou os deputados. Eu consultei os filiados no Paraná e deu 40% das pessoas da Rede contra o impeachment no Paraná. Mas o resumo é que o que me preocupa é o programa do Temer e dar força para o Cunha. E outra coisa: dos 38 deputados que votaram pelo impeachment, 35 têm processo na Justiça. É essa turma que está defendendo.

Fonte: Blog Caixa Zero (Gazeta do Povo)

http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/caixa-zero/aliel-diz-que-grupo-marcou-reuniao-com-temer-e-perguntou-o-que-ele-queria/

Exportações do Paraná cresceram 12% no trimestre

11/04/2016 12:250 comments
Exportações do Paraná cresceram 12% no trimestre

As exportações do Paraná cresceram 12% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. Curitiba, 08/04/2016. Foto: ANPr

As exportações do Paraná cresceram 12% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. Impulsionadas pelo câmbio favorável, as receitas de vendas externas somaram US$ 3,34 bilhões, contra US$ 3 bilhões nos primeiros três meses de 2015, de acordo com dados de Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Os embarques de soja em grão, carnes e automóveis puxaram o resultado.

As importações, por outro lado, sentiram o peso do dólar desfavorável e tiveram queda de 24,3%. Foram US$ 2,43 bilhões no primeiro trimestre, contra US$ 3,2 bilhões de janeiro a março do ano passado.

Com o resultado, o Paraná fechou o primeiro trimestre com um superávit comercial de US$ 928,8 milhões. O Estado respondeu, sozinho, por 11% do saldo comercial brasileiro no trimestre, de US$ 8,4 bilhões.

O desempenho do Paraná nas exportações foi melhor do que o do Brasil, que, mesmo com o câmbio favorável, registrou queda nos embarques. No primeiro trimestre, o Brasil registrou uma retração de 5% nas exportações, para US$ 40,6 bilhões.

“O Paraná está aproveitando melhor a válvula de escape proporcionada para o câmbio para crescer nas vendas externas, o que deve ter um reflexo positivo no desempenho da economia paranaense em 2016”, afirma Julio Suzuki Júnior, diretor-presidente do Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social). Um dado relevante, de acordo com ele, é que as exportações paranaenses estão crescendo não apenas no complexo soja, tradicionalmente exportador, mas também na indústria, que perdeu espaço no mercado externo nos últimos anos.

INDUSTRIALIZADOS – No primeiro trimestre, as vendas externas de produtos manufaturados foram puxadas pelos automóveis, cujos embarques totalizaram US$ 99 milhões, 166% mais do que no mesmo período do ano passado.

Parte desse desempenho se deve à melhora nas relações comerciais com a Argentina, com a mudança de governo no País. As exportações de veículos de carga, por sua vez, cresceram 143,6%, para US$ 33,7 milhões.

Para Suzuki Júnior, a tendência é de melhora do quadro de exportações da indústria, principalmente com o início das exportações de celulose pela nova fábrica da Klabin em Ortigueira, nos Campos Gerais. “O setor de papel e celulose deve ser um dos destaques nas exportações em 2016”, afirma.

SOJA – No agronegócio, a soja puxou os embarques paranaenses. As exportações do grão – que respondem por 24% das vendas externas do Estado – aumentaram 106,2%. Passaram de US$ 393,1 milhões no primeiro trimestre do ano passado para US$ 810,5 milhões no mesmo período de 2016.

As vendas de carne bovina in natura, por sua vez, cresceram 265%, de US$ 7,1 milhões para US$ 25,9 milhões, embaladas pelo fim de embargos e queda de barreiras sanitárias ao produto paranaense nos últimos meses. As vendas de carne suína in natura avançaram de US$ 22,3 milhões para US$ 33,2 milhões, alta de 48,4%. A receita de carne de frango in natura – segundo colocado na pauta de exportações do Estado – teve queda pequena, 3,6%, para US$ 449,8 milhões.

As exportações de cereais, principalmente milho, também tiveram resultado positivo, com alta de 51,4% na mesma base de comparação – de US$ 145,8 milhões para US$ 220,8 milhões.

De acordo com Suzuki Júnior, a tendência geral nas exportações é de crescimento em 2016. “Depois de dois anos de retração, as exportações devem fechar com crescimento em 2016 e ajudarem o Paraná a ter um saldo positivo na balança comercial”, afirma.

COMPRAS EXTERNAS – As importações, porém, seguem em tendência de queda, influenciada pelo dólar alto e pela redução da atividade econômica. No primeiro trimestre, a maior retração, de 60%, foi registrada nas importações de óleo bruto de petróleo, de US$ 212,1 milhões, para US$ 84,7 milhões. As compras de automóveis de outros países tiveram resultado semelhante, com queda de 59%, de US$ 148,3 milhões para US$ 59,9 milhões.

O destaque de crescimento ficou para as importações de máquinas e aparelhos para fabricação de pasta celulósica e papel. As importações passaram de US$ 11,4 milhões para US$ 81,4 milhões – alta de 616% – impulsionadas pelo projeto da Klabin em Ortigueira.

Ainda assim as importações paranaenses caíram menos do que a média brasileira. As importações do País recuaram 33,4% no primeiro trimestre, para US$ 32,2 bilhões.

Paraná lidera exportações das cooperativas brasileiras

08/04/2016 13:000 comments
Paraná lidera exportações das cooperativas brasileiras

FOTO1As cooperativas paranaenses responderam, no primeiro trimestre, por 33% do total exportado pelo setor no País, de US$ 1,36 bilhão. Ao todo, foram US$ 447,3 milhões em exportações, alta de 16% em relação ao mesmo período do ano passado, de US$ 386,4 milhões, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

No mesmo período do ano passado, a participação das cooperativas paranaenses estava em 31,73%. De acordo com a Secex, São Paulo ficou em segundo lugar no primeiro trimestre de 2016, com US$ 309,2 milhões, Santa Catarina em terceiro, com US$ 210 milhões, e Minas Gerais em quarto, com US$ 151,9 milhões.

Das dez maiores exportadoras do setor cooperativista no Brasil, três são paranaenses: Coamo, de Campo Mourão, C.Vale, de Palotina, e Cooperativa Agroindustrial Lar, de Matelândia. Os principais mercados de exportação são China, Estados Unidos e Emirados Árabes. Produtos do complexo soja e carne de frango são os destaques na exportação.

PORTO – O Porto de Paranaguá também é o líder na exportação das cooperativas brasileiras, responsável por 45,97% dos embarques no trimestre – US$ 627,2 milhões, à frente do porto de Santos (SP), com US$ 534,2 milhões e Itajaí (SC), com US$ 98,9 milhões.

RESULTADO – A combinação de safras recordes de grãos, aliadas a pesados investimentos em tecnologia e profissionalização colocaram o Paraná no topo do setor cooperativista no País. Há cinco anos, o Paraná ocupava a segunda colocação nas exportações das cooperativas, atrás de São Paulo.

“Esse resultado foi possível graças à combinação de integração com o produtor, adensamento da produção, profissionalização, inovação na gestão e tecnológica e um ambiente favorável para investimentos”, diz Francisco José Gouveia de Castro, diretor do centro estadual de estatística do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).

“Hoje o ambiente de negócios no Estado é outro, há espaço para diálogo entre o setor público e o privado”, diz, ao citar que como exemplo o programa de incentivos fiscais Paraná Competitivo, que favorece projetos de ampliação ou construção de novas unidades, e o apoio dado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

A agência paranaense do BRDE bateu recorde de contratações para o setor cooperativista no ano passado, com R$ 830,9 milhões. O volume foi 185% superior ao registrado (R$ 291,5 milhões) em 2014.

As cooperativas, de acordo com dados divulgados pela Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), responderam por 56% da produção agropecuária no Estado no ano passado. Os investimentos alcançaram R$ 2,3 bilhões e a geração de tributos totalizou R$ 1,5 bilhão.

Ao todo, de acordo com a Ocepar, cooperativismo paranaense congrega 1,3 milhão de cooperados, possui 2 mil empregados e gera 2,6 milhões de postos de trabalho.

Governo do Paraná investe R$ 7 milhões em obras nas escolas da rede estadual

03/04/2016 15:490 comments
Secretaria de Estado da Educação do Paraná, Colégio Estadual Leoncio Correia no Bairro Bacacheri, vai receber obras elétricas. 31-03-16. Foto: Hedeson Alves

Secretaria de Estado da Educação do Paraná, Colégio Estadual Leoncio Correia no Bairro Bacacheri, vai receber obras elétricas. 31-03-16. Foto: Hedeson Alves

O Governo do Paraná vai realizar obras em 23 prédios escolares. O investimento é de R$ 7 milhões. Em algumas escolas a Secretaria de Estado da Educação já iniciou as obras. Diversos outros contratos estão sendo assinados com as construtoras, com emissão de ordens de serviço. As obras contemplam um pacote de melhorias que o Governo do Estado irá desenvolver ao longo de 2016.

No município de Quedas do Iguaçu, no Centro Sul do Estado, será finalizada a construção da nova sede do Colégio Estadual Chico Mendes. O novo prédio vai atender a uma demanda antiga da Comunidade Renascer, pertencente ao Assentamento Celso Furtado, que esperava há nove anos por uma escola própria.

Por quase uma década o colégio funcionou em prédios adaptados ou escolas cedidas pelo município. Com a nova unidade, alunos, professores e funcionários terão um espaço próprio e adequado para o ensino dentro de todas as normas técnicas de segurança. O colégio poderá atender até 2.200 alunos nos três turnos. Hoje a escola atende 335 alunos do ensino fundamental e médio.

“Teremos uma estrutura adequada que vai melhorar e facilitar o nosso trabalho. Os alunos terão melhores condições de aprender e os professores de realizar um bom trabalho pedagógico e isso vai resultar na qualidade da educação que queremos”, comemorou a diretora Lourdes Uliano.

A obra foi interrompida em 2013, com apenas 40% dos trabalhos concluídos, após a empresa responsável desistir do projeto. Para atender ao pedido da comunidade escolar e terminar a espera, o Governo do Paraná liberou R$ 2,4 milhões. O investimento total será de R$ 3 milhões.

A nova unidade do Chico Mendes vai contar com saídas de emergência, pista tátil (para alunos cegos), rampa de acessibilidade, refeitório e quadra poliesportiva coberta, laboratórios de informática e ciências, biblioteca, sala multiuso e casa para o permissionário (funcionário que cuida da escola no período em que Grandes Rios, no Vale do Ivaí, já começou a construção do novo bloco do Colégio Estadual Marechal Floriano Peixoto.não há aulas), além de cozinha e sanitários (sendo um adaptado para alunos cadeirantes).

REVITALIZAÇÃO – No município de Grandes Rios, no Vale do Ivaí, já começou a construção do novo bloco do Colégio Estadual Marechal Floriano Peixoto. A estrutura vai abrigar cozinha, depósito para alimentos, laboratório de informática, sanitários, central de gás e uma passarela coberta. A escola toda irá passar também por reformas no telhado, forro e rede elétrica.

A nova ala irá substituir o antigo bloco que foi interditado após apresentar problemas na estrutura. O novo bloco teráinvestimento de cerca de R$ 940 mil. “Para nós é a realização de um sonho ter a escola com toda estrutura necessária para oferecermos uma boa educação aos alunos. É uma obra que vai trazer benefícios em todos os aspectos, desde o ânimo dos alunos aos resultados de ensino e aprendizagem”, disse a diretora Rejane Mara Ribeiro.

Também no Vale do Ivaí, no município de Mauá da Serra, as obras de reparos gerais já começaram no Colégio Estadual João Plath. Todo o colégio vai passar por obras de melhorias com investimento superior a R$ 500 mil.

DESCENTRALIZADAS – De outubro de 2015 até agora, a Secretaria de Estado da Educação já liberou recursos para 61 obras descentralizadas, aquelas que custam até R$ 150 mil. No total, são cerca de R$ 6 milhões liberados. Somente no mês de março, foram liberados recursos para importantes obras em escolas de Curitiba (Leôncio Correia e Maria A. Teixeira), cada uma no valor aproximado de R$ 100 mil.

Também foram beneficiados os colégios estaduais Bragantina (Assis Chateaubriand), Jardim Consolata (Cascavel), Santa Cruz (Cascavel), Boa Vista (Céu Azul), São João do Pinhal (São Jerônimo da Serra), Monteiro Lobato (Dois Vizinhos), Eduardo Michelis (Missal), Industrial (Francisco Beltrão), Olavo Bilac (Ubiratã) e Domingos Francisco Zardo (Palotina).

PM realiza segunda fase da “Operação Conjunta Forças de Segurança dos Campos Gerais”

02/04/2016 13:150 comments
PM realiza segunda fase da “Operação Conjunta Forças de Segurança dos Campos Gerais”

7Primando pela continuidade das ações de polícia ostensiva e, especialmente, preventiva, o 1º Batalhão de Polícia Militar desencadeou em Ponta Grossa, entre os dias 31/03 e 01/04, a segunda fase da “Operação Conjunta Forças de Segurança dos Campos Gerais”, lançada no último dia 24 de março como forma de coibir a incidência criminal no município.

Num trabalho conjunto, participaram da operação Policiais Militares do 1º BPM, equipes da Guarda Municipal e agentes da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte. A exemplo do ocorrido na 1ª fase da operação (24 a 26/03), além da intensificação do policiamento, foram desencadeadas blitzes de trânsito, bloqueios de vias, saturação, abordagens a pessoas e veículos em atitude suspeita, bem como a estabelecimentos previamente identificados.

Ao todo, durante a 2ª fase da operação, foram abordadas 52 pessoas e vistoriados 111 veículos, dos quais 28 foram recolhidos ao pátio da OPM por irregularidades administrativas de trânsito, lavrando-se 58 Autos de Infração de Trânsito.

Durante as ações policiais realizadas na quinta-feira (31/03), um veículo VW/Gol furtado no Bairro São José foi recuperado pela Guarda Municipal instantes depois do crime. Um rapaz de 21 anos de idade, suspeito de envolvimento no delito, foi encaminhado à delegacia. Ainda na quinta-feira, em outra ação policial, dois homens, de 40 e 43 anos de idade, foram detidos pela Polícia Militar no Bairro Boa Vista, após serem flagrados no momento em que negociavam uma carga de 90 pacotes de cigarros contrabandeados. Dois veículos utilizados pelos infratores, um FORD/Focus e um FIAT/Línea, foram apreendidos na ocorrência.1

Já na sexta-feira (01/04), um rapaz de 26 anos de idade, conduzindo um veículo FORD/Fiesta, acabou detido pela PM após tentar evadir-se de um bloqueio policial. Ele não possuía Carteira Nacional de Habilitação e seu automóvel apresentava débitos. O infrator foi conduzido ao Cartório PM para lavratura de Termo Circunstanciado.

As ações preventivas desenvolvidas nesta etapa da operação, além de coibir a incidência criminal no município de Ponta Grossa, demonstram a união de esforços das Forças de Segurança da cidade em busca de um objetivo comum: oferecer maior tranquilidade à comunidade pontagrossense.

Paraná antecipa vacinação contra a gripe e deve imunizar contra a dengue

01/04/2016 23:500 comments
O Secretário Estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, apresenta, em coletiva de imprensa, as audiências realizadas  em Brasília sobre a Vacina contra a Dengue e  a Gripe.
Curitiba,01/04/2016

O Secretário Estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, apresenta, em coletiva de imprensa, as audiências realizadas  em Brasília sobre a Vacina contra a Dengue e  a Gripe. Curitiba,01/04/2016

O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, anunciou nesta sexta-feira (01/04) que o Paraná vai antecipar para 25 de abril o início da campanha de vacinação contra a gripe no Estado. Caputo Neto falou ainda sobre detalhes sobre a intenção do Governo do Paraná de adquirir por conta própria vacinas contra a dengue para oferta na rede pública de saúde.

Os anúncios foram feitos em Curitiba, durante coletiva de imprensa. O objetivo foi fazer um balanço dos resultados alcançados pela Pasta após uma série de audiências com autoridades de saúde, em Brasília, nesta semana.

Com a antecipação da campanha, os paranaenses terão mais cinco dias para serem imunizados contra os vírus da gripe. A medida deve ser tomada também pelos outros Estados do Sul. Segundo o Ministério da Saúde, a campanha nacional deve começar apenas em 30 de abril.

“Tendo em vista a queda nas temperaturas e o aumento no número de casos de gripe em São Paulo, entendemos que é necessário iniciar a campanha mais cedo. Para viabilizar isso, tivemos que lutar por mais doses em Brasília e organizar um amplo processo de logística para a distribuição da vacina no Paraná”, destacou o secretário, que foi o interlocutor dos Estados do Sul na reunião com representantes do ministério nesta quinta-feira (31).

Em 25 de abril, o Paraná já terá recebido 48% do total de doses previstas para todo o período de imunização. O restante virá em lotes enviados semanalmente pelo Ministério. Até 20 de maio, data estipulada para o término da campanha, o Estado deve vacinar 2,9 milhões pessoas.

Assim como no ano passado, terão direito à vacina gratuita idosos (+60 anos), crianças de seis meses a menores de cinco anos, gestantes, mulheres com pós-parto de até 45 dias (puérperas), doentes crônicos, profissionais de saúde, indígenas, trabalhadores e detentos do sistema prisional.

De acordo com o coordenador estadual de Imunização, João Luis Crivellaro, a meta é vacinar 80% deste público-alvo, mas o Paraná espera atingir uma cobertura vacinal próxima a 95% e 98%. “Historicamente, somos sempre um dos primeiros Estados a atingir esta meta. Neste ano, queremos alcançar esses índices o mais cedo possível, garantindo a imunização dos grupos prioritários de forma mais precoce”, ressaltou.

A vacina demora pelo menos duas semanas para fazer efeito. Ela é eficaz contra os três tipos do vírus da gripe mais circulantes no País – Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e Influenza B. Em adultos, a dose é única. Já para crianças, é preciso completar o esquema vacinal de duas doses para que o imunobiológico conceda a proteção desejada.

VACINA DA DENGUE – Na coletiva de imprensa desta sexta, o secretário da Saúde informou também que o Paraná deverá oferecer gratuitamente, a partir de junho, uma vacina pioneira contra a dengue na rede pública de saúde. As doses serão adquiridas com recursos próprios do governo estadual, visto que a União – responsável pelo programa de imunização – ainda não sinalizou a inclusão da vacina no calendário básico do SUS (Sistema Único de Saúde).

Cerca de R$ 25 milhões já foram reservados no orçamento do Estado para este fim, conforme determinação do governador Beto Richa. “Ainda não sabemos quanto vamos investir na aquisição das vacinas, pois aguardamos uma definição da Anvisa em relação ao preço que poderá ser praticado pelo fornecedor para as doses comercializadas no País”, explicou Caputo Neto.

Essa definição deve sair em breve, segundo informações da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos. “Esperamos que esse processo de precificação seja finalizado nos próximos trinta dias. Hoje, esse é o principal impedimento para que façamos a compra imediatamente”, detalhou o secretário.

Tão logo seja estabelecido o preço máximo da vacina, o Estado dará andamento às negociações com a indústria farmacêutica francesa Sanofi Pasteur, produtora da única vacina contra a dengue devidamente registrada no Brasil. Na primeira etapa o Paraná pretende adquirir 500 mil doses.

Estudos realizados pelo Sanofi revelam que a aplicação da vacina em larga em escala reduz em até 93% o número de casos graves de dengue. A medida também tem impacto direto no número de internações, que pode cair em cerca de 81% em locais com campanhas de vacinação.

A vacina tem eficácia comprovada de 66%, protegendo contra os quatro subtipos do vírus da dengue (DENV 1, DENV 2, DENV 3 e DENV 4). “No Paraná, essa porcentagem poderá ser ainda maior, pois a vacina é extremamente eficaz contra os vírus DENV 1 e DENV 4, que mais circulam no Estado”, disse a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide de Oliveira.

No momento, a Secretaria da Saúde avalia quais grupos prioritários serão beneficiados pela nova vacina. De acordo com a empresa produtora, a indicação de uso é para pessoas com idade entre nove e 45 anos. Além disso, serão levados em conta aspectos epidemiológicos, como o grau de exposição das pessoas, o número de casos da cidade, a faixa etária e os grupos de risco, que evoluem com mais frequência para a forma grave da doença.

Para o diretor-geral da Secretaria da Saúde, Sezifredo Paz, a decisão de disponibilizar a vacina contra a dengue na rede pública é uma medida essencial para conter o avanço da doença no Estado. “Além de proteger o cidadão que receberá a dose, a vacina beneficia toda a população, pois diminui a circulação viral nos municípios atendidos”, conclui.

Medida Cautelar suspende concurso público da É-Parana

31/03/2016 19:230 comments
Medida Cautelar suspende concurso público da É-Parana

e-paranaIndícios de irregularidade levaram o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) a emitir medida cautelar que suspende a realização do concurso público da É-Paraná, marcado para este domingo, 3 de abril. A cautelar foi concedida pelo conselheiro Fernando Augusto Mello Guimarães, com base em análise apresentada pela 1ª Inspetoria de Controle Externo (1ª ICE) do TCE-PR, responsável pela fiscalização da Rede e Televisão Educativa do Paraná (RTVE) e do Serviço Social Autônomo É-Paraná Comunicações.

A concessão da liminar determinou o imediato cancelamento do concurso, com a devolução das taxas recolhidas aos interessados, até que sejam demonstradas a real necessidade das vagas e a correta contratação de entidade promotora para o teste seletivo. Além disso, o edital deve demonstrar, de forma inequívoca, o conteúdo das provas de conhecimentos teóricos e práticos, bem como o dos testes de conhecimentos gerais e específicos, adequados às funções a serem exercidas no órgão.

O TCE-PR acatou recurso apresentado pela RTVE, considerando que o Edital nº 01/2016 apresentou “absoluta e completa ausência de planejamento, cumulada com a ausência do cumprimento do Princípio da Continuidade do Serviço Público, diante da disparidade de vagas ofertadas no edital e o efetivo técnico e administrativo que presta serviços à RTVE”. O Edital prevê a contratação de 58 cargos a menos dos que existem hoje.

A análise da 1ª ICE levou em consideração a omissão de conteúdos do concurso, devido à ausência de provas que avaliem os candidatos de forma a selecionar os mais aptos e capacitados. E questionou a ausência de critérios para a contratação da entidade Fundação de Apoio ao Desenvolvimento – Unicentro. A Inspetoria entendeu que a desproporção entre cargos e funções existentes atualmente e as vagas ofertadas no concurso “pode gerar um verdadeiro apagão técnico na RTVE”.

Em reuniões com a É-Paraná, a RTVE havia solicitado que fosse realizado Processo Seletivo Simplificado (PPS), assim como havia discriminado cargos e atribuições necessários ao funcionamento da Rádio e TV Educativa.

 

Contrato

A 1ª ICE explicou no recurso que a realização de concurso para a contratação de mão de obra que atenda às necessidades específicas da Rádio e Televisão Educativa do Paraná é um tema que já gerou vários processos junto ao Tribunal de Contas. Em inúmeras oportunidades, o TCE recomendou que o governo regularizasse as contratações informais e o pagamento por cachê, que gerava grave passivo trabalhista ao Estado. Diante da falta de medidas corretivas, foram aplicadas multas aos gestores.

Para resolver a questão das contratações, o Governo do Estado criou a É-Paraná Comunicação, um Serviço Social Autônomo. A É-Paraná, pessoa jurídica de direito privado, organização sem fins lucrativos de interesse coletivo, tornou público em 19 de fevereiro deste ano o Edital do Concurso Público nº 01/2016, sob regime celetista, para provimento de vagas e formação de cadastro de reserva técnica para suprir as necessidades de pessoal junto a Rádio e Televisão Educativa do Paraná.

A 1ª ICE entendeu, no entanto, que “em momento algum a RTVE e a É-Paraná firmaram contrato para a realização do concurso público, sendo essa uma das razões para a suspensão do certame”.

O relator da cautelar determinou a imediata comunicação da decisão ao governador Beto Richa, à É-Paraná e ao secretário de Comunicação Social, à qual é vinculada a RTVE, Paulino Viapiana.

Fonte: TCE/PR

Arrombadores são detidos pela Polícia Militar

15:350 comments
Arrombadores são detidos pela Polícia Militar

FOTO ARROMBAMENTO PGPonta Grossa – Policiais Militares da 1ª Companhia PM (Base Comunitária Móvel e Motociclistas) detiveram dois adolescentes nesta quarta-feira, 30 , acusados de arrombar uma residência no Bairro Jardim Vitória. As apreensões ocorreram durante uma abordagem policial. Os objetos furtados foram recuperados.

Durante patrulhamento pela Avenida Congonhas, região do Bairro Chapada, por volta de 13h30min, a equipe PM avistou dois indivíduos carregando duas bolsas grandes, os quais demonstraram certo nervosismo ao perceber a presença policial e foram abordados.

Ao realizar a revista pessoal e vistoria no interior das bolsas, os policiais localizaram vários objetos, dentre eles peças de vestuário, perfumes e diversos eletrônicos, dos quais os adolescentes abordados não souberam informar a procedência. Durante a identificação dos suspeitos, uma ocorrência de furto qualificado (arrombamento) a uma residência situada à Rua Cronos, no Jardim Vitória, foi registrada junto ao telefone de emergência 190.

A equipe PM foi até o local, onde a vítima do arrombamento, de 27 anos de idade, relatou a ocorrência do furto e reconheceu os objetos apreendidos em poder dos adolescentes como sendo de sua propriedade.

Os infratores e produtos de furto recuperados foram conduzidos à delegacia para as medidas legais necessárias.

Fonte: Polícia Militar