Com presença de Michel Temer, Klabin inaugura unidade de Ortigueira

28/06/2016 23:520 comments
O governador Beto Richa participa da inauguração da Unidade Puma, nova fábrica de celulose da Klabin, em Ortigueira, nos Campos Gerais. Participaram da solenidade: Presidente da República, Michel Temer, a vice-governadora Cida Borghetti, o CEO da Klabin, Fabio Schvartsman, a prefeita de Ortigueira, Lourdes Banach, entre outras autoridades.
Ortigueira, 28-06-16.
Foto: Arnaldo Alves / ANPr.

O governador Beto Richa participa da inauguração da Unidade Puma, nova fábrica de celulose da Klabin, em Ortigueira, nos Campos Gerais. Participaram da solenidade: Presidente da República, Michel Temer, a vice-governadora Cida Borghetti, o CEO da Klabin, Fabio Schvartsman, a prefeita de Ortigueira, Lourdes Banach, entre outras autoridades. Ortigueira, 28-06-16. Foto: Arnaldo Alves / ANPr.

O governador Beto Richa recebeu nesta terça-feira (28) o presidente Michel Temer, que veio ao Paraná para a inauguração da fábrica de celulose da Klabin, em Ortigueira, nos Campos Gerais. O presidente e o governador destacaram o impacto econômico e social do empreendimento na região. Eles foram recebidos pelo presidente da Klabin, Fábio Schvartsman, diretrores e funcionários da empresa.

A nova fábrica tem o apoio do Governo do Estado, pelo programa de incentivo fiscal Paraná Competitivo. “O empreendimento é um exemplo para o Brasil voltar a crescer e gerar empregos. Um país é amparado na inciativa privada. A conjugação daqueles que empregam e são empregados fazem a nação crescer”, afirmou o presidente. Temer destacou o apoio dado pelo governo estadual e pelo governo federal para o empreendimento. “É importante que o poder público atue para fomentar investimentos como esse. O que o Brasil precisa agora é de empregos”.

O governador Beto Richa disse que o empreendimento contribui para a consolidação do maior ciclo de industrialização do Paraná. O projeto Puma, como é denominado, recebeu investimento de R$ 8,5 bilhões e criou 1,4 mil empregos diretos. Na construção chegou a empregar 14 mil pessoas. “É um projeto grandioso, que representa o novo momento por que passa o Paraná, de crescimento econômico e desenvolvimento social”, afirmou Richa.

Ele lembrou que, além do incentivo fiscal, o protocolo do governo estadual com a Klabin inclui mais um avanço. “Uma decisão inovadora de distribuir de forma justa os recursos do ICMS gerado pela Klabin entre os 12 municípios que têm área de reflorestamento e que fornecerão matéria-prima para a fábrica. A medida permitirá que essas cidades cresçam no mesmo ritmo que Ortigueira, garantindo desenvolvimento integrado”, disse Richa. Os municípios têm baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e somam 250 mil habitantes.

RICHA PARTICIPA DA INAUGURAÇÃO DA FÁBRICA DA KLABIN EM ORTIGU

O governador anunciou que a Klabin investirá R$ 2 milhões num programa de melhoria do ensino em 29 escolas públicas de Ortigueira e Telêmaco, em parceria com o Estado.

CONFIANÇA – O presidente do Conselho de Administração da Klabin, Paulo Coutinho Galvão Filho, disse que o investimento no projeto Puma é resultado da confiança da empresa no Brasil e no Paraná.

“Para o Brasil voltar a crescer é fundamental que tenha um setor industrial sólido e competitivo”, afirmou ele, que destacou o apoio do governo estadual. “Hoje, somos a maior produtora e exportadora de papeis de embalagens do Brasil. Esse investimento, que teve importante apoio do governo estadual, eleva o patamar da klabin e transforma essa região com a geração de empregos e impostos”, disse.

NOVA ÉPOCA – Para a prefeita de Ortigueira, Lourdes Banach, a unidade da Klabin representa o início de uma nova época para população da região. “Éramos uma cidade de crianças e idosos, porque os jovens saiam em busca de emprego em outros centros. Essa realidade mudou e hoje temos emprego e oportunidades aqui. Vivemos um tempo de prosperidade”, afirmou.

Ela ressaltou a presença do governo estadual na região. “O Estado tem investido, garantindo um crescimento ordenado. É graças ao governo estadual que esse projeto tem sido um instrumento de desenvolvimento de 12 cidades da nossa região”, afirmou.

RICHA PARTICIPA DA INAUGURAÇÃO DA FÁBRICA DA KLABIN EM ORTIGU

Desde 2011, a região já recebeu mais de R$ 10 bilhões em investimentos apoiados pelo Paraná Competitivo. É considerado o maior investimento privado da história do Paraná e consolida o novo ciclo de expansão industrial nos Campos Gerais.

QUARTA ECONOMIA – Richa disse que o investimento da Klabin também contribuiu para que o Paraná se tornasse a quarta maior economia do País (segundo o IBGE), o estado com a melhor estratégia de atração de investimentos da América do Sul (conforme pesquisa do Financial Times) e o segundo mais competitivo do Brasil (de acordo com o grupo britânico The Economist).

PRESENÇAS – Além de prefeitos e dirigentes da Klabin, o evento contou com a presença da vice-governadora, Cida Borghetti, do ministro da Saúde, Ricardo Barros; do secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, e dos deputados federais Luiz Hauly, Luciano Ducci, Sérgio Souza, Sandro Alex, Osmar Serraglio, Alfredo Kaefer e Rubens Bueno.

Com bandeira verde em julho, redução na conta de luz chega a 21,5% em 2016

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Com bandeira verde em julho, redução na conta de luz chega a 21,5% em 2016

conta_luzA conta de luz dos paranaenses permanecerá com a bandeira tarifária verde ao longo de julho. Isso significa que não haverá cobrança extra na conta de energia, o que acontece quando a bandeira indicada é amarela ou vermelha.

Desde abril, a Copel aplica a bandeira tarifária verde. Julho será o quarto mês seguido sem a cobrança extra na conta de energia. De janeiro a abril – mês em que a bandeira sem taxa extra foi aplicada pela primeira vez –, houve uma redução, em média, de 7,2% na conta de luz. Com a redução de 14,3% da tarifa residencial da Copel em junho, a queda acumulada em 2016 soma 21,5%. Os consumidores devem começar a essa redução em sua totalidade no início de agosto.

A alteração da cor da bandeira em abril aconteceu em decorrência do aumento do nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas de todo o País.

A definição da bandeira verde para julho foi divulgada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na sexta-feira (24) e vale para todo o País até o dia 31 de julho. Na prática, os consumidores deixaram de pagar uma taxa extra, que variava de R$ 4,50 a cada 100 kWh consumidos (bandeira vermelha) ou de R$ 1,50 (bandeira amarela).

SISTEMA – O sistema de bandeiras tarifárias começou a vigorar em janeiro de 2015 para compensar o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas e custear o acionamento das usinas termelétricas, cuja produção é mais cara.

Essa foi a saída encontrada para adaptar gastos extras às tarifas de energia pagas pelos consumidores. As cores das bandeiras (verde, amarela ou vermelha) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração de eletricidade.

As bandeiras têm como objetivo sinalizar ao consumidor se o custo da geração de energia no País está mais caro, ajudando as pessoas a consumirem com racionalidade e economizarem na conta de luz. Além disso, a cobrança contribui para diluir, mês a mês, o custo adicional da geração térmica.

Klabin gera emprego e impulsiona economia na região de Ortigueira

27/06/2016 13:530 comments
Amável Diniz Roque, proprietário da empresa Agroroque Terraplanagem e Locações. Ortigueira, 24/06/2016. Foto: Pedro Ribas/ANPr

Amável Diniz Roque

Empregos, aumento da arrecadação dos municípios e novos negócios nos setores de comércio e serviços estão entre os principais impactos gerados pela nova fábrica de celulose e papel que a Klabin instalou em Ortigueira, nos Campos Gerais, e que será inaugurada nesta terça-feira (28). O governador Beto Richa participará da inauguração do empreendimento, que conta com o apoio do Governo do Estado, por meio do programa de incentivo fiscal Paraná Competitivo.

A fábrica em operação em março e tem capacidade para produzir 1,5 milhão de toneladas de celulose. O investimento, de R$ 8,5 bilhões, criou 1,4 mil empregos diretos e indiretos na região. É considerado o maior investimento privado da história do Paraná e consolida o novo ciclo de expansão industrial nos Campos Gerais. Desde 2011, a região já recebeu mais de R$ 10 bilhões em investimentos apoiados pelo Paraná Competitivo, com geração de mais de 15 mil empregos.

APRIMORAR – A nova fábrica impulsionou os negócios de Cosme da Silva Oliveira Brito e da sua mãe Glacinda da Silva Oliveira, donos do restaurante da Glacinda. Durante as obras da Klabin, o estabelecimento chegou a vender 500 marmitas por dia para funcionários de empresas terceirizadas que atuavam no canteiro. Com o aumento dos pedidos, o número de funcionários passou de seis para 17. “Agora, com o fim da obra e o início da produção, o movimento deu uma acalmada, mas graças a esse período poderemos ampliar o negócio, com investimento em melhorias. Vamos aprimorar o cardápio e o ambiente”, diz Brito.

A Agroroque, empresa especializada em serviços de terraplanagem, abertura de estradas e locação de máquinas e equipamentos, sobrevivia de pequenos contratos até fechar negócio com a Klabin na área de reflorestamento. “Nosso trabalho é abrir as estradas para que a empresa possa retirar a madeira da floresta que será usada na fabricação de papel e celulose”, explica Amável Diniz Roque, proprietário da empresa.

Glacinda da Silva Oliveira

Glacinda da Silva Oliveira

De acordo com ele, a empresa cresceu junto com o empreendimento de Ortigueira. “Em 2012, tínhamos meia dúzia de funcionários. Agora temos 154. Mais de 90% dos nossos negócios estão relacionados à Klabin”, conta o empresário.

EMPREGO – Durante anos, Ortigueira sofreu com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e o êxodo da população para outras cidades em busca de novas oportunidades de emprego. A instalação da fábrica de celulose, porém, mudou o perfil de emprego, até então concentrado na atividade agropecuária. Durante o pico das obras, que duraram 24 meses, cerca de 14 mil pessoas chegaram a trabalhar nos canteiros. O número equivale a mais da metade da população do município, de 23 mil habitantes.

O técnico em papel e celulose Antônio Batista Neto, de 22 anos, é um exemplo dessa transição. Ele trabalhava na zona rural desde os 13 anos, como ajudante nas fazendas da região. Depois de ouvir, pelo rádio, o anúncio de que a Klabin ia fazer um teste seletivo na cidade, ele investiu para conseguir uma vaga. “Nunca imaginei chegar onde cheguei. Com uma crise como essa que o país vive, é um privilégio ter um emprego como esse”, diz ele, que já tem plano de fazer um curso superior para poder crescer dentro da empresa.

ATIVIDADES E SALÁRIOS – Em 2012 e 2013, as atividades de alimentação, comércio e agropecuária eram as que mais contratavam com carteira assinada em Ortigueira. “A partir de 2014, com o auge da obra da Klabin, outras atividades passaram a se destacar, ligadas à construção civil e à indústria”, lembra Suelen Glinski Rodrigues dos Santos, economista do Observatório do Trabalho da Secretaria da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos. A maior oferta de empregos também teve reflexo nos salários. Em 2012 a faixa com maior saldo de empregos formais em Ortigueira era entre 0,5 e 1,0 salário mínimo. Em 2015, entre 1,51 e 2,0 salários.

A fábrica também trouxe benefícios para a vizinha Telêmaco Borba, de acordo com o prefeito, Luiz Carlos Gibson. “Como a unidade de Ortigueira fica próxima do município, muitos jovens encontraram o primeiro emprego na fábrica de Ortigueira”, diz. A fábrica que a Klabin já possui em Telêmaco Borba é responsável por 40% da geração de impostos do município.

PROJETO – A fábrica da Klabin, que começou a produzir em março, já opera a plena capacidade, de 1,5 milhão de toneladas de celulose. Com esta unidade, que é o maior investimento da história da empresa, a Klabin praticamente dobra de tamanho.

Do total da produção, 1,1 milhão de toneladas será de celulose branqueada de fibra curta (eucalipto) e 400 mil toneladas de celulose branqueada de fibra longa (pinus). De acordo com a empresa, a área florestal que fornece madeira para a nova fábrica está a 72 km, o que garante a competitividade e o baixo custo do transporte de madeira. Em abril, a fábrica fez a sua primeira exportação, de 20 mil toneladas, para a China.

AUTOSSUFICIÊNCIA – A nova fábrica também tem duas das maiores turbinas para geração de energia elétrica já fabricadas no mundo para a indústria de papel e celulose. A unidade tem capacidade de produzir 270 MW, sendo 150 MW excedentes (o suficiente para abastecer uma cidade de 500 mil habitantes), elevando a Klabin à condição de autossuficiência em geração de energia elétrica. (Agência Estadual de Notícias)

Governo investe para dar suporte ao crescimento gerado pela Klabin

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Governo investe para dar suporte ao crescimento gerado pela Klabin

20160614_103407O Governo do Estado faz investimentos para dar suporte ao crescimento da demanda desencadeado pela fábrica de celulose e papel da Klabin, instalada em Ortigueira, nos Campos Gerais, que será inaugurada nesta terça-feira (28). O empreendimento, de R$ 8,5 bilhões, apoiado pelo programa do governo estadual Paraná Competitivo, criou 1,4 mil empregos novos empregos e aumentou o movimento da economia na região.

Em parceria com a empresa, é executado um pacote de obras rodoviárias, que abrange 50,4 quilômetros de novas estradas, além da melhoria de outros 70 quilômetros – com terceiras faixas e ampliação de capacidade. Os investimentos somam R$ 239 milhões. Houve reforço, também, na área da energia, de estrutura de internet, em saúde e atendimento social.

RODOVIAS – Em agosto do ano passado, o governador Beto Richa, o presidente do Conselho de Administração da Klabin, Armando Klabin, e o diretor-geral da empresa, Fábio Schvartsman, inauguraram a obra de pavimentação da nova Estrada da Campina (PR-340), que liga Ortigueira e Telêmaco Borba.

Na mesma Estrada da Campina já foi concluído o alargamento das pontes sobre os rios Arroio Grande e Imbauzinho. Também estão prontas a pavimentação da Estrada Minuano (19 quilômetros), e as melhorias na Estrada Estratégica (21 quilômetros). Estão em andamento as obras de implantação da Estrada Margem Direita e a pavimentação da estrada de acesso à Ortigueira, de 13 quilômetros.

Em Telêmaco Borba, estão prontas a trincheira sob a PR–160 e a terceira faixa desta mesma rodovia. Está em andamento a ampliação da ponte sobre o Rio Tibagi.

Os investimentos da Klabin em melhorias viárias na região de Ortigueira e Telêmaco Borba estão sendo feitos por meio do crédito outorgado. A empresa aporta dinheiro na infraestrutura e, depois, obtém abatimentos sobre os créditos futuros do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviço (ICMS). “Essas parcerias permitem que as empresas invistam na infraestrutura, beneficiando toda a população”, afirma o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

LINHAS DE TRANSMISSÃO – A Copel está construindo a linha de transmissão entre as subestações Figueira e Ponta Grossa Norte, um investimento de R$ 67,8 milhões, que irá melhorar o fornecimento de energia para a região de Ponta Grossa. O atual circuito Figueira – Ponta Grossa Norte, que está em operação há quase 50 anos, dará origem a duas novas linhas de transmissão: Figueira – Klabin (46 km) e Klabin – Ponta Grossa Norte (96 km).

“O empreendimento é da Rede Básica de transmissão de energia e vai contribuir para um maior intercâmbio de energia entre as regiões Sul e Sudeste do Brasil, beneficiando o Paraná em época de estiagem no Estado”, diz o presidente da Copel Geração e Transmissão, Sérgio Lamy.

O projeto prevê a instalação dos novos circuitos operando na tensão 230 mil volts (kV) em três etapas distintas. Neste momento está sendo concluído o seccionamento da linha existente para conexão da fábrica de celulose. Num segundo momento, será reconstruído o trecho de linha entre Klabin e Ponta Grossa Norte e em um terceiro momento a reconstrução da rede entre Klabin e Figueira. As reconstruções ocorrerão entre 2016 e 2017.

Também será instalado um novo ponto de conexão na nova fábrica da Klabin Celulose, em Ortigueira. O reforço na rede vai permitir o atendimento adequado à demanda na nova fábrica da Klabin Celulose e favorecer uma das regiões de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado.

INTERNET – A instalação da Klabin levou a Copel Telecom a ampliar sua rede de fibra óptica para a região. Onze municípios da região de Ortigueira receberam a infraestrutura necessária para a oferta de internet residencial em banda larga e transmissão de dados em alta velocidade. A região já é atendida com produtos corporativas da Copel Telecom, que tem a Klabin entre seus clientes.

Segundo o Banco Mundial, cada 10% de rede de banda larga construída promove um crescimento de 1,2% do PIB. O investimento da Copel Telecom na região alcança R$ 3,4 milhões. Já está concluída a instalação em todos os municípios: Ortigueira, Telêmaco Borba, Curiúva, Sapopema, Congonhinhas, Reserva, Cândido de Abreu e Rio Branco do Ivaí, São Jerônimo da Serra, Imbaú, Tibagi.

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Atendimento à saúde e assistência social

Em Ortigueira, o governo estadual investiu para ampliar a retaguarda de atendimento na área da saúde. O governo repassou para o município R$ 950 mil para a construção de duas unidades de saúde – uma na Vila Gomes e outra na Vila Rural Chave de Ouro, além de recurso para a reforma da unidade do bairro dos Franças. Foram entregues quatro ambulâncias para Ortigueira. Para Telêmaco Borba foram repassadas uma ambulância de remoção de pacientes e uma UTI Móvel.

Ainda neste ano, o Governo do Estado começa a construção, em Ortigueira, de mais um Centro de Referência de Assistência Social (Cras) – que é a porta de entrada das famílias mais vulneráveis e que precisam acessar serviços de assistência social. O município já possui dois Cras e também um Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) – que oferta para famílias e indivíduos em situação de risco pessoal e social que tiveram algum direito violado.

FAMÍLIA PARANAENSE – Desde 2012, o programa Família Paranaense atendeu a 10.793 famílias de 13 municípios da região de Ortigueira. O programa, que reúne ações de 19 órgãos estaduais e é coordenado pela Secretaria da Família e reúne de Desenvolvimento Social, atende às famílias que vivem em situação de vulnerabilidade e tem o objetivo de combater a pobreza no Estado.

Do total de famílias atendidas nos 13 municípios, 1.658 receberam acompanhamento familiar. Juntas, elas receberam R$ 4,6 milhões, por meio de transferência de renda. O Governo do Estado também repassou R$ 7,3 milhões para atender 28 mil famílias beneficiadas pelo programa Luz Fraterna.

Desde a implantação do Família Paranaense, em 2012, o Estado repassou aos 13 municípios R$ 537 mil, na forma de incentivos e fundo a fundo.

Seca e geadas prejudicam produção de milho no Paraná

25/06/2016 13:050 comments
Seca e geadas prejudicam produção de milho no Paraná

Milho safrinhaA Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento divulgou nesta sexta-feira (24) o relatório mensal do Departamento de Economia Rural (Deral). O departamento aponta prejuízos de 12% nas lavouras de milho da safra 2015/16 em relação à produção estimada no início da safra. O milho sofreu com estiagem de abril e maio, especialmente na região Norte do Estado, e em junho foi atingido por geadas severas.

Os primeiros levantamentos mostram que a produção deve variar de 11,3 a 11,4 milhões de toneladas. A estimativa inicial apontava para uma colheita de 12,9 milhões de toneladas.

Segundo o diretor do Deral, Francisco Carlos Simioni, o percentual de perdas pode ser ainda maior no decorrer da colheita, quando serão efetivamente avaliados os impactos da geada. “Até agora foram colhidos 10% da área plantada e este milho não foi aquele afetado pela geada. Em julho, quando a colheita se intensifica, o índice de perda em produtividade poderá aumentar e será o momento em que poderemos avaliar a qualidade do grão”, diz Simioni.

As perdas nas lavouras de milho no Paraná, segundo maior produtor do País, ocorrem em um quadro de escassez do grão. Segundo a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), a produção brasileira de milho na safra de verão foi de 79 milhões de toneladas, 6% menor que na safra anterior.

Este cenário, agravado a um volume de exportação maior e ao câmbio favorável às exportações, fez os preços do milho explodirem. O preço na semana de 24 junho foi de R$ 36,11 a saca de 60kg, o que representa um crescimento de 88% em relação a junho do ano passado quando as cotações estavam em torno de R$ 19,17 a saca de 60kg.

“A produção estadual de milho poderá girar no mercado algo em torno de R$ 9 bilhões, com a comercialização do grão este ano”, informa o técnico do Deral Edmar Gervársio.

Nesta segunda safra de milho foram plantados 2,19 milhões de hectares no Estado, com uma produção estimada de 11,4 milhões de toneladas. Na safra 14/15 a produção foi de 11,5 milhões de toneladas.

Segundo Gervásio, a escassez do milho já acendeu a luz de alerta para a cadeia produtiva de carnes. “O consumo estimado pela indústria é maior do que o milho disponível, por isso deve haver importação de outros países e estados para atender a demanda.”

O Deral também divulgou os números das outras lavouras de inverno: segunda safra de soja, de feijão e trigo, além de mandioca e fumo. A produção estimada de grãos de inverno é de 3,9 milhões de toneladas.

SOJA – Os números atualizados da safra 15/16 de soja confirmam redução de 9% na produção, com a colheita de 16,6 milhões de toneladas. A quebra foi causada pelo excesso de chuva.

Segundo Marcelo Garrido, do Deral, havia uma expectativa de produção recorde que não se cumpriu, mas o produtor está satisfeito com a rentabilidade. “A comercialização está bem adiantada, com 75% da soja já vendida, com excelentes preços”.

Em junho de 2015 a soja foi comercializada a R$57,00 a saca de 60kg e, na última semana de junho o produtor receberá em média R$ 81,77. Isso representa um acréscimo de aproximadamente 43,5% no período.

“A alta está sendo sustentada pela demanda internacional, com um dólar valorizado e devido a quebras na produção do Brasil e Argentina”, analisa Garrido. A safra nos Estados Unidos, maior produtor mundial, evolui de forma satisfatória e mesmo que tenha uma boa safra, a demanda pelo grão deve continuar a remunerar bem o produtor.

A safrinha de soja, também chamada de segunda safra, já foi encerrada. A área plantada foi 13% maior que no ano passado, mas a produção 4% menor, devido a problemas climáticos. Das 339 mil toneladas previstas, foram colhidas 318 mil toneladas.

Garrido lembra que este foi o último ano em que se permitiu o plantio da segunda safra de soja. Conforme determinação da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), o período para semeadura da soja será entre 16 de setembro a 31 de dezembro, como forma de prevenção à ferrugem asiática.

FEIJÃO – As lavouras da safra 2015/16 de feijão também registraram perdas devido ao clima. O potencial produtivo do feijão paranaense projetava uma produção de 750 mil toneladas, mas teve uma quebra de 19%, obtendo-se aproximadamente 607 mil toneladas.

“Houve perdas de 14% na primeira safra, de 23% na segunda safra e no feijão de inverno, menor volume das três safras, já registram perdas em torno de 60%”, explica Carlos Alberto Salvador, do Deral.

Devido a oferta reduzida do grão, principalmente do feijão do grupo carioca, os preços extrapolaram qualquer previsão. Comparando com o mesmo período de 2015, ocorreu uma alta de 250% para o feijão de cor e de 147% para o feijão preto. O produtor está recebendo pelo feijão de cor R$ 391,09/saca de 60 kg e para o feijão preto R$ 211,39/saca de 60 kg.

Salvador informa que é difícil estimar até onde estes preços poderão chegar, por isso o governo federal reduziu a zero a alíquota de importação de feijão, para aumentar a oferta interna e forçar uma redução nos preços ao consumidor. A medida deverá beneficiar a China, que já é um dos tradicionais exportadores do grão ao Brasil. Os países do Mercosul, como Paraguai e Argentina, já têm alíquota zero e, portanto, acesso livre ao mercado brasileiro.

O plantio de feijão ocorre em todos os estados brasileiros, mas o Paraná é o principal produtor da leguminosa e responsável por 24% da produção nacional, somando as três safras. Até o momento 85% da segunda safra já foi comercializada, restando 46 mil toneladas nas mãos dos agricultores.

TRIGO – Enquanto algumas culturas sofrem com o clima, o trigo está sendo beneficiado pelas baixas temperaturas. Na maioria das áreas cultivadas, o trigo está em fase de bom desenvolvimento vegetativo.

“O plantio está quase encerrado, atingindo 85% da área prevista, faltando concluir o plantio na região Sul, que deve terminar em meados de julho”, comenta o engenheiro agrônomo Carlos Hugo Godinho, técnico responsável pela cultura no Deral.

A estimativa de plantio é de 1,13 milhão de hectares, menor do que a safra passada e a previsão é de colher 3,4 milhões de toneladas. Segundo Godinho, a redução no plantio se deve à competição com outras culturas que estão remunerando melhor o produtor, como o milho e a soja.

Segundo dados da Conab, o consumo de trigo no Brasil vem diminuindo nos últimos anos. Em 2013, o consumo foi de 11,3 milhões de toneladas e no ano passado caiu para 10,2 milhões de toneladas.

O Brasil deve produzir neste ano 5,8 milhões de toneladas de trigo, praticamente metade do consumo interno. O Paraná é o maior produtor de trigo do País e sua produção abastece basicamente a indústria moageira estadual, que é muito forte.

MANDIOCA – Depois de um ano de preços abaixo do custo de produção, os produtores de mandioca do Paraná começam a ficar mais otimistas com a reação dos valores e o aquecimento do mercado que começou em abril. A avaliação é do economista Methódio Groxko, do Deral.

A área cultivada nesta safra 2015/16 é de 131 mil hectares, menor do que a do ano passado, quando foram cultivados 143 mil hectares. A previsão é de produção de 3,7 milhões de toneladas. A redução de área é explicada pela falta de estímulo ao produtor, que sofreu com fortes chuvas que atrapalharam o andamento da safra no início do ano.

Hoje o produtor está recebendo R$ 320,00 por toneladas da raiz. “Isso cobre o custo de produção,” explica Groxko. Mas existe outra preocupação para a safra 2016/17 que é a falta de maniva-semente de boa qualidade para o plantio. “Justamente, pelo excesso de chuvas as plantas foram prejudicadas e podem comprometer o plantio da próxima safra.”

FUMO – Neste ano, as lavouras de fumo do Paraná tiveram uma boa safra em termos de qualidade, embora tenha ocorrido uma quebra de 15% em relação à produção. “Tínhamos uma estimativa de produção de 174 mil toneladas e foram colhidas 148 mil toneladas, devido ao grande volume de chuva”, explica Groxko

O fumo é uma opção de diversificação para o produtor e em algumas áreas o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco) está estimulando, em parceria com o Governo do Estado, o plantio de feijão e milho após a colheita do fumo. Isso tem dado um bom resultado, porque há uma redução no custo de produção dos grãos, pois ocorre o aproveitamento residual dos fertilizantes aplicados no fumo.

A produtividade média do milho nestas áreas consorciadas está estimada em 6,1 toneladas por hectare, o que pode render até R$ 67 milhões. Nas áreas com feijão, a produtividade projetada é de 2,2 toneladas por hectare, com um rendimento esperado de aproximadamente R$ 52 milhões, segundo dados do Sinditabaco.

Sete pessoas são presas suspeitas de falsificar diplomas

23/06/2016 13:060 comments
Sete pessoas são presas suspeitas de falsificar diplomas

DSC_0087Sete pessoas foram presas nesta quarta-feira (22) na segunda fase da Operação Volta às Aulas. Elas são suspeitas de envolvimento em um esquema ilegal de falsificação e fornecimento de certificados e históricos escolares de conclusão de ensino fundamental e médio, na modalidade de Educação de Jovens e Adultos a Distância.

A ação policial é resultado das investigações do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), da Polícia Civil do Paraná. A operação aconteceu em 11 cidades de três estados: Curitiba, Pinhais, São José dos Pinhais, Ponta Grossa, Piraí do Sul, Guarapuava, Londrina e Maringá (Paraná), Rio de Janeiro e Nova Iguaçu (Rio de Janeiro) e Cuiabá (Mato Grosso).

Foram expedidos 42 mandados, sendo nove de prisão temporária por cinco dias, nove de condução coercitiva e 24 de busca e apreensão. Um dos alvos do mandado de condução coercitiva é uma servidora da Secretaria Estadual de Educação do Paraná (Seed). Desde o início das investigações, a Seed tem colaborado com o Nurce para a elucidação dos fatos.

Dois mandados de prisão, no Rio de Janeiro, não foram cumpridos e eles são considerados foragidos da Justiça, porém um deles já entrou em contato com a Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro informando que vai se apresentar. Durante o mandado de condução coercitiva e de busca e apreensão na casa de um dono de uma das escolas envolvidas no esquema, em Curitiba, os policiais apreenderam munição restrita. Luiz Gerônimo Perusso, responsável pelo Curso Síntese, foi autuado em flagrante e permanecerá preso pelo porte ilegal de munição.

“Tivemos um vasto material apreendido na segunda fase da operação, com foco nessa organização criminosa interestadual”, disse o secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wagner Mesquita. “A identificação criminal do modus operandi evoluiu muito bem e, tendo identificado participação culposa ou dolosa dos envolvidos, temos a obrigação de informar as instituições de ensino para revisar possíveis documentações falsas entregues nos processos de ingresso”, completou.

O ESQUEMA – De acordo com as investigações do Nurce, o esquema criminoso funcionava assim: pelo menos oito escolas do Paraná referentes à Educação de Jovens e Adultos a Distância cooptava alunos prometendo certificados de ensino médio e fundamental. O valor cobrado de cada estudante chegava a R$ 1,7 mil.

Estas escolas, porém, não tinham autorização para emitir certificados. E em alguns casos as provas eram fraudadas e o aluno sequer ia até as referidas instituições de ensino. Para entregar os certificados aos estudantes, estes cursos a distância recorriam a outras cinco instituições que detinham a autorização – sendo três sediadas no estado do Rio de Janeiro, uma no Paraná e outra em Cuiabá, no Mato Grosso. Os alunos, no entanto, não tinham qualquer contato com as instituições, que apenas recebiam a documentação e emitiam os certificados – o que é ilegal.

Durante os mandados de busca, cumpridos na segunda fase da operação, descobriu-se que toda a documentação dos alunos era enviada por ônibus ou correio para o Rio de Janeiro e Cuiabá para posterior emissão ilegal do certificado. “Com estes certificados falsos, muitos alunos fizeram matrículas em universidades e usaram tais documentos até para a realização de concursos públicos”, explicou o delegado-titular do Nurce, Renato Bastos Figueiroa, que conduziu a investigação. “Cerca de 350 alunos estão sendo investigados para saber se tinham ciência da fraude”, completou.

TERCEIRA FASE – Celulares, computadores e centenas de documentos foram apreendidos na casa dos investigados e na sede das escolas. “Encontramos certificados em branco, documentos das entidades de Cuiabá e do Rio de Janeiro na casa dos alvos de Curitiba e vice-versa. A remessa desta documentação era frequente e feita por ônibus entre os estados”, disse Figueiroa. “Nos depoimentos foram citados mais cursos e pessoas que estariam envolvidas no esquema, o que pode ensejar uma terceira fase da operação”, adiantou o delegado.

Uma planilha apreendida pela polícia na casa de um investigado mostra o fluxo financeiro. De março a novembro de 2015, apenas uma escola repassou R$ 91 mil ao Instituto Brasileiro de Ensino à Distância (Ibed) que fica em Curitiba. Em depoimento, o empresário confessou a irregularidade e sabia que o esquema era ilegal. O dono do Ibed no Paraná está entre as pessoas presas durante a segunda fase da Operação Volta às Aulas. As pessoas presas vão responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato e falsidade ideológica.

OPERAÇÃO – Mais de 120 policiais civis participaram da operação deflagrada nesta quarta-feira, entre eles policiais do Nurce, Nuciber (Núcleo de Combate a Crimes Cibernéticos), Nucria, Delcon (Delegacia do Consumidor), das delegacias de Londrina, Maringá, Guarapuava, Ponta Grossa e Piraí do Sul, além de policiais civis de Mato Grosso e da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais), unidade de operações especiais do Estado do Rio de Janeiro.

DESDOBRAMENTO – A ação desta quarta-feira é um desdobramento da primeira etapa da operação. Em dezembro 2015, o Nurce já havia prendido seis pessoas e cumpridos 23 mandados de busca e apreensão encontrando uma série de documentos que permitiram a seqüência nas investigações. “Com os documentos e depoimentos colhidos na primeira fase foi possível mapear e identificar a amplitude do esquema criminoso, que se alastrava para outros estados”, disse o delegado.

A polícia havia investigado duas empresas, a Interathyvo e a Paraná Cursos, que cobravam de R$ 1,3 mil até R$ 1,7 mil dos alunos e falsificavam provas e documentos pessoais enviando ao Instituto Brasileiro de Ensino à Distância (Ibed), que detinha habilitação legal para emitir os diplomas e certificados.

Cursos investigados nas duas fases da Volta às Aulas:

Sydheral Cursos Preparatórios Ltda (São José dos Pinhais)

Curso CDF Vestibulares Ltda. (Londrina)

Curso Cead Unifass (Guarapuava)

Curso Microlins (Ponta Grossa)

Síntese Cursos (Curitiba, atual Estação Educar)

Paraná Curso (Curitiba)

Centro Educacional Cuiabá — Ceduc (Cuiabá, MT)

Centro Educacional Pódio (Nova Iguaçu, RJ)

Instituto Brasileiro de Ensino à Distância — Ibed (Curitiba)

Instituto Latino (Rio de Janeiro, atualmente fechado)

Colégio Futura (Rio de Janeiro, atualmente fechado)

Interathyvo Cursos Preparatórios (Curitiba)

Curso Demed (Ponta Grossa, atualmente fechado)

Escola Zeus (Piraí do Sul)

Proposta de Temer para dívida dos Estados agrada governadores, diz Richa

21/06/2016 12:050 comments
Proposta de Temer para dívida dos Estados agrada governadores, diz Richa

RichaO governador Beto Richa avaliou como positiva a reunião dos governadores com o presidente Michel Temer, nesta segunda-feira (20), em Brasília. O encontro tratou da renegociação das dívidas dos Estados com a União e os governadores referendaram a proposta da equipe econômica do governo federal, que prevê a carência de 24 meses para pagamento das dívidas. Os Estados terão um desconto de 100% nas parcelas da dívida até o fim de 2016. A partir de janeiro de 2017, esse desconto será reduzido gradualmente, em cerca de 5,5 pontos percentuais por mês, até junho de 2018.

“Os governadores ficaram satisfeitos com essa proposta, uns mais outros menos.  Mas o importante é a sinalização de que o governo federal está ao lado dos Estados e municípios. O governo, de pronto, atendeu a revindicação percebendo as dificuldades nesse momento de crise para honrar compromissos e pagar folha dos servidores. A União entende que os Estados têm capacidade de investimento e, dessa forma, contribuem para a retomada do crescimento e geração de empregos. Saímos satisfeitos. Esse entendimento abre possibilidades para discutirmos assuntos pendentes”, disse Richa após o encontro com Temer.

Richa disse que, para o Paraná, o juro cobrado é significativo. “A medida é justa, afinal  já pagamos essa dívida diversas vezes. Nada mais justo esse apoio aos Estados”, ressaltou.

O governador lembrou que o Paraná contraiu o empréstimo  em 1999, originalmente em R$ 5,6 bilhões. De lá para cá, o Estado já pagou R$ 14 bilhões e ainda deve R$ 9,5 bilhões. “Os Estados estão sufocados, não suportam mais pagar dívida tão pesada”, avaliou Richa. O valor mensal atualmente desembolsado pelo Estado para amortização da dívida é de R$ 95 milhões. O pagamento deve ocorrer até março de 2028, quando termina o contrato.

Dados do Tesouro Nacional indicam que, no fim de 2015, os Estados deviam R$ 497 bilhões ao governo federal. Quase metade disso, R$ 221,3 bilhões, diz respeito a São Paulo. Ao todo, o Paraná deve R$ 11,78 bilhões.  “São juros extorsivos. A União não pode agir como agiota sufocando os Estados, que não suportam mais pagar dívida tão pesada”, afirmou o governador.

Os Estados, afirma Beto Richa, podem cumprir papel fundamental na retomada do crescimento do Brasil. “Para isso, precisamos de Estados e municípios fortalecidos. É preciso maior autonomia, com revisão do pacto federativo, na condução de políticas de desenvolvimento regional e geração de empregos”, afirmou o governador.

EXPECTATIVAS – Para o secretário de Estado da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, a proposta do governo federal atende as expectativas iniciais dos governadores. “Uma proposta bem aceita pelos Estados. Com muita negociação, chegamos a um meio termo que ajuda a todos”, destacou. Costa afirmou que a renegociação da dívida faz parte do ajuste fiscal implantado no Paraná. “Essa medida é importante, que gera disponibilidade de recursos para investimento no Paraná”, disse ele.

Inverno deste ano será mais rigoroso no Paraná, diz Simepar

20/06/2016 13:240 comments
Jaguariaíva já registrou - 1,5º. Foto: Arquivo Pessoal? Kinan de Cássia Dourado
Jaguariaíva já registrou - 1,5º. Foto: Arquivo Pessoal? Kinan de Cássia Dourado

Jaguariaíva já registrou – 1,5º. Foto: Arquivo Pessoal/ Kinan de Cássia Dourado

Com o início do inverno, às 19h34 desta segunda-feira (20), os paranaenses podem se preparar para encarar temperaturas mais baixas. De acordo com o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), o inverno deste ano será mais rigoroso do que o de 2015.

Segundo o Simepar, o La Niña deve se manifestar de maneira fraca a partir da metade do inverno. Este fenômeno climático caracteriza-se pela diminuição da temperatura da superfície das águas do Oceano Pacífico Tropical Central e Oriental, interferindo na incidência de chuva e na temperatura em todo o planeta.

Desta forma, no início da estação, o Paraná ainda deve registrar volume de chuvas acima da média. Porém, entre agosto e setembro, o tempo deve ficar mais seco.

“As massas de ar frio previstas para esta época do ano devem provocar geadas frequentes principalmente entre o centro e o sul”, diz o boletim de inverno 2016 do Simepar. Devem ocorrer de três a cinco geadas neste inverno.

O Simepar informa que, em parceria com o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), vai monitorar as condições de resfriamento e emitir alertas de formação de geadas com até 72 horas de antecedência.

Fonte: G1

http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2016/06/inverno-deste-ano-sera-mais-rigoroso-no-parana-diz-simepar.html

Paraná será o primeiro das Américas a vacinar contra a dengue

17/06/2016 14:010 comments
O governado Beto Richa recebeu em seu gabinete, no Palácio Iguaçu, em Curitiba, o vice-presidente e o diretor geral da Sanofi Pasteur, Guillaune Leroy e Ubert Guarino, respectivamente, os secretários da Saúde Michele Caputo e da Comunicação Social, Márcio Villela, além do diretor geral da SESA, Sezifredo Paulo Alves Paz. N/F: o vice-presidente da Sanofi Pasteur, Guillaune Leroy.
Curitiba, 16-06-16.
Foto: Arnaldo Alves / ANPr.
O governado Beto Richa recebeu em seu gabinete, no Palácio Iguaçu, em Curitiba, o vice-presidente e o diretor geral da Sanofi Pasteur, Guillaune Leroy e Ubert Guarino, respectivamente, os secretários da Saúde Michele Caputo e da Comunicação Social, Márcio Villela, além do diretor geral da SESA, Sezifredo Paulo Alves Paz. N/F: o vice-presidente da Sanofi Pasteur, Guillaune Leroy. Curitiba, 16-06-16. Foto: Arnaldo Alves / ANPr.

Beto Richa recebeu no Palácio Iguaçu o vice-presidente e o diretor geral da Sanofi Pasteur, Guillaune Leroy e Ubert Guarino,

O Paraná será o primeiro Estado das Américas a vacinar contra a dengue. Nesta sexta-feira (16), o governador Beto Richa recebeu o vice-presidente do laboratório francês Sanofi Pasteur, Guillaume Leroy, para definir os detalhes da aquisição das vacinas pelo Governo do Paraná.

Foi a décima reunião da equipe técnica da empresa com o Governo do Estado. A Secretaria de Estado da Saúde aguarda que a câmara de regulação do Mercado de Medicamentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) defina o preço da vacina para finalizar o processo de aquisição e iniciar a campanha de imunização no Estado.

Richa destacou que o investimento definido para a campanha de vacinação contra a dengue no Paraná é muito inferior ao que se tem aplicado anualmente no combate à doença, sem, no entanto, reduzir o número de casos. “O custo estimado da dengue no Paraná, direto e indireto, é de mais de R$ 200 milhões anuais. Com a vacina, pretendemos reduzir sistematicamente o número de casos e evitar novas epidemias”, disse o governador.

SEGUNDO DO MUNDO – Guillaume Leroy disse que o encontro teve a função de planejar a campanha de vacinação no Estado. “A conversa com o governador e o secretário da Saúde (Michele Caputo Neto) foi para planejar o programa de vacinação contra a dengue no Paraná, que vai ser o primeiro estado das Américas e também o segundo do mundo a proteger sua população contra a dengue”. As Filipinas foram o primeiro país a imunizar crianças contra a dengue.

A vacina que está sendo adquirida pelo Governo do Estado é pioneira no mundo e foi aprovada pela Anvisa em dezembro de 2015, depois de 20 anos de pesquisa e a comprovação de sua efetividade. Ela protege contra os quatro sorotipos de dengue que circulam no Brasil.

Caputo Neto disse que assim que preço for definido pelo Governo Federal, será divulgada a estratégia do Estado quanto a campanha de imunização. O orçamento necessário para a aquisição das 500 mil doses já está definido e bloqueado junto à Secretaria Estadual da Fazenda.

“A vacina é importante porque vai reduzir drasticamente o número de internações e a mortalidade por dengue e nos dará condições de, com cinco ou seis anos de imunização contra a dengue, controlar efetivamente a doença no Paraná”, finalizou Caputo Neto.

Agência Estadual de Notícias

Governo do Estado libera recursos para adequação de estradas rurais

14/06/2016 12:280 comments
O Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, está liberando R$ 13,2 milhões em recursos do Tesouro do Estado para atender demandas de produtores rurais. 
Foto: Divulgação
O Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, está liberando R$ 13,2 milhões em recursos do Tesouro do Estado para atender demandas de produtores rurais.  Foto: Divulgação

O Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, está liberando R$ 13,2 milhões em recursos do Tesouro do Estado para atender demandas de produtores rurais.
Foto: Divulgação

O Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, está liberando R$ 13,2 milhões em recursos do Tesouro do Estado para atender demandas de produtores rurais. A maior parte dos recursos, quase R$ 11 milhões, foi solicitada pelos municípios para a compra do óleo diesel usado nas máquinas de recuperação das estradas rurais danificadas pelas chuvas do primeiro trimestre deste ano. Os recursos vão atender 188 municípios de todas as regiões do Estado.

Nesta segunda-feira (13), o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, assinou quatro convênios, no total de R$ 269 mil, para recuperação de estradas rurais, com os prefeitos de Assis Chateaubriand, Marcel Henrique Micheletto; de Rancho Alegre, Edson Dominciano Correa; de São Pedro do Iguaçu, Natal Nunes Maciel; e de Ribeirão do Pinhal, Dartagnan Calixto Fraiz.

Segundo Ortigara, esses convênios foram executados em tempo recorde pela equipe de técnicos da Secretaria da Agricultura para que os prefeitos possam fazer a licitação até o fim deste mês, próximo do encerramento de repasse de recursos entre os governos federal, estadual e municipal imposto pela legislação eleitoral. “Estamos com o dinheiro em caixa e a licitação deve ser feita até o final deste mês. Depois vamos acompanhar e fiscalizar as obras”, disse o secretário.

LIGAÇÃO – As estradas rurais são importante elo com o meio urbano e servem de caminho para o homem do campo acessar serviços como escola e postos de saúde. Por elas, é transportada toda a produção de alimentos. Nas cidades, o consumidor sente o impacto da falta de investimentos em estradas rurais quando paga mais caro pelos alimentos que saíram com dificuldade das propriedades.

A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento repassa recursos às prefeituras para a compra de óleo diesel, combustível para movimentar as máquinas de recuperação das estradas.

MUNICÍPIOS – Em Assis Chateaubriand, serão executadas ações de readequação de estradas rurais em 15 trechos, totalizando 34,3 quilômetros. O valor da obra foi orçado em R$ 51,5 – cerca de R$ 50 mil repassados pela Secretaria da Agricultura e de R$ 1 mil em contrapartida do município.

Em Ribeirão do Pinhal, serão feitas obras em quatro trechos de estradas, totalizando 26,2 quilômetros, no valor de R$ 60,9 mil.

Em São Pedro do Iguaçu, serão feitas obras em em 13 trechos de estradas rurais, totalizando 55,8 quilômetros, no valor de R$ 123,9 mil. Do total, cerca de R$ 119,9 são repassados pela Secretaria da Agricultura e R$ 4 mil entra como contrapartida do município.

Em Rancho Alegre, serão feitas obras em três trechos de estradas rurais, um total 13,7 quilômetros, no valor de R$ 33 mil. Do total, R$ 32 mil são repassados pela Secretaria da Agricultura e R$ 1 mil de contrapartida do município.