Hospital Evangélico de Ponta Grossa suspende todos os atendimentos

31/05/2016 19:410 comments
Hospital Evangélico de Ponta Grossa suspende todos os atendimentos

evangelico-PGPonta Grossa – O Hospital Evangélico de Ponta Grossa terá todos os atendimentos suspensos às 7h da quarta-feira (1º) para obras, sem prazo para terminar, segundo a diretoria.

O prédio, construído na década de 1960, será reformado. Com isso, o hospital deixará de fazer, em média, por mês, 900 consultas ambulatoriais e 300 partos, conforme estimativa do próprio.

São atendidos, no Evangélico, pessoas de Ponta Grossa e outras oito cidades da região. A maioria – 93% – é de pacientes ligados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A demanda será encaminhada ao Hospital Regional, no qual uma nova maternidade, com 32 quartos, foi inaugurada na segunda-feira (30). A previsão inicial é de que 200 partos sejam feitos por lá no mês.

Além do Hospital Regional, ainda há atendimento para grávidas na Santa Casa e na Maternidade Sant’ana.

G1

http://g1.globo.com/pr/campos-gerais-sul/noticia/2016/05/hospital-evangelico-de-ponta-grossa-suspende-todos-os-atendimentos.html

Com investimentos, Interior já responde por 65% do consumo no Paraná

27/05/2016 12:360 comments
Apucarana. Foto: Jonas Oliveira
Apucarana. Foto: Jonas Oliveira

Apucarana. Foto: Jonas Oliveira

Os municípios do Interior do Paraná aumentam a participação no consumo estadual de bens e serviços, mesmo na crise econômica. Dados da pesquisa IPC Maps, realizada pela IPC Marketing Editora, consultoria paulista especializada no setor, mostram que, em neste ano, 65% do consumo do Estado virá de famílias que moram fora da região metropolitana de Curitiba. De acordo com o estudo, ao todo, os paranaenses vão gastar R$ 246,4 bilhões em 2016. Desse total, R$ 160,1 bilhões devem vir do Interior.

O aumento do consumo no Interior ganhou força nos últimos anos, embalado pelo atual ciclo de investimentos atraídos pelo programa de incentivos Paraná Competitivo e pela força do agronegócio – um dos poucos setores que ainda cresce neste período de crise. Em 2010, os municípios tinham uma participação de 58,7% do consumo total no Estado. Em 2015, essa participação chegou a 64% e nesse ano avançou um pouco mais, para 65%.

Para o governador Beto Richa, os dados confirmam que a geração de riqueza e de emprego propiciados por empreendimentos produtivos e melhorias na infraestrutura ajudam a aumentar a renda e o poder de compra da população. “Os dados mostram que o Paraná está alcançando o cenário que desejávamos com a nossa estratégia de apoiar empreendimentos produtivos e descentralizar esses investimentos, de forma a que empregos e riqueza sejam disseminados por todo o Estado”, disse Richa.

Além do Paraná Competitivo, ele ressalta a participação da agência paranaense do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) em financiamento às cooperativas agrícolas e ao agronegócio em geral. Richa lembrou que, no início de seu primeiro mandato, em 2011, a interiorização do desenvolvimento e o maior dinamismo econômico de regiões carentes estavam entre os maiores desafios de sua gestão.

PESQUISA – O cálculo do IPC Maps toma como base dados coletados junto ao IBGE, Fundação Getúlio Vargas (FGV) e indicadores dos Estados. O potencial de consumo inclui uma série de categorias de gastos, como alimentação dentro e fora do domicílio, manutenção do lar, medicamentos e planos de saúde, educação, recreação, transporte e viagens e outras despesas, como aquisições e imóveis. Considera, ainda, as compras de vestuário, calçados, itens de higiene e cuidados pessoais, artigos de limpeza, eletrodomésticos.

DESCENTRALIZAÇÃO – A geração de riqueza e emprego e melhorias de infraestrutura fizeram com que a população das cidades menores aumentasse a renda e o poder de compra.

A descentralização vem crescendo desde 2010. Naquele ano, as dez maiores cidades do Estado respondiam por 53% do consumo paranaense. Em 2015, a concentração foi reduzida para 49% e, neste ano, a participação está em 47,9%. As dez cidades com maior potencial de consumo no Estado em 2016 são Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, São José dos Pinhais, Foz do Iguaçu, Colombo, Guarapuava e Pinhais.

De acordo com Marcos Pazzini, coordenador do estudo, o movimento de descentralização do consumo se mantém, mesmo na retração da economia. “Na realidade, a crise pode até reforçar o consumo no interior, porque com a retração econômica, muitas empresas transferem suas unidades das capitais para cidades de médio porte em busca de custos menores, como mão de obra, terrenos e infraestrutura mais barata”, diz.

IMPACTO – A retração da economia vem gerando impactos profundos no consumo das famílias brasileiras, de acordo com Pazzini. Com inflação alta, incerteza política e aumento do desemprego, as famílias cortam gastos, como a compra de bens de consumo e alimentação fora de casa. “Há uma perda real de potencial de consumo no Brasil. Considerando o impacto da inflação, o consumo no país está retrocedendo aos números de 2010”, diz Pazzini.

AGRONEGÓCIO – No caso do Paraná, porém, o Interior se beneficia do poder do agronegócio, que tem uma participação relevante na economia estadual. O agronegócio responde por 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado e tem forte participação nas exportações – mais de 70%.

Graças aos projetos de investimento do agronegócio, o emprego continua a se expandir no Interior do Paraná, lembra Julio Suzuki Júnior, diretor presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes). Os municípios do Interior, mesmo com a crise, ainda exibem saldos positivos da geração de empregos, ampliando a renda e o consumo.

De acordo com Suzuki, esse movimento favorece principalmente a classe C, justamente a que mais vem perdendo força na crise. “E o consumo só cresce se a classe C também cresce, porque é o extrato social que tem mais propensão para ampliar suas compras. Ao contrário da classe A, que já realizou a maioria dos seus sonhos de consumo, a nova classe média ainda tem espaço para crescer”, diz.

A classe C representa 34,8% da população do Interior. Em Curitiba, a participação da classe média é menor, de 26,3%.

DISTRIBUIÇÃO – Dos gastos das famílias paranaenses previstos para 2016, as maiores parcelas são destinadas à manutenção do lar (alugueis, condomínio, energia, telefonia e televisão por assinatura), com R$ 57,3 bilhões. Em segundo lugar vêm despesas como aquisição de imóveis, reformas, empréstimos, empregados domésticos, cabeleireiros e lavanderias, com R$ 46,4 bilhões. Alimentação no domicílio fica em terceiro lugar, com R$ 24,5 bilhões, e material de construção (R$ 17 bilhões).

Homicídios têm nova queda no primeiro trimestre de 2016

12:330 comments
Homicídios têm nova queda no primeiro trimestre de 2016

polcia_civil1Com 45 mortes a menos, o Paraná fechou o primeiro trimestre do ano com redução de 6,4% no índice de homicídios dolosos (aqueles com intenção de matar), na comparação com o mesmo período de 2015. Relatório oficial divulgado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária mostra que houve 655 assassinatos de janeiro a março. No primeiro trimestre do ano anterior foram 700.

Das 23 Áreas Integradas de Segurança Pública (Aisps), nas quais o Paraná é dividido para fins de gestão na área da segurança, houve redução em 16, como na região de Cornélio Procópio (-56%) e de São Mateus do Sul (-60%).

“O principal aspecto é manter o índice geral de redução, porque a criminalidade é migratória. Por isso mantemos um acompanhamento constante dos fatores que incidem sobre o resultado para aplicar recursos e continuar trabalhando pela queda nos indicadores criminais”, aponta o secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wagner Mesquita.

“Meses atrás nós identificamos um aumento na Região Metropolitana de Curitiba, trabalhamos esse fator e agora conseguimos reverter o quadro. Tivemos alguns fatos pontuais, em cidades como Londrina e Ponta Grossa, que demandam mais atenção das forças policiais”, acrescenta Mequita.

As ações sistemáticas de combate à criminalidade integram o Paraná Seguro, o maior programa da área da segurança pública da história do Paraná. O programa envolve reforço no efetivo das polícias civil e militar, novas viaturas, investimentos em inteligência e novas construção de novas unidades da Segurança Pública no Estado.

REVERSÃO – A Região Metropolitana de Curitiba e o Litoral do Estado reverteram o índice de aumento dos homicídios registrado no relatório anterior, com quedas de 10% e de 12%, respectivamente.

“A Região Metropolitana ganhou um reforço de investigadores, com a formatura de uma nova turma, assim como cidades com mais de 100 mil habitantes”, destaca o delegado-geral da Polícia Civil, Julio Reis.

Quedas expressivas nos homicídios – o principal indicador entre os crimes contra a vida – também foram verificadas na região de fronteira. Na 11ª Aisp, cuja sede é o município de Cascavel, os assassinatos diminuíram 24%; e na 12ª Aisp, que tem Foz do Iguaçu como município sede, o índice caiu 24%.

“O trabalho integrado das polícias Militar e Civil, com atuação profissional na prevenção e no atendimento de locais de crime, propicia dados mais concretos para as investigações”, avalia o comandante-geral da PM, coronel Maurício Tortato. “A certeza da identificação e a responsabilização policial e judicial de autores de crimes contra a vida são fatores determinantes para a diminuição desses números nefastos em termos de violência.”

CAPITAL – Curitiba registrou aumento de 15 homicídios nos primeiros três meses do ano, passando de 130 para 145 homicídios dolosos. “O aumento ocorreu em bairros do Sul da cidade e o tráfico de drogas foi a principal motivação”, afirma o delegado-titular da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Miguel Stadler.

Para reverter o resultado do primeiro trimestre, as polícias Civil e Militar têm deflagrado operações conjuntas em locais considerados vulneráveis. “Trabalhamos na identificação do pessoal apontado como autor dos crimes, com a instauração de inquéritos e medidas cautelares solicitadas ao Poder Judiciário, como prisões temporárias”, acrescenta Stadler.

A integração entre as equipes policiais tem permitido maior eficiência nas ações, conforme destaca o comandante do 13º Batalhão da PM (responsável pelo policiamento na região sul de Curitiba), tenente-coronel Carlos Eduardo Rodrigues Assunção. “A atuação das polícias Militar e Civil abrange áreas diferentes e para que sejamos eficientes compartilhamos dados. A PM geralmente é a primeira que chega ao local de crime e colhe uma série de informações que são repassadas para a Polícia Civil trabalhar nas investigações”, diz Assunção. “Em muitos casos as informações da Polícia Civil nos ajudam a identificar uma pessoa, o que facilita nosso trabalho”, complementa o comandante.

O delegado-titular da DHPP aponta ainda que o número de assassinatos na região norte de Curitiba caiu, revertendo a tendência de acréscimo do final de 2015. “Além do tráfico, vínhamos enfrentando problemas em áreas ocupadas de forma irregular, em bairros como Órleans, Centro e Santa Felicidade”, diz Stadler.

A DHPP avançou também com os trabalhos desenvolvidos pelo setor de inteligência da especializada, com análise do ambiente, não apenas da autoria dos crimes.

Curva epidêmica da dengue começa a cair no Paraná

25/05/2016 12:380 comments
Curva epidêmica da dengue começa a cair no Paraná

Sala de Situação da Dengue. Curitiba/17/05/2016Pela primeira vez, desde o início deste período epidemiológico da dengue, iniciado em agosto de 2015, nenhum município entrou em epidemia no Estado. No novo informe técnico divulgado nesta terça-feira (24) pela Secretaria estadual da Saúde foram confirmados 2.622 novos casos da doença, 766 a menos do que na semana anterior.

“Neste período epidemiológico, é a primeira vez que o número de municípios com mais de 300 casos de dengue por 100 mil habitantes se manteve. As notificações também estão reduzindo gradualmente”, explica o coordenador da Sala de Situação da Dengue, Raul Bely.

Conforme divulgado na semana anterior, o Paraná contabiliza 74 municípios em epidemia. O número total de casos no Estado é de 48.104. Também foram confirmados cinco novas mortes por dengue no Paraná em Assaí (1), Londrina (2), Pérola D’Oeste (1) e Francisco Beltrão (1).

“Apesar do número de confirmações de novos casos estar caindo, a mobilização não pode parar. Temos que combater a dengue o ano inteiro, principalmente nas regiões endêmicas da doença”, diz a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide Oliveira.

A superintendente destaca a importância de que toda população vistorie, pelo menos uma vez por semana, o ambiente em que vive à procura de recipientes que acumulam água. “Os ovos do Aedes aegypti podem permanecer por mais de um ano à espera de água para eclodir, por isso é importante eliminar recipientes que podem se tornar criadouros do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya”.

Os casos de chikungunya passaram de 66 para 68, sendo apenas cinco autóctones, ou seja, contraídos no próprio local de residência e os outros 63 importados. Os casos de zika foram de 288 para 296, dos quais 193 são autóctones e 103 importados.

O número de gestantes infectadas pelo zika vírus também se manteve em 27. Até agora, sete delas já tiveram os bebês, em Colorado (5), Paranavaí (1) e Rancho Alegre (1). Não foram identificadas anormalidades neurológicas em nenhum deles.

No Paraná, campanha da gripe termina com 89% do grupo de risco vacinado

24/05/2016 12:110 comments
No Paraná, campanha da gripe termina com 89% do grupo de risco vacinado

H1N1Até esta segunda-feira (23), o Paraná já vacinou 89% do público-alvo da campanha da gripe. A meta estipulada pelo Ministério da Saúde era chegar a 80%. Foram mais de 2,6 milhões de paranaenses vacinados em menos de um mês. Mesmo com o fim da campanha, algumas unidades de saúde continuam aplicando a vacina nas pessoas que fazem parte dos grupos de risco.

Para aumentar esses números, o Paraná solicitou ao Ministério da Saúde o envio de novas vacinas. “Apesar da ótima adesão dos cidadãos, nossa vontade é aumentar ainda mais o número de vacinados no Estado e garantir a imunização da população que corre mais riscos no agravo da doença”, afirma o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto.

DOSES EXTRAS – Na última sexta-feira (20), o Paraná recebeu mais mil 30 mil doses extras de vacina (1% do total que veio para o Estado). As doses serão distribuídas por algumas Regionais de Saúde. A estratégia para a distribuição será definida em reunião com a Comissão estadual de Infectologia nesta terça-feira (24) e o envio deve acontecer no dia seguinte (25).

GESTANTES – “Quem faz parte do público-alvo e não foi imunizado, ainda pode procurar uma unidade de saúde com vacinas disponíveis e solicitar sua dose”, afirma o coordenador estadual de Imunização, João Luís Crivellaro. A maior preocupação agora é com as gestantes, único grupo em que o Estado não atingiu a meta.

“Vacinamos apenas 68% deste público. A orientação é dar prioridade às mulheres grávidas para que possamos chegar a, pelo menos, 80% e atingir a meta da vacinação em gestantes”, complementa Crivellaro. Crianças que foram vacinadas pela primeira vez também devem retornar e receber a segunda dose 30 dias depois da primeira vacina.

OCORRÊNCIAS – Até esta segunda-feira foram registrados 595 casos de Influenza no Estado, sendo 561 de H1N1. Os dados são referentes a quadros de gripe que demandaram a internação dos pacientes, as Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG), somados a casos confirmados em 23 Unidades Sentinelas da gripe espalhadas pelo Paraná.

“Mesmo com a imunização, os cuidados não podem parar. Lavar as mãos frequentemente e manter os ambientes arejados ainda são as medidas mais eficientes para evitar o contágio da gripe”, explica a chefe do Centro de Epidemiologia da Secretaria de Estado da Saúde, Julia Cordellini.

ÓBITOS – Já foi confirmada a presença dos vírus em 19 das 22 Regionais de Saúde do Estado e óbitos em 15 regiões. Do início de 2016 até agora foram 37 mortes por H1N1 em Antonina (1), Curitiba (5), Quitandinha (1), São José dos Pinhais (1), Rio Azul (1), Chopinzinho (1), Francisco Beltrão (1), Marmeleiro (3), Foz do Iguaçu (7), Espigão Alto do Iguaçu (1), Nova Aurora (1), Campo Mourão (2), Umuarama (1), Maringá (2), Apucarana (3), Londrina (2), Andirá (1), Cornélio Procópio (1), Toledo (1) e Nova Tebas (1).

Richa e Temer retomam projetos do Paraná junto ao governo federal

19/05/2016 00:290 comments
Richa e Temer retomam projetos do Paraná junto ao governo federal

VPRL9427EditarO governador Beto Richa defendeu nesta quarta-feira (18), durante encontro com o presidente Michel Temer, em Brasília, o fortalecimento da relação entre o Paraná e o governo federal. “Tenho absoluta certeza que o presidente vai ajudar o Paraná, retribuindo tanto o que Estado faz pela economia nacional. Estou muito animado com o novo governo”, disse.

Richa convidou Temer para visitar o Paraná e disse que o presidente será muito bem recebido pelos paranaenses. “O Estado tem agora um novo alento e uma nova esperança com este novo governo que pode devolver ao Brasil o caminho de desenvolvimento e da geração de empregos”.

O governador reafirmou que o Paraná tem “a confiança no novo governo e a real expectativa que os projetos possam ser atendidos e que o governo federal volte a investir no Estado”.

Beto Richa adiantou a Temer a urgência com que o Estado espera a liberação dos empréstimos internacionais, no valor de US$ 450 milhões (R$ 1,7 bilhão) junto ao BID, e que dependem do aval da Secretaria do Tesouro Nacional. “São recursos fundamentais ao Paraná no esforço do Estado em retomar os investimentos públicos em programas e obras nas áreas de segurança, infraestrutura e transportes”, defendeu.

Richa e o presidente conversaram sobre a conjuntura política e econômica do País, o relacionamento entre o Paraná e a União e as primeiras ações do governo Temer no enfrentamento da crise econômico-financeira. “Disse ao presidente que os nomes da equipe econômica, anunciados nesta semana, sinalizam um forte compromisso do governo não apenas com a responsabilidade fiscal, mas também com a retomada do desenvolvimento e com a geração de emprego”, disse o governador.

Ele afirmou ao presidente que o Estado teve graves problemas no relacionamento com o governo anterior e que nos últimos anos foi “sistemática” e abertamente “boicotado” no repasse de recursos e transferências federais. “O presidente me assegurou que este tipo de discriminação não será tolerado em seu governo. Garantiu ainda que a União terá uma relação republicana e administrativa com todos os estados, sem nenhum viés político ou partidário”, declarou. Antes da reunião com o presidente, Richa se encontrou, em audiências, com os ministros Geddel Vieira Lima (Governo), Bruno Araújo (Cidades), Sarney Filho (Meio Ambiente) e Ricardo Barros (Saúde).

PACTO FEDERATIVO – Ainda com Temer, Richa reafirmou o apoio ao presidente que na sua posse ressaltou o propósito de rever o pacto federativo brasileiro, de forma que estados e municípios tenham maior autonomia financeira. “Esta posição do presidente é bastante positiva e, se realmente efetivada, será muito bom para o País”, afirmou Richa.

Depois do encontro com o presidente, Beto Richa declarou-se confiante na recuperação da economia e da estabilidade política e institucional do País. A reunião teve a presença do deputado federal Antônio Imbassahy. O presidente adiantou ao governador o compromisso que reafirmou como “absoluto com as reformas de que o Brasil necessita para retomar o caminho do crescimento econômico sustentado”.

ITAMARATY – Ainda em Brasília, Richa participou da posse do senador José Serra no Ministério das Relações Exteriores. A cerimônia, no Palácio do Itamaraty, Serra recebeu o cargo do diplomata Mauro Vieira. Natural de São Paulo, Serra já foi ministro de Planejamento e da Saúde do governo Fernando Henrique Cardoso. Atualmente é senador pelo Estado de São Paulo.

Sengés, Piraí do Sul e outros 75 municípios do Paraná recebem Ambulância

18/05/2016 13:140 comments
Sengés, Piraí do Sul e outros 75 municípios do Paraná recebem Ambulância

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O governador Beto Richa entregou nesta terça-feira (17), em Curitiba, um novo lote de ambulâncias para ampliar a frota da saúde disponível em todas as regiões do Estado. Foram investidos R$ 7,6 milhões na aquisição dos 80 veículos, totalmente equipados para o transporte adequado de pacientes. Também foram entregues quatro veículos que auxiliarão nas ações do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate).

As ambulâncias são do modelo Renault Master e foram entregues a 77 municípios, entre eles Piraí do Sul e Sengés, ao Consórcio Intermunicipal de Saúde da Costa Oeste do Paraná, ao Pequeno Cotolengo e ao Hospital da APMI, em União da Vitória. Elas poderão ser utilizadas para o resgate e transferência de pacientes entre serviços de saúde.

Em cinco anos, o Governo do Estado já distribuiu 2.188 veículos para o transporte na área da saúde a hospitais e municípios paranaenses, dos quais 560 ambulâncias. “Melhoramos muito o atendimento na área da saúde pública no Estado, mesmo com a ausência de apoio do governo federal, que bloqueou recursos do setor para o Paraná”, disse Richa.

O governador destacou que o Estado garante, com recursos próprios, a ampliação do atendimento no setor. “Conseguimos avançar, garantindo investimentos em programas que ajudam no funcionamento hospitais públicos e filantrópicos e na aquisição de equipamentos. Mantemos boa parceria com as prefeituras e os consórcios municipais de saúde também no atendimento do Siate e Samu”, explicou.

Richa declarou que o aumento dos investimentos é possível porque o Paraná se antecipou à crise e promoveu o ajuste fiscal, que garante recursos para apoiar todos os municípios. “O Paraná avança em meio à crise econômica nacional e é o único estado a conceder o reajuste do funcionalismo. Iremos investir, neste ano, R$ 8 bilhões em todas as áreas e regiões do Estado”, afirmou.

SEGURANÇA E AGILIDADE – O secretário da Saúde, Michele Caputo Neto, explicou que os novos veículos trazem mais agilidade e segurança aos pacientes. “O transporte de pacientes deve ser feito em veículos que tenham condições de trafegar em nossas estradas”, disse o secretário.

Ele destacou que, além das ambulâncias, o Governo do Estado já entregou aos municípios ônibus e vans para o transporte sanitário intermunicipal e carros pequenos para a saúde da família. “Nenhum município do Paraná ficou de fora. O governo trabalha pensando em todo o Paraná, na sustentabilidade de todas as regiões e esse é um processo que não vai parar”, afirmou.

O secretário também citou a organização do transporte aéreo na área saúde. O atendimento com os helicópteros do Estado contribuiu para reduzir em 27% o número de vítimas fatais em acidentes de trânsito e fez com que o Paraná saltasse da décima para a terceira posição entre os estados com o maior número de transplantes. “É um sistema que está a serviço da vida. No governo Beto Richa, a vida prevalece”, ressaltou.

URGÊNCIA E EMERGÊNCIA – Em pequenos municípios, a ambulância é essencial no atendimento às situações de urgência e emergência. Quando um paciente necessita de serviços de maior complexidade, ele deve ser transferido para um hospital de referência em sua região. Para isso, o transporte tem que ter a estrutura necessária para o deslocamento.

PRESENÇAS – Participaram da solenidade a vice-governadora Cida Borghetti; o secretário-chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni; os secretários da Segurança Pública, Wagner Mesquita; da Comunicação Social, Márcio Villela; da Fazenda, Mauro Ricardo Costa; da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos, Artagão Junior; do Esporte e Turismo, Douglas Fabrício; e da Educação, Ana Seres; o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Ademar Traiano; o diretor do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) Orlando Pessuti; e os deputados estaduais Luiz Cláudio Romanelli, Guto Silva, Tiago Amaral, Élio Rush, Doutor Batista, Tião Medeiros, Felipe Francischini, Cobra Repórter, José Carlos Schiavinato, André Bueno, Márcio Nunes, Fernando Scanavaca, Paulo Litro, Jonas Guimarães, Stephanes Junior; Francisco Buhrer, Alexandre Guimarães, Mara Lima, Cláudia Pereira, Alexandre Curi, Bernardo Carli, Hussein Bakri e Vilmar Recheimback.

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Municípios beneficiados com o novo lote de ambulâncias

Adrianópolis, Alto Piquiri, Alvorada do Sul, Ampére, Andirá, Astorga, Boa Ventura do São Roque, Borrazópolis, Campo Largo, Centenário do Sul, Colorado, Contenda, Cornélio Procópio, Coronel Vivida, Douradina, Doutor Camargo, Doutor Ulysses, Fazenda Rio Grande, Flórida, General Carneiro, Goioxim, Grandes Rios, Guaíra, Guapirama, Guaraqueçaba, Iporã, Iracema do Oeste, Itaipulândia, Itaperuçu, Ivaí, Jundiaí Do Sul, Kaloré, Leópolis, Loanda, Mandaguaçu, Mandirituba, Marechal Cândido Rondon, Marmeleiro, Matelândia, Morretes, Nova Olímpia, Nova Prata do Iguaçu, Ortigueira, Ourizona, Palmital, Paraíso do Norte, Pérola, Pinhalão, Pinhão, Piraí Do Sul, Pitanga, Porto Amazonas, Rio Branco Do Sul, Rio Negro, Rolândia, Roncador, Sabáudia, Salto do Lontra, Santa Fé, Santa Helena, Santo Antônio do Caiuá, São José dos Pinhais, São Pedro do Iguaçu, São Sebastião da Amoreira, Sapopema, Sengés, Terra Roxa, Tibagi, Toledo, Três Barras Do Paraná, Turvo, Ubiratã, Umuarama, Ventania e Xambrê.

Governador Beto Richa entrega ambulâncias para municípios e instituições de saúde do estado. Presentes a vice-governadora, Cida Borghetti, os secretários estaduais da Saúde, Michele Caputo Neto, da Fazenda Mauro Ricardo Costa, da Justiça, Artagão Junior, do Esporte, Douglas Fabrício, o presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano, o líder do governo na Assembleia, deputado Luiz Claudio Romanelli, deputados estaduais, prefeitos e demais autoridades. Curitiba, 17/05/2016. Foto: Pedro Ribas/ANPr

Governador Beto Richa entrega ambulâncias para municípios e instituições de saúde do estado. Presentes a vice-governadora, Cida Borghetti, os secretários estaduais da Saúde, Michele Caputo Neto, da Fazenda Mauro Ricardo Costa, da Justiça, Artagão Junior, do Esporte, Douglas Fabrício, o presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano, o líder do governo na Assembleia, deputado Luiz Claudio Romanelli, deputados estaduais, prefeitos e demais autoridades. Curitiba, 17/05/2016. Foto: Pedro Ribas/ANPr

Assembleia lançou Frente Parlamentar contra renovação dos Pedágios

16/05/2016 20:290 comments
Assembleia lançou Frente Parlamentar contra renovação dos Pedágios

AlepOficialmente lançada nesta segunda-feira (16) durante audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), a Frente Parlamentar contra a Prorrogação dos Contratos de Pedágio também deu o primeiro passo para tentar evitar que a renovação das concessões em vigor aconteça sem um amplo debate sobre o tema. Dois requerimentos foram protocolados na Alep para que seja agilizada a tramitação de propostas que já deram entrada na Casa, sobre o assunto. Na audiência pública realizada pela manhã, o representante do Governo do Estado e diretor de Operações do DER, Paulo Montes Luz, também garantiu que não há negociações em andamento para prorrogação dos atuais contratos.

Um dos documentos protocolados pela Frente Parlamentar na Alep solicita que o projeto de lei complementar nº 4/2015, do deputado Tercílio Turini (PPS), seja colocado em votação o quanto antes, em Plenário. A proposta garante que qualquer tentativa de prorrogar os contratos de concessão dependerá de aprovação na Assembleia Legislativa do Paraná, pelo voto da maioria absoluta dos deputados. O deputado Ademir Bier (PMDB), 2º secretário da Assembleia e coordenador da frente, ressalta que no debate de “um tema de tamanha importância, que diz respeito à nossa economia e à vida do povo paranaense, a Assembleia não pode ficar totalmente de fora”.

O segundo requerimento solicita a instalação de comissão especial para tramitação da PEC nº 5/2015, do deputado Paranhos (PSC). O texto estabelece que renovações ou prorrogações contratuais de pedágio só podem acontecer depois de consulta pública por meio de plebiscito. “Nesses 17 anos a única parte que não foi ouvida e que pagou a conta foi a população, por isso entendemos que nesse momento que estamos chegando ao fim do contrato é preciso que a gente ouça a população e mostre um formato de pedágio que seja o que a população espera do poder público”, defende Paranhos.

Debate – Durante a audiência pública, o diretor de Operações do DER, Paulo Montes Luz, fez uma breve apresentação sobre os contratos vigentes e garantiu que o assunto “prorrogação” ainda não é tratado pelo DER (Departamento de Estradas de Rodagem). “O DER estuda a revisão amigável dos contratos que existem. Por enquanto, o DER vai precisar que seja prorrogado o convênio de delegação do Ministério dos Transportes ao Estado do Paraná. A partir daí, depende do governo. Não há nada fechado”.

O diretor do DER afirmou ainda que todas as obras previstas estão dentro do cronograma. “As obras estão sendo executadas. Dos 60% ainda não concluídos, 20% já estão em andamento e caso as concessionárias não cumpram o que está no acordo, as concessionarias serão penalizadas”.

O coordenador da bancada paranaense na Câmara Federal, deputado federal Toninho Wandscheer (PROS), participou da audiência e afirmou que a decisão não pode ser do governo federal. “O pedágio nasceu errado e acho que tem que acabar esse contrato para começarmos novamente. Em uma prorrogação não podermos trocar esse modelo. Isso não deve ser uma discussão federal, já que o Paraná é afetado por esses contratos”.

O debate contou ainda com a participação de representantes de diversos setores da sociedade. O presidente da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), Edson Campagnolo, reforçou que os empresários são contra a prorrogação dos contratos nos atuais modelos e enalteceu a iniciativa dos deputados de debater o assunto. “Esse tema é altamente relevante e preocupante para a economia do Estado. Então, fico feliz que a Assembleia tenha tomado a decisão de criar essa frente. É um trabalho no sentido de perceber qual o melhor modelo para o Paraná. Estamos em via de encerrar esse contrato, cinco anos passa muito rápido Não tem nada melhor do que essa discussão nesse momento”.

Para o vice-presidente da Faciap (Federação das Associações Comerciais e Industriais do Paraná), Ivaldo Sá Barreto Filho, a solução definitiva para o pedágio será fruto de um amplo debate. “O importante nesse trabalho é discutir todos os aspectos que compõem esse quadro. A Faciap se alinha a esse objetivo e entendemos que é preciso uma grande análise para que sejam tomadas a decisões que sejam de caráter efetivo e que beneficiem todos os paranaenses”.

Novas audiências – Com o lançamento oficial dos trabalhos, os deputados começam a cumprir uma agenda com encontros regionais nas principais cidades do estado e também em Brasília. “Nós vamos fazer audiências públicas nos principais municípios e também construímos uma agenda em Brasília, que inclui o Ministério dos Transportes, o Senado e também a Câmara Federal, para que nós possamos mostrar aos técnicos em Brasília e ao setor político que essa renovação seria um crime contra a economia do Paraná, que há anos vem lutando contra os preços altos do pedágio”, esclarece o deputado Chico Brasileiro (PSD).

O primeiro evento regional promovido pela Frente Parlamentar está marcado para a próxima segunda-feira (23), às 19h30, na Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa.

Alta nos preços da gasolina e do etanol torna o GNV mais competitivo

20:230 comments
O aumento dos preços da gasolina e do etanol – além da necessidade de controlar os gastos em tempos de crise – está fazendo com que muitos motoristas optem pelo Gás Natural Veicular (GNV).
Foto: Divulgação

O aumento dos preços da gasolina e do etanol – além da necessidade de controlar os gastos em tempos de crise – está fazendo com que muitos motoristas optem pelo Gás Natural Veicular (GNV). Foto: Divulgação

O aumento dos preços da gasolina e do etanol – além da necessidade de controlar os gastos em tempos de crise – está fazendo com que muitos motoristas optem pelo gás natural veicular (GNV). De acordo com a Companhia Paranaense de Gás (Compagas), o volume de vendas do GNV no Estado subiu 12% de janeiro a abril deste ano. Atualmente, a frota de veículos com GNV no Paraná é de 33.765 veículos.

De acordo com a empresa, a escolha é justificada pela economia gerada com o GNV. Segundo informações do Sistema de Levantamento de Preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o valor médio do litro da gasolina para o consumidor paranaense é de R$ 3,63 e do etanol é R$ 2,64. Os dados são de pesquisa realizada entre 01/05 a 07/05/2016. Já o preço médio do GNV no Paraná, de acordo com a ANP, é de R$ 2,27 o metro cúbico.

Com os atuais preços médios e o rendimento previsto –13 km/m³ de gás natural; 10 km/l de gasolina; 7km/l de etanol – para rodar 100 quilômetros com o GNV, o motorista gasta cerca de R$ 17,50. Para percorrer a mesma distância com gasolina, o custo é de aproximadamente R$ 36,30 e, com o etanol, de R$ 37,71. A economia pode chegar 53,5% para quem abastece com GNV.

A gerente de Marketing da Compagas, Patricia Alberti, destaca que, no Paraná, os motoristas que usam GNV têm ainda o desconto no IPVA. Para os carros movidos a gás natural, o custo do imposto é de 1% sobre o valor do veículo, índice que sobre para 3,5% para aqueles movidos a gasolina e/ou álcool.

“O preço da instalação do kit GNV varia de R$ 3 mil a R$ 4 mil. Para quem roda cerca de 4 mil quilômetros por mês, por exemplo, o tempo de retorno do investimento é, em média, de 5 meses” afirma Patrícia.

A gerente destaca ainda o crescimento do número de veículos convertidos para o gás natural no Estado. De acordo com ela, foram feitas 24 conversões para o GNV nos primeiros três meses de 2015 e 73 no mesmo período deste ano, o que representa um aumento de 204%.

No site da Compagas é possível acessar para conferir as vantagens do combustível (www.compagas.com.br/index.php/simulador-de-economia-gnv).

A Compagas, conta atualmente com 37 postos revendedores de GNV nas cidades de Curitiba, Campo Largo, Colombo, Paranaguá, Pinhais, Ponta Grossa e São José dos Pinhais. Um ponto de venda em Londrina comercializa o gás fornecido pela GasLocal. São mais de 33,7 mil veículos que já utilizam o gás natural no Estado e 16 oficinas credenciadas pelo Institutito Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para fazer a conversão.

A COMPAGÁS

A concessionária responsável pela distribuição de gás natural no Paraná completou 20 anos em 2014. Empresa de economia mista, tem como acionista majoritária a Companhia Paranaense de Energia (Copel), com 51% das ações, a Gaspetro, com 24,5% e a Mitsui Gás e Energia do Brasil, com 24,5%.

Em março de 2000 a empresa passou a ser a primeira distribuidora do Sul do País a fornecer gás natural com a inauguração do ramal sul do gasoduto Bolívia – Brasil (Gasbol).

A Companhia conta com mais de 32 mil clientes dos segmentos residencial, comercial, industrial, veicular e geração de energia elétrica e está presente em 17 municípios – Araucária, Curitiba, Campo Largo, Balsa Nova, Palmeira, Ponta Grossa, São José dos Pinhais, Colombo, Quatro Barras, Fazenda Rio Grande, São Mateus do Sul, Pinhais, Campina Grande do Sul, Paranaguá, Londrina, Carambeí e Castro.

Agência Estadual de Notícias

Alckmin enaltece trabalho de Richa: “Vamos na proa do Paraná”

14/05/2016 12:280 comments
Alckmin enaltece trabalho de Richa: “Vamos na proa do Paraná”

expo28O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, destacou nesta sexta-feira (13) a situação financeira do Paraná e a comparou com outros estados. “Em um momento de grande crise, enquanto a maioria dos estados brasileiros está com dificuldade até para pagar salários, Beto Richa continua melhorando a infraestrutura e anunciando cada vez mais investimentos”, afirmou Alckmin, que esteve em Maringá (Noroeste) para assinar com o governador Beto Richa um termo de cooperação na área da agricultura. “Sempre digo para a minha equipe, vamos na proa do Paraná”, disse.

O protocolo de cooperação assinado por Richa e o governador paulista visa ações conjuntas para o aprimoramento e o desenvolvimento do setor agropecuário dos dois estados. O termo de cooperação foi firmado na Expoingá 2016, um dos mais importantes eventos do setor de agronegócios do Brasil. Richa e Alckmin visitaram a “fazendinha” instalada pelo Emater na feira e descerraram a placa que comemora os 60 anos do Instituto.

“Estamos celebrando esse convênio visando intercâmbio para avançarmos na área de agricultura e pecuária do Paraná e de São Paulo. Temos várias experiências que podem ser compartilhadas”, disse Richa. Ele ressaltou a visita de Alckmin ao Paraná e afirmou que, nesse período de crise econômica, é muito importante as parcerias entre os dois estados. “Queremos incrementar e fortalecer essa parceria. São Paulo é um estado irmão do Paraná. Temos que dar as mãos e somar esforços para, juntos, sairmos da crise que afeta a todos os brasileiros.”

EXEMPLO – Geraldo Alckmin explicou que o protocolo abrange pesquisa, inovação, informações, ações conjuntas de defesa sanitária, animal e vegetal, sinergia na questão de pesquisa e inovação. “Esse acordo significa uma somatória de competências para os dois estados. Somos irmãos, o Rio Paranapanema não nos separa, nos une”, afirmou.

Alckmin citou o Paraná como exemplo de associativismo e cooperativismo e disse que São Paulo quer se fortalecer nestes setores. “Temos até financiamento do Banco Mundial para um programa de agregação de valor à produção e melhoria de renda, principalmente do pequeno e médio produtor”, disse.

Ele mencionou, ainda, a área de defesa animal, lembrando que o Paraná é hoje livre da peste suína, status que São Paulo deverá alcançar neste mês. “A parceria envolve, também, os institutos de pesquisa agropecuária do Paraná e de São Paulo para avançarmos mais em questões como preservação do solo, novos cultivares”.

ÁREAS – O protocolo de intenções é para futuras parcerias e troca de experiências em inúmeras áreas: cadeia do agronegócio, incluindo acordos setoriais; políticas públicas para a agropecuária, incluindo tecnologia; programas e ações para o setor produtivo; integração técnica e científica; intercâmbio de informações, experiências, tecnologia e inovação, e parcerias para o pequeno e médio produtor rural na extensão rural, defesa agropecuária, pesquisa científica, abastecimento, crédito rural, agricultura familiar floresta e meio ambiente. O protocolo inclui a eventual disponibilização de servidores das duas secretarias para implementação da cooperação entre os dois estados.

O secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara, e o secretário da Agricultura de São Paulo, Arnaldo Jardim, participaram do evento. Ortigara disse que algumas ações conjuntas já estão acontecendo. “Estamos trabalhando entrosados na área de sanidade. O Paraná tem pretensões de, em breve, obter o reconhecimento de área livre de febre aftosa. Estamos construindo barreiras físicas na divisa do Paraná com São Paulo e vamos operar em conjunto na fiscalização”, explicou.

O objetivo do convênio, explicou o secretário, é entrosar as equipes de pesquisa, extensão rural, serviços, centrais de abastecimento dos dois estados. “Será trabalhada agenda por agenda, numa visão mais aberta de superação de problemas comuns e construção de ambientes mais saudáveis para negócios.

PRESENÇAS – Participaram do encontro o secretário de Estado do Planejamento, Sílvio Barros; o presidente da Cohapar, Mounir Chaowiche; o presidente da Cocamar, Luiz Lourenço; a presidente da Sociedade Rural de Maringá, Maria Iraclézia de Araújo; o deputado federal Edmar Arruda e os deputados estaduais Evandro Junior, Tiago Amaral e José Carlos Schiavinato.