Renovação no Senado exigirá mais de novo presidente do país

08/10/2018 15:500 comments
Plenário do Senado aprovou o Projeto de Resolução (PRS) 42/2018, que autoriza o município de Caucaia (CE) a contratar operação de crédito externo.

Com mais partidos representados e menos parlamentares conhecidos na composição, o Senado passou por uma grande renovação neste pleito 2018. Dos 32 que tentaram renovar os mandatos, somente oito conseguiram. A partir de fevereiro de 2019, a Casa terá senadores distribuídos em 21 legendas. Em 2015, eram 15.

Entre as novidades, Podemos, PSL, PHS, Pros, PRP, PTC e Solidariedade – que não tinham representantes em 2015 – agora têm um cada. A Rede, presentada até então pelo senador Randolfe Rodrigues, reeleito ontem (7), cresceu e agora terá outros quatro nomes. Já o PCdoB e PSOL ficaram sem representantes.

Plenário do Senado aprovou o Projeto de Resolução (PRS) 42/2018, que autoriza o município de Caucaia (CE) a contratar operação de crédito externo.

Segundo o cientista político da Universidade de Brasília Waldir Pucci, o aspecto positivo de tantos outros partidos com representação na Casa é o fato de isso mostrar a diversidade da sociedade no país. “Mas falando em governabilidade, que é o que interessa, o novo presidente [da República] terá uma dificuldade maior de negociação. Quanto maior número de partidos, naturalmente maior o número de conversas e convencimentos ele terá de fazer”, explica. Para ele, a grande questão é como esse convencimento será feito. “Se pela política tradicional, pelo toma lá dá cá ou com ideias. A governabilidade é bem mais difícil nesse cenário.”

Maiores bancadas

Mesmo com redução significativa, o MDB continua sendo o partido com mais representantes no Senado. A sigla, que em fevereiro de 2015 tinha 19 nomes, deve começar 2019 com apenas 12. Além do MDB, entre as cinco maiores bancadas, duas perderam parlamentares em relação a 2015. O PT foi o mais atingido e sua representação em 2019 será de menos da metade do que foi em 2015. A sigla que tinha 13 senadores terá 6 senadores no ano que vem (-53,84%). O PSDB também registrou queda. Eram 11 em 2015 e, em 2019, apenas 9 (-18,18%) .

Já o PSD subiu de 4 para 7 (+75%) e o DEM cresceu de 5 para 6 senadores, um aumento de 20%, em relação à eleição passada.

Renovação

Ao contrário do que os principais analistas e institutos de pesquisas indicavam, a reeleição de nomes tradicionais na Casa não se confirmou, pois de cada quatro senadores apenas um conseguiu sucesso nas urnas (25%).

Na lista dos que não se reelegeram, estão o presidente e o vice-presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), respectivamente. O ex-líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB- RR), também ficou de fora, após mais de duas décadas na Casa.

Outra surpresa foi a derrota do senador Magno Malta (PR-ES), pastor evangélico e um dos maiores apoiadores do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Ainda entre os que não se reelegeram estão os senadores Edison Lobão (MDB-MA), Roberto Requião (MDB – PR) Lindbergh Farias (PT-RJ) e Cristovam Buarque (PPS-DF).

Para o analista político Antonio Augusto de Queiroz, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar ( Diap), o resultado da eleição no Senado traz um recado aos políticos. “Ou eles corrigem a forma de atuação ou estão fora [da disputa política]”. Ele destaca que muitos dos políticos que não se reelegeram estão envolvidos em denúncias de corrupção ou votaram a favor da reforma política e do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Bancada feminina

A redução da bancada feminina foi outro ponto bastante forte nessas eleições. Somente quatro das 13 atuais senadoras terão mandato a partir do ano que vem. Sete candidatas foram eleitas, levando o total de mulheres a dez. Caso Fátima Bezerra (PT), que disputará o segundo turno pelo governo do Rio Grande do Norte, não seja eleita, ela deverá permanecer na Casa como a 11ª, pois ainda tem mais quatro anos de mandato como senadora.

Apesar da obrigatoriedade de 30% das candidaturas e do fundo partidário terem de ser direcionados às mulheres, para Waldir Pucci a redução da participação feminina está ligada à falta de incentivo financeiro e político dos partidos. “Tivemos uma renovação basicamente conservadora da bancada e essa renovação ela dá um papel menor às mulheres na política. Daí muitos candidatos homens representando essa onda conservadora”, concluiu.

PT e PSL são os que mais elegeram para a Câmara dos Deputados

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O plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6433/13, que permite ao delegado de polícia adotar medidas de urgência para proteger mulheres vítimas de agressão.

Os partidos PT e PSL foram os que mais elegeram deputados federais para a Câmara para os próximos quatro anos. O MDB, que durante os últimos anos foi a maior bancada da Casa, perdeu espaço, enquanto o Partido Novo conquistou mais cadeiras. O levantamento foi feito pela Câmara dos Deputados.

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6433/13, que permite ao delegado de polícia adotar medidas de urgência para proteger mulheres vítimas de agressão.

Em 2014, o PT, do candidato ao segundo turno das eleiçõespresidenciais Fernando Haddad, elegeu 69 deputados e desta vez foram 56. O PSL, legenda do também candidato Jair Bolsonaro, saltou de um deputado eleito, há quatro anos, para 52.

O MDB, que tradicionalmente integra a Presidência da Câmara e do Senado, caiu para quase metade em tamanho. Em 2014, foram eleitos 65 deputados, agora serão 34 parlamentares. O Partido Novo, que lançou o empresário João Amoêdo à Presidência, conseguiu oito deputados.

Legendas

No total, serão 30 legendas com representação na Câmara. O tamanho das bancadas é importante para que os deputados sejam indicados para funções específicas e relevantes no funcionamento do Parlamento.

Pelo Regimento Interno da Câmara e negociações, o maior partido ou bloco tem peso na escolha dos da Presidência da Casa e para ocupar o comando de comissões de maior destaque, como a de Constituição e Justiça e a de Finanças e Tributação.

Posse

Os deputados tomam posse em fevereiro de 2019. Até lá, há negociações sobre cargos federais e estaduais, assim como a possibilidade de mudanças de partidos políticos.

De acordo com o levantamento da Câmara, a renovação foi elevada. Em Mato Grosso e no Distrito Federal, apenas uma em oito cadeiras é de deputados reeleitos. Erika Kokay (PT) foi reeleita pelo DF e Carlos Bezerra (MDB) por MT. Os demais são novatos na Câmara dos Deputados.

O Piauí, por outro lado, reelegeu sete dos dez deputados federais de sua bancada. O Rio Grande do Sul reelegeu a maior parte da bancada: 19 foram reeleitos e 12 são novatos.

Os resultados finais deste domingo poderão ser alterados em decorrência de eventuais recursos decididos pela Justiça Eleitoral. O Judiciário analisa ações sobre abuso do poder econômico e político nas eleições, cumprimento de critérios para assumir o cargo e o atendimento dos requisitos da Lei da Ficha Limpa.

*Com informações da Agência Câmara

Bolsonaro e Haddad farão segundo turno

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Bolsonaro e Haddad farão segundo turno

Os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) decidirão no segundo turno quem será o presidente do Brasil pelos próximos quatro anos, conforme a apuração realizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite deste domingo (7). Após 100% dos votos computados, Bolsonaro alcançou 46% dos votos válidos contra 29,2% de Haddad. Ambos disputam a Presidência pela primeira vez.

Esta é a oitava eleição presidencial por meio do voto direto desde a redemocratização, no fim da década de 1980. O vencedor governará o Brasil de 1º de janeiro 2019 a 31 de dezembro de 2022.

O candidato Ciro Gomes (PDT) disse, em entrevista, que nesta segunda (7) deve anunciar se vai apoiar algum dos dois candidatos no segundo turno, mas adiantou que “ele, não”.  “Eu defendo a democracia, essa é a minha vida”, disse ele.  A candidata da Rede, Marina Silva, disse que o partido vai se reunir para definir sobre apoio no segundo turno, mas adiantou que o partido será com certeza oposição seja Haddad ou Bolsonaro que vença.

Já Geraldo Alckmin afirmou que vai se reunir com o partido e espera definir uma posição até esta terça-feira, 09. João Amôedo também já se manisfestou que não pretende apoiar o PT neste segundo turno.

Resultados:

100% das urnas apuradas

1º Jair Bolsonaro – PSL – 46% (2º turno) – 49.275.358 votos

2º Fernando Haddad – PT – 29,2% (2º turno) – 31.341.839 votos

3º Ciro Gomes – PDT – 12,4% – 13.334.074 votos

4º Geraldo Alckmin – PSDB – 4,7% – 5.096.277 votos

5º João Amôedo – Novo – 2,51% – 2.679.596 votos

6º Cabo Daciolo – Patri – 1,26% – 1.348.317 votos

7º Henrique Meirelles –MDB- 1,21% – 1.288.941 votos

8º Marina Silva – REDE – 1% – 1.069.538 votos

9º Alvaro Dias – PODE – 0,8% – 859.574 votos

10º Guilherme Boulos – PSOL – 0,5% – 617.115 votos

11º Vera Lúcia – PSTU – 0,05% – 55.759 votos

12º Eymael – DC – 0,04% – 41.708 votos

13º João Goulart Filho – PPL – 0,03% – 30.176 votos

Haddad vota em São Paulo e diz que segundo turno fará bem ao país

07/10/2018 10:590 comments
O candidato à Presidência da República, Fernando Haddad, vota em São Paulo.

O candidato à presidente Fernando Haddad (PT) votou às 9h50 de hoje (7), na Brazilian International School, em Indianópolis, bairro da zona sul de São Paulo. Ele foi recebido com aplausos e gritos de apoio por cerca de 50 militantes. Haddad estava acompanhado da esposa, Ana Estela, além dos candidatos petistas ao Senado por São Paulo, Eduardo Suplicy e Jilmar Tatto e outros correligionários. Com forte esquema de segurança, o candidato teve um pouco de dificuldade para acessar a sala de votação.

O candidato à Presidência da República, Fernando Haddad, vota em São Paulo.

Pouco antes de votar, o candidato posou com a esposa fazendo o tradicional sinal de vitória com as mãos. À imprensa, ele disse estar confiante que passará para o segundo turno e falou que espera um dia de tranquilidade e de respeito à diversidade. “No segundo turno, você tem mais tempo de comparar projetos, mais tempo de diferenciar as propostas dos candidatos e, se confirmar o prognóstico das pesquisas, são dois projetos tão diferentes que vai ficar mais fácil para o cidadão optar no segundo turno.”

Café da manhã

O presidenciável petista começou sua agenda às 8h em um um café da manhã no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, reduto petista. Além da esposa, Haddad chegou ao local acompanhado de aliados e sindicalistas, entre eles, o presidente da Central Única dos Trabalhadores, Vagner Freitas. Luiz Marinho, candidato ao governo do estado pelo PT, também acompanhou a agenda.

De acordo com a assessoria, Haddad vai almoçar com a família em casa e acompanhará a apuração a partir das 17h no Hotel Pestana, no bairro Paraíso, na capital paulista, ao lado da candidata à vice-presidente na chapa, a deputada gaúcha Manuela D’Ávila, que também votou pela manhã em Porto Alegre.

Haddad falou ainda que respeitará o resultado das eleições, independentemente do resultado. “Democracia não se celebra a vitória ou derrota, você celebra a vontade popular. Se a vontade popular se expressou livremente é uma festa, qualquer que seja o resultado. Quem não coloca o povo acima de suas pretensões pessoais é que tem esse tipo de atitude. A vontade popular vem sempre acima de tudo”, defendeu.

Em 3º nas pesquisas, Ciro vota no Ceará e diz que acredita na vitória

10:160 comments
Em 3º nas pesquisas, Ciro vota no Ceará e diz que acredita na vitória

O candidato à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT), votou hoje (7) pela manhã em Fortaleza. Na chegada à zona eleitoral, Ciro foi recebido por sua neta Maria Clara e disse estar confiante de ir ao segundo turno das eleições. Em pesquisa divulgada neste sábado (6) pelo Instituto Datafolha, o candidato aparece em terceiro lugar com 15% das intenções de votos válidos, atrás de Bolsonaro (40%) e Haddad (25%).

“Vou no segundo turno fazer uma campanha diferente de todas as que o Brasil já assistiu, porque se eu chego ao segundo turno é porque o povo brasileiro decidiu derrotar os poderosos do baronsto financeiro, banqueiros, dos partidos políticos tradicionais, da roubalheira, da concentração de mídia e portanto é uma revolução que o povo brasileiro está pedindo”, afirmou. “O que eu vou fazer é uma revolução no Brasil”, completou.

Ontem à noite, Ciro encerrou a campanha em uma caminhada na cidade Sobral, reduto eleitoral de sua familia e atualmente administrada atualmente por seu irmão, Ivo Gomes. O ato parou as principais ruas da cidade, em clima de carnaval fora de época, com apoiadores vestidos de amarelo, adesivos e bandeirões. Ao discursar, Ciro Gomes voltou a dizer que é o único que pode “vencer o ódio e unir a família brasileira”.

“Eu sou o único que vence o Bolsonaro e o Haddad com larga folga e eu não quero fazer isso contra ninguém. Eu quero fazer isso para unir o povo brasileiro e dar esperança para o povo brasileiro”, disse.

Agência Brasil

Com segurança reforçada, Bolsonaro vota no Rio

10:140 comments
Com segurança reforçada, Bolsonaro vota no Rio

O candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) votou às 9h de hoje (7) no Rio de Janeiro. Ele chegou à seção eleitoral na Escola Municipal Rosa da Fonseca, na Vila Militar, acompanhado do filho Flávio Bolsonaro, que é candidato ao Senado. Agentes da Polícia Federal e militares do Exército fizeram a segurança do candidato.

“Dia 28, vamos à praia”, disse ele ao chegar à escola. “Não haverá negociação partidária. Temos 350 parlamentares”, acrescentou Bolsonaro.

Após digitar os números na urna, Bolsonaro posou para fotos e fez o sinal de positivo.

Bolsonaro saiu da escola sem falar com a imprensa e foi para casa na Barra da Tijuca.

Agência Brasil