segunda-feira, outubro 18, 2021
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Autuações por uso de álcool aumentam 44,9% no Paraná

O número de motoristas flagrados dirigindo sob influência de álcool aumentou 44,9% no Paraná no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) – as infrações por este motivo subiram de 3.512 para 5.089 neste ano. Em média, por dia, são autuados 28 motoristas por embriaguez ao volante no Estado.

Lei Seca mais rigorosa aumenta número de prisões por embriaguez
Foto: Juliano Pedrozo/DetranPR

Em Curitiba, o aumento das autuações foi ainda mais expressivo: 122%. Houve 1.616 infrações registradas entre janeiro e junho deste ano, contra 725 no mesmo período de 2016. Na Capital, em torno de nove motoristas são abordados e autuados todos os dias por dirigir sob o efeito de álcool ou de substâncias entorpecentes.

“O Governo do Paraná intensificou as fiscalizações. Apesar das inúmeras campanhas educativas, dos alertas e das milhares de notícias sobre acidentes causados pela mistura de álcool e direção, muitos motoristas continuam desrespeitando a lei, colocando a vida deles e de outras pessoas em risco” alerta o diretor-geral do Detran, Marcos Traad.

Em março deste ano o governador Beto Richa entregou 384 bafômetros para a Polícia Militar. Até o final de 2018 serão 768 unidades, com um investimento de R$ 8 milhões, recursos do Detran. O Governo Estadual também investe na qualificação e no treinamento de agentes de trânsito com cursos regulares para policiais e agentes municipais.

LEI SECA – Em novembro de 2016 a legislação ficou mais rigorosa e as multas mais caras. “A intenção é aumentar as punições para mudar o comportamento. A Lei Seca já tem mais de oito anos e é um instrumento importante para a segurança no trânsito”, completa Traad.

Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa, é infração gravíssima. O valor da multa foi alterado pela Lei Federal 13.281/16 e aumentou para R$ 2.934,70. O condutor tem suspenso o direito de dirigir por 12 meses, o documento de habilitação recolhido e o veículo retido. Em caso de reincidência a multa é aplicada em dobro.

Além disso, o motorista que tiver nível igual ou superior a 0,3 miligramas de concentração de álcool por litro de ar alveolar pode ser preso. Neste caso, ele comete crime de trânsito e deve ser encaminhado à delegacia. Com a constatação, o infrator pode ser detido por período que varia de seis meses a três anos.

Segundo o Batalhão de Polícia de Trânsito de Curitiba (BPTran), de janeiro a junho deste ano foram realizadas 751 blitzes na Capital, que resultaram na prisão de 249 motoristas. Nos mesmos meses de 2016 foram 673 blitzes e 191 prisões.

RECUSA – A legislação atual também pune o condutor que se recusar passar pelo bafômetro ou qualquer exame que detecte a influência de álcool ou drogas com multa de R$ 2.934,70, suspensão da carteira de habilitação por 12 meses e retenção do veículo.

Com a recusa, o agente de trânsito ainda pode comprovar a embriaguez por meio de testemunhas, vídeos e sintomas evidentes, como hálito etílico, sonolência e agressividade.

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