quinta-feira, setembro 23, 2021
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Pastor foragido se entregou à Polícia de Arapoti

Arapoti – O pastor evangélico acusado de ter abusado sexualmente da própria filha de 8 anos em janeiro de 2017, enfim se entregou à Polícia Civil de Arapoti no último domingo, 25. Ele estava foragido desde abril quando o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR) havia expedido um mandado de prisão preventiva, acatando um pedido feito pela Promotoria de Justiça da Comarca de Arapoti.

Segundo o delegado Gumercindo Athayde, o religioso se apresentou na companhia de seu advogado. “Ele alegou que estava foragido, pois disse que não haveria uma cela especial na carceragem” comentou o delegado. Como tem curso superior, o pastor tem direito a uma cela separada aos demais presos.

O delegado informou que o pastor permanecerá preso conforme a determinação da Justiça. Gumercindo disse que o paradeiro do acusado durante esses mais de dois meses foragido não foi revelado pelo advogado. Segundo ele, a família do pastor segue residindo na área rural do município de Castro.

O Caso

Segundo o MPPR, o acusado foi denunciado pela prática do crime de estupro de vulnerável majorado. Ele foi pastor evangélico em Arapoti durante alguns anos, sendo transferido, no final de 2017, para outra cidade.

A denúncia contra o religioso foi apresentada no dia 14 de março. De acordo com apuração do Ministério Público do Paraná, no momento do crime, ocorrido na residência da família em Arapoti em janeiro de 2017, além da vítima e do réu, estavam o irmão da criança, com dez anos de idade, e a mãe.

Após o ocorrido, os familiares alegaram que a menina teria sido atacada pelo próprio cachorro da família. Ela apresentava lesões nas partes íntimas e havia sido encaminhada ao Hospital Municipal 18 de Dezembro. Na sequência, devido a gravidade das lesões, a família encaminhou a criança a um hospital de Ponta Grossa, onde foi registrado boletim de ocorrência e iniciada investigação pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), sendo também acionado o MPPR.

Após a realização de várias diligências, como avaliações psicológicas, colheita de depoimentos, perícias, laudos morfológicos, exame de DNA e interceptações telefônicas, a Promotoria de Justiça concluiu existirem indícios suficientes que demonstram ser o pai o autor do crime.

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