Polícia esclarece “fake” de estupro de bebê em Jaguariaíva | Folha Paranaense
Polícia esclarece “fake” de estupro de bebê em Jaguariaíva
20/08/2019 às 16:57

Jaguariaíva – Começou a circular nas redes sociais nesta segunda-feira, 19, um vídeo em que um bebê de nove meses era estuprado por um adolescente. Nas informações sobre o vídeo, era dito que o suposto caso teria ocorrido em Jaguariaíva. Diante dos fatos, a Polícia Civil veio à público nesta terça-feira, 20, esclarecer que se trata de uma “fake news” e que todos os que estiverem compartilhando o vídeo estão cometendo crime, divulgando indevidamente imagens de menores.

Caso do suposto estupro de um bebê não aconteceu em Jaguariaíva. Foto: Divulgação

O comunicado emitido pela Polícia Civil de Jaguariaíva inicia afirmando que o vídeo divulgado no dia 19/08/2019 em diversas redes sociais, noticiando a ocorrência de um suposto abuso cometido por um adolescente de 13 anos contra uma criança de nove meses, não se refere a nenhuma situação ocorrida no município de Jaguariaíva. “Nem a Polícia Civil, nem o Conselho Tutelar local receberam qualquer espécie de denúncia neste sentido e, tampouco, um celular contendo os vídeos” afirma a nota.

A Polícia informa que “diante dos fatos, foi contatado o Núcleo Regional de Educação, sendo esclarecido que no município não há nenhum aluno com o nome indicado na mencionada notícia, sendo tal informação confirmada pelo Cartório de Registro Civil da comarca. Em tempo, embora a situação em tela não seja relativa ao município de Jaguariaíva, pede-se para que todos aqueles que receberam o vídeo dirijam-se até a Delegacia de Polícia e informem quem lhes repassou este, uma vez que a divulgação de fotos e vídeos pornográficos envolvendo crianças e adolescentes é crime tipificado pelo artigo 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90), contando com pena máxima de até 06 (seis) anos de reclusão”.

“A imagem das crianças e dos adolescentes, sobretudo quando vítimas de crimes tão bárbaros, deve ser amplamente protegida, de modo a se evitar uma exposição indevida destas e a sua consequente revitimização” esclareceu o delegado Derick Moura Jorge. Ele ainda ressaltou que já foi aberto um procedimento para apurar quem foram os responsáveis por divulgar o vídeo e afirmar que o fato teria ocorrido em Jaguariaíva. “Vamos buscar responsabilizar os autores” concluiu o delegado.

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