domingo, agosto 1, 2021
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Vítimas do acidente na BR-376 embarcaram para o Pará na quarta

A Secretaria de Estado da Segurança Pública finalizou na noite desta quarta-feira (27) a logística de escolta e transporte de 18 corpos das vítimas, sobreviventes e familiares do acidente ocorrido na segunda-feira (25), na BR-376, em Guaratuba. A ação ocorreu em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, após o embarque no Aeroporto Internacional Afonso Pena. A decolagem se deu às 21h06 e a chegada aconteceu na madrugada desta quinta-feira (28), em Belém, no Pará. 

O avião que levou os corpos chegou ao Afonso Pena por volta das 20h. As equipes da Polícia Científica fizeram mais uma conferência e, depois, liberaram para o embarque. Pouco antes, o corpo de uma criança foi enviado à cidade de São José, em Santa Catarina (região de Florianópolis). De acordo com as informações recebidas pela Polícia Científica, o deslocamento foi feito pela própria família na tarde desta quarta-feira.

No mesmo voo, embarcaram para o Pará duas peritas criminais da comissão de Perícia em Local de Desastres em Massa – Identificação de Vítimas de Desastres (DVI) da Polícia Científica do Paraná, para trabalhar, de forma integrada, com os peritos daquele Estado e dar continuidade aos trabalhos de perícias criminais, os quais já foram iniciados no local do acidente e na sede da Polícia Científica do Paraná. Trata-se da coordenadora do DVI, Patricia Doubas Cancelier, que atuou na identificação de corpos no caso de Brumadinho (MG), em 2019, e da presidente da Comissão, Viviane Paola Zibe e Piegel, que esteve presente no local do acidente em Guaratuba. Elas também atuaram desde o início neste acidente da BR-376. 

Dos 19 corpos entregues ao Estado do Paraná, 17 foram identificados por meio da necropapiloscopia, ou seja, pelas impressões digitais. Os outros dois corpos, de menores de idade, estão sendo identificados pela instituição paranaense por exames de DNA e foram entregues à Polícia Científica do Pará para a continuidade dos trabalhos em parceria com a instituição paranaense.

Os procedimentos de exame de DNA variam de acordo com a especificidade da situação, sendo assim, o tempo para a conclusão do laudo de identificação humana varia de acordo com cada caso. Todos os corpos serão liberados oficialmente às famílias pela Polícia Científica do Pará, a qual também liberará os dois últimos que foram submetidos ao DNA.

ESCOLTA – Para agilizar a chegada dos corpos ao aeroporto Afonso Pena, a Secretaria da Segurança Pública organizou uma logística e contou com a atuação e experiência da Companhia Tático Móvel de Trânsito (Cotamotran) do Batalhão de Trânsito (BPTran) para fazer a escolta dos veículos das funerárias do bairro São Francisco (área central) até o aeroporto.

A escolta iniciou-se às 17 horas e encerrou-se às 18 horas, na portaria operacional do Afonso Pena. Toda a logística em si, que inclui o acompanhamento da Polícia Científica e outras autoridades, terminou após o embarque, no entanto o trabalho de documentação na instituição continua.

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