quarta-feira, outubro 27, 2021
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Consumo das classes C e D mantém queda no Paraná

O consumo das classes C e D do Brasil recuou 5% em abril, depois de já ter caído em março (-4%) e fevereiro (-28%), de acordo com a Pesquisa de Hábitos de Consumo das Classes C e D da Superdigital, fintech do Santander. O levantamento é realizado mensalmente e busca traçar o perfil do consumidor dessas classes sociais.

No Paraná, a pesquisa apontou recuo mensal de 3% e vale destacar o crescimento nos gastos com Companhias Aéreas (50%), depois de um recuo de 14% em março. Além disso, houve crescimento nas categorias Veículos e Automóveis (17%), Telecomunicações (12%) e Lojas de Roupas (10%). As quedas mais significativas foram nos gastos com Rede Online (-26%), Serviços (-19%), Hotéis e Motéis (-9%) e Diversão e Entretenimento (-7%).

Entre as cinco regiões, o Sudeste apresentou queda mensal de 7%, seguido pelo Sul (-6%), Nordeste (-4%), Norte (-2%) e Centro-oeste (-1%).

Segundo Luciana Godoy, CEO da Superdigital no Brasil, a pesquisa mostra que ainda falta confiança no consumidor para voltar a comprar com tranquilidade como aconteceu no final do ano passado. “Vimos em outubro, novembro e dezembro uma boa recuperação do consumo nas Classes C e D, depois de um 2020 muito difícil. Mas, com o avanço da Covid-19 e as suas consequências na economia, principalmente em março e abril, muitas famílias ainda estão inseguras para voltar às compras”, diz a executiva.  O índice de confiança do consumidor, medido pela FGV em abril estava em 72,5 pontos, melhor que em março, mas muito abaixo dos 91,7 pontos medidos em dezembro de 2020. 

Em termos setoriais, as maiores quedas registradas em abril na comparação com março foram em Rede Online (-14%), Companhias Aéreas (-7%), Diversão e Entretenimento (-6%) e Combustível (-4%). Enquanto isso, cresceram os gastos com Lojas de Roupas (10%), Prestadores de Serviços (9%) e Lojas de Artigos Diversos (4%).

“Com os dados de abril, podemos perceber que os gastos com restaurantes pararam de cair, devido à reabertura do comércio. Nossa expectativa é de que a confiança para consumir volte aos poucos, conforme a vacinação alcance um número maior de pessoas e, em decorrência disso, a economia demonstre uma recuperação mais robusta”, explica a executiva.

Silvia Dias da Costa
Assessoria de Imprensa Santander Sul

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