quarta-feira, agosto 4, 2021
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Endividamento no Brasil chega ao maior patamar em 11 anos

De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), feita pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 69,7% das famílias brasileiras estão endividadas. Esse é o nível mais alto em 11 anos.

Ainda segundo o estudo, no final de 2020, o percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso era de 25,5%, enquanto que em 2019 era de 24%. Além disso, mais pessoas não estão conseguindo pagar as suas contas. “O que podemos perceber que aconteceu é que muita gente acabou perdendo parte ou total renda nesse período”, explica Victor Loyola, empresário do mercado financeiro e cofundador da ConsigaMais+, empresa de crédito consignado privado.

“À medida que você perde renda, vai queimando reservas. E aí, em um segundo momento, começa a se endividar. Depois, acaba se tornando inadimplente”, conta o empresário. Essa situação também foi comprovada pelos números divulgados pela Peic, já que pela segunda vez seguida, houve aumento no percentual de inadimplentes, chegando a 25,1% em junho, contra 24,3% de maio. As famílias que se declaram muito endividadas aumentam desde março e chegaram a 14,7%, maior nível desde julho de 2020.

Para Victor Loyola, a principal dica para não passar a ser inadimplente é controlar os gastos, ter uma organização financeira. “Você tem que saber o quanto ganha e o quanto gasta. Para fazer com que as dívidas não se tornem impagáveis é necessário mantê-las dentro do seu fluxo de caixa, não superando mais de 30% do seu rendimento. Se isso acontecer, já pode ligar o sinal amarelo”, fala.

O cartão de crédito é a grande fonte de dívidas dos brasileiros, com 81,8%. Em seguida, estão os carnês (17,5%), o financiamento de carro (11,9%), crédito pessoal (10%) e financiamento de casa (9,1%). “O cartão de crédito possui a maior taxa de juros do mercado. Por isso, é desaconselhável utilizá-lo como produto de crédito. O mesmo se pode dizer do cheque especial”, explica o cofundador da ConsigaMais+.

Victor Loyola explica que, diante desse cenário, o crédito consignado aparece como uma boa opção para quem está com as contas no vermelho.

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