sábado, novembro 27, 2021
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A importância da educação financeira para crianças e jovens

Dinheiro é algo que todas as pessoas têm que lidar o tempo inteiro, principalmente na vida adulta. Mas por que não começar a pensar nisso desde a infância? Saber o valor do dinheiro e das coisas, planejar e ter uma organização financeira é fundamental durante toda e vida, mantendo o controle das finanças e sem deixar as contas no vermelho. Porém, no Brasil, essa cultura de educação financeira ainda não é forte. De acordo com dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 2015 e 2018, o grau de educação financeira dos brasileiros ainda está abaixo do desejável.

Porém, parece que isso vai mudar. O Ministério da Educação (MEC), em parceria com a Comissão de Valores Imobiliários (CVM), está capacitando, por meio de um programa de incentivo à Educação Financeira, professores do 9º ano do ensino fundamental e da 1ª série do Ensino Médio de escolas públicas municipais, estaduais e militares de todo o país. Com cursos gratuitos, através de uma plataforma online, os profissionais terão conhecimento para fazer com que temas como planejamento financeiro, gestão das finanças pessoais e investimentos façam parte do dia a dia de crianças e adolescentes. O objetivo é capacitar 500 mil professores nos próximos três anos.

Camilla Clemente, sócia e Head de Marketing da Neon ConsigaMais, consignado privado, comemora a decisão. “Nós, que sempre levantamos as bandeiras da organização financeira e da democratização do acesso ao crédito, estamos felizes de saber que, desde cedo, nossas crianças terão a possibilidade de aprender a lidar com dinheiro, saber a importância de poupar e investir, além de ter mais consciência sobre suas escolhas de compras”, afirma.

A educação financeira agora está na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que prevê o mínimo que deve ser ensinado nas escolas do país, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Segundo o documento, o tema deve ser abordado de forma transversal, nas diferentes aulas e projetos. “Isso significa avanço para o Brasil. Com as finanças nas escolas, em alguns anos, nossa cultura será diferente da atual. É um grande passo e estamos aqui para apoiar e ajudar nesse processo. É um começo para diminuirmos as desigualdades sociais e termos um futuro melhor”, completa Camilla.

Esse aprendizado e a mudança de comportamento beneficia a todos. O Banco Mundial realizou um projeto piloto sobre educação financeira em escolas públicas de Ensino Médio e verificou resultados positivos, como aumento de 1% na poupança dos alunos que participaram; 21% a mais dos jovens começaram a anotar os gastos do mês; 4% a mais tentam negociar preços e formas de pagamento nas compras. Além disso, o dia a dia das famílias dos participantes também mudou, já que assuntos que não eram tratados, como orçamento, custos e planejamento financeiro, passaram a fazer parte das conversas em casa.

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