Arapoti – Uma família do município passou por momentos de revolta e indignação após ter a residência completamente furtada durante a virada do ano. O crime ocorreu em uma propriedade localizada na zona rural do município, na região da Gleba A, enquanto os moradores estavam viajando para as festividades de Ano-Novo.
De acordo com o boletim registrado na Polícia Civil, a família deixou a casa fechada no dia 31 de dezembro e retornou apenas após o feriado. No entanto, antes mesmo da volta dos moradores, uma vizinha que cuidava do cachorro da família percebeu que a porta da residência havia sido arrombada e que o interior do imóvel estava totalmente revirado.
Ao retornarem da viagem, os proprietários confirmaram o pior: praticamente toda a casa havia sido “limpa” pelos criminosos. Entre os itens levados estão geladeira, freezer, televisão, motosserra, ferramentas diversas, escada, câmeras de segurança, botijões de gás, caixa de som, roupas, cobertores, edredons, além de uma motocicleta preta. A lista de prejuízos é extensa e evidencia que o crime pode ter ocorrido em mais de uma ação, devido à grande quantidade de objetos subtraídos.
Outro ponto que chamou a atenção da família foi o fato de que as câmeras de monitoramento da residência pararam de funcionar justamente no dia 31 de dezembro, levantando a suspeita de que o furto tenha começado ainda naquela data.
Pedido de “resgate”
Após o furto, a situação ganhou contornos ainda mais graves. Um indivíduo passou a enviar mensagens via WhatsApp para a vítima e seus familiares, exigindo o pagamento de R$ 1 mil como condição para devolver os bens furtados. Segundo o registro policial, o suspeito afirmava que, após o pagamento, os objetos seriam deixados abandonados em um local combinado.
A família não aceitou a proposta e, até o momento, nenhum dos bens foi recuperado.
A vítima também relatou à polícia que o autor aparenta ser alguém próximo da família, já que demonstrou conhecimento de informações pessoais e manteve contato direto com vários parentes. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias do crime e tenta identificar os responsáveis.
O boletim foi registrado como furto qualificado, crime contra o patrimônio, e a vítima manifestou formalmente o desejo de representação criminal para que as medidas legais cabíveis sejam adotadas.


Deixe um comentário