Jaguariaíva – O Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Ponta Grossa, cumpriu na manhã desta terça-feira (10) dois mandados de busca e apreensão nas cidades de Jaguariaíva e Ibaiti. A ação faz parte da chamada Operação Boi Fantasma, que investiga um esquema de corrupção e fraudes envolvendo transações com bovinos.
As investigações apuram crimes de corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica na emissão de Guias de Trânsito Animal (GTAs) e inserção de dados falsos em sistemas da Agência de Defesa Sanitária do Paraná (Adapar). As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo de Garantias da Comarca de Jaguariaíva.
Segundo o Ministério Público, o caso começou a ser investigado em julho de 2024, após a própria Adapar encaminhar um relatório apontando suspeitas envolvendo uma funcionária pública da Prefeitura de Jaguariaíva que estava cedida ao órgão estadual.
De acordo com as apurações, a servidora teria realizado cadastros fraudulentos de bovinos, incluindo registros de novos animais em rebanhos e a emissão imediata de GTAs, sem a documentação necessária. As operações seriam feitas a pedido de uma empresa especializada em leilões de gado e também para criadores que estariam fora da área de atuação da funcionária.
Durante a investigação, o Gaeco encontrou indícios de que a servidora teria recebido vantagens indevidas para realizar os registros falsos no sistema sanitário do Estado, beneficiando criadores e a empresa de leilões.
Os mandados de busca foram cumpridos na residência da funcionária pública, em Jaguariaíva, e na casa do leiloeiro investigado, em Ibaiti, local que também funciona como sede da empresa de leilões.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, um dos investigados acabou preso em flagrante por posse irregular de armas e munições.
Conforme o Ministério Público, as diligências têm como objetivo reunir mais provas sobre a inserção de dados falsos nos sistemas da Adapar e identificar outras pessoas que possam ter participado ou se beneficiado do esquema.
A servidora investigada já foi desligada da Adapar, segundo informou o órgão.
Foto: Divulgação/MPPR


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