Professora vira ‘queridinha’ de alunos por fazer cosplay e assistir animes

12/07/2015 17:270 comments

Considerada uma das cidades com maior concentração de nerds em todo o Brasil, Santos, no litoral de São Paulo, também é a casa de uma das cosplayers mais antigas da região. A professora Juliana Vita Innuendo conheceu a arte de se fantasiar como personagens de animações japonesas em 1996 e, desde então, não parou mais. Hoje, ela faz sucesso entre seus alunos, que querem conversar sobre Pokémon e Naruto.

Juliana revela que sua paixão pelos animes e pela arte do cosplay começou por acaso. “Eu descobri, lendo uma revista, um evento que promovia concursos de cosplay, em 1996. Fui até lá, vi e achei o máximo. Desde então, não parei mais. Fiz faculdade, estágio, hoje trabalho como professora do Estado e ainda continuo fazendo cosplay”, explica.

A professora lembra que o início foi difícil, fazia as fantasias por conta própria, com a ajuda de uma amiga. “Nós mesmas fazíamos os acessórios, procurávamos os materiais em brechós, lojas de sucatas e na casa de parentes. Aprendemos por conta própria, com marceneiros e costureiras. Na época, não havia tutoriais, não havia internet, então era complicado”, diz.

Juliana também enfrentou um pouco de preconceito para concluir suas criações. “Eu cheguei a dizer para minha costureira que as roupas eram para o carnaval e teatro. De certa forma, acabei ensinando ela a fazer cosplay, sem que ela sequer soubesse”, brinca.

Ela diz ainda que tinha receio de contar a seus alunos que faz cosplay, mas foi surpreendida com a recepção positiva deles. “Eu dei uma chance para isso após ser incentivada por um professor e amigo. Foi durante um festival, os alunos vieram me perguntar se eu gostava de Naruto, Pokémon, e foi um sucesso incrível”, lembra.

Com o passar dos anos, Juliana fez dezenas de cosplays diferentes, mas a amazona dragoon Freya, do jogo Final Fantasy 9, é sua favorita até hoje. “A Freya é meu xodó, por conta da complexidade da fantasia, e também pela história dela, uma guerreira que abandona tudo para ir atrás de um amor perdido”, conta.

A família apoiou a nova atividade de Juliana, que antes de fazer cosplay era tímida e quase nunca saía de casa. “Minha mãe aceitou numa boa, ficou feliz de me ver saindo de casa, ganhando prêmios em apresentações, foi algo que me ajudou até no meio profissional. Eu digo que, se não é divertido, não é cosplay. É a minha diversão. Hoje não tem livro de colorir para adultos? Colagem para adultos? A professora Juliana faz cosplay para se divertir”, finaliza.

 

Fonte: G1

Aluno ganha medalha por remédio contra gripe à base de acerola e caju

17:210 comments

Um estudante cearense juntou conhecimento popular e científico para desenvolver o projeto de um antiviral à base de frutas que ganhou medalha de bronze em uma feira nos Estados Unidos. Helyson Lucas Bezerra, de 19 anos, misturou extrato de acerola, de goiaba e de caju com óleo de romã e criou uma polpa rica em vitamina C. Ele diz que seus testes comprovaram que ele ajuda na prevenção e no tratamento da gripe.

O projeto batizado de “Ação sinergética de antiviral natural” começou a ser desenvolvido em 2013 por iniciativa do estudante.

“A gripe atinge bastante toda a minha escola e a minha cidade, sem ter bons medicamentos que pudessem combatê-la de forma eficaz e barata”, conta Helyson, que faz o curso técnico em meio ambiente do Instituto Federal do Ceará (IFCE), em Limoeiro do Norte.

Helyson diz que o antiviral criado com a polpa das frutas é capaz de reduzir os sintomas da gripe em pouco tempo, aumentar os leucócitos (glóbulos brancos) no sangue e destruir o vírus de forma mais rápida. Segundo o estudante, quem tomar seu composto “tem uma chance maior de recuperação [da gripe] em relação a outros medicamentos”.

A ideia da combinação de frutas veio da população local. Ele aplicou um questionário como parte da pesquisa. O estudante tirou a fórmula para o composto a partir das frutas mais comuns que as pessoas afirmaram usar para combater os sintomas da gripe.

“Pensei em juntar todas, procurar por novas substâncias e vi que elas trabalham melhor juntas do que separadas, que era como a população usava”, comenta Helyson.

Métodos
Com a polpa feita, Helyson recorreu à comunidade novamente para testar sua criação. Ele elaborou três análises diferentes: uma com pessoas que só utilizavam acerola, goiaba e caju para combater os sintomas da gripe, outra com quem apenas fazia gargarejo com as sementes de romã e uma terceira com pessoas que usavam a combinação dos dois métodos.

“Depois dessas entrevistas, constatei que quem utilizava as frutas com a semente da romã tinha uma resposta superior [do que a dos outros dois métodos]”.

Prêmio nos EUA
Com o projeto do antiviral, Helyson ganhou em maio a medalha de bronze na competição de ciência Intel ISEF, na categoria biomedicina e ciência da saúde, em Pittsburgh, nos Estados Unidos. A próxima feira que o estudante vai participar é a Genius Olympiad, em Nova York, em julho de 2016.

Os resultados positivos da pesquisa fazem Helyson pensar em comercializar seu composto como alimento, na forma de polpa, ou em forma de medicamento, isolando as substâncias benéficas contra a gripe de cada fruta. Mas, antes, é preciso patentear a ideia. “Como ela já é bastante utilizada de forma autônoma, pretendo divulgar mais e o próximo passo é conseguir mais apoio para a patente”, afirma.

Fonte: G1

Governo autoriza 2.290 vagas de medicina em faculdades privadas

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Os ministérios da Educação e da Saúde informaram nesta sexta-feira (10) que autorizaram a abertura de 2.290 vagas para alunos de medicina em instituições particulares de dez estados do país.

Dez por cento das vagas devem ser concedidas com bolsas voltadas para estudantes de baixa renda.

A medida faz parte do programa Mais Médicos e tem o objetivo de garantir atendimento a 36 municípios considerados prioritários pelo governo (veja a lista de instituições abaixo).

As cidades foram selecionadas em setembro do ano passado. Todas elas têm pelo menos 70 mil habitantes e não ofereciam a formação médica, segundo o governo.

Em setembro, uma lista de 39 municípios foi anunciada, mas, segundo o MEC, três deles (São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, Limeira, em São Paulo, e Tucuruí, no Pará) foram retirados da lista por não atenderem aos critérios de qualidade.

A abertura dos cursos entra na meta do governo federal de criar 11,5 mil novas vagas em cursos de medicina em todo o Brasil, incluindo instituições de ensino superior públicas e privadas.

Previsão
A previsão é que as 2.290 vagas sejam abertas pelas instituições de ensino em um período de entre três e 18 meses, segundo o MEC.

“É uma nova maneira de desenvolver o processo de regulação de ensino superior”, afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

“O Mais Médicos se consolida não apenas como um projeto emergencial para atender o setor da saúde. É uma política estruturante da formação médica no Brasil.”

O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, afirmou que, com as 2.290 vagas anunciadas nesta sexta-feira, o governo totaliza cerca de 7.600 novas vagas de graduação em medicina no Brasil até 2016.

Nesta conta estão outras 5.306 que já foram autorizadas pelo MEC, sendo 1.690 em 23 cursos da rede pública e 3.616 na rede privada. A meta do governo também inclui a criação de 12.372 vagas em residência médica até 2018.

Segundo Ribeiro, a medida deve levar atendimento médico para o interior do país. “As capitais sempre tiveram mais vagas que o interior”, afirmou. A meta é criar 16 mil vagas no interior do país. Nas capitais, são 10,6 mil vagas. “Começa a abrir uma vantagem no interior. Temos aí um avanço”, disse.

Dos 39 municípios brasileiros selecionados no primeiro edital, 14 estão em São Paulo e seis na Bahia. Em Minas Gerais, no Paraná e no Rio Grande do Sul serão quatro cidades em cada um deles.

O número de autorizações poderia ser maior, mas a proposta em três cidades foi vetada. “Em algum momento as

Os ministérios da Educação e da Saúde informaram nesta sexta-feira (10) que autorizaram a abertura de 2.290 vagas para alunos de medicina em instituições particulares de dez estados do país.

Dez por cento das vagas devem ser concedidas com bolsas voltadas para estudantes de baixa renda.

A medida faz parte do programa Mais Médicos e tem o objetivo de garantir atendimento a 36 municípios considerados prioritários pelo governo (veja a lista de instituições abaixo).

As cidades foram selecionadas em setembro do ano passado. Todas elas têm pelo menos 70 mil habitantes e não ofereciam a formação médica, segundo o governo.

Em setembro, uma lista de 39 municípios foi anunciada, mas, segundo o MEC, três deles (São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, Limeira, em São Paulo, e Tucuruí, no Pará) foram retirados da lista por não atenderem aos critérios de qualidade.

A abertura dos cursos entra na meta do governo federal de criar 11,5 mil novas vagas em cursos de medicina em todo o Brasil, incluindo instituições de ensino superior públicas e privadas.

Fonte: G1