sábado, abril 17, 2021
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Operação interditou prédios e estabelecimentos comerciais em Arapoti

Na tarde desta segunda-feira, 13, uma ação coordenada pelo Ministério Público (MP) e executada pelo Corpo de Bombeiros de Jaguariaíva e Vigilância Sanitária, fez com que muitos comércios de Arapoti fechassem suas portas. Muitos prédios e estabelecimentos não possuíam certificados e licenças de liberação dos bombeiros, além de normas obrigatórias de segurança e acessibilidade.

O mini-shopping no centro da cidade foi interditado por falta de acessibilidade

O promotor de Justiça, José de Oliveira Junior, esclareceu que havia uma demanda antiga de fiscalização das instalações em Arapoti. “Existia um procedimento que tramitava há muitos anos na Promotoria de Justiça relacionado a necessidade de fiscalização dos estabelecimentos, tanto nos aspectos sanitários, como de segurança. Porém, nesses tantos  anos, a Prefeitura e o Corpo de Bombeiros não deram efetivo cumprimento a essas fiscalizações, fazendo com que muitos comerciantes deixassem de cumprir com seus deveres. Com isso, o MP propôs Ação Civil Pública visando garantir a integridade física das pessoas que visitam esses locais ” disse o promotor.

Ele informou que esta ação deve durar 11 meses e todos os estabelecimentos do município serão fiscalizados. “Serão realizadas paulatinamente todas essas inspeções. Foi feito um cronograma de atuação conforme ordem de prioridade e risco, estabelecido pelo Corpo de Bombeiros. Não foi uma escolha aleatória. Esperamos que esses comerciantes deem inicio o quanto antes a esses procedimentos de regularização, o que poderá permitir que eles possam retornar ao funcionamento normal” disse.

O promotor ainda informou que a ação não tem objetivo de prejudicar ninguém. “O Ministério Público é sensível à situação. Nós sabemos que são empresas que muitas vezes possuem vários funcionários e não queremos trazer nenhum tipo de crise social ao município. Porém, o MP, o Corpo de Bombeiros e a Vigilância Sanitária não podem fingir que nada acontece, porque depois se ocorrer um grave acidente, com certeza, seremos muito cobrados” concluiu.

 

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